Blog da Clínica

ÚLTIMAS NOVIDADES

Voce-sabia-que-e-comum-mulheres-terem-insonia-na-menopausa.png

15/10/2021 Menopausa

Você sabia que é comum mulheres terem insônia na menopausa? As ondas de calor e as alterações de humor são sintomas bastante conhecidos do climatério, o período que antecede a chegada da menopausa. Mas existem uma série de outros sintomas que também acompanham esta fase da vida. E um dos que mais prejudicam a qualidade de vida das mulheres é a insônia.

Por isso, preparei o artigo a seguir para explicar um pouco mais sobre a insônia na menopausa e ajudar quem está passando por esse período a ter mais qualidade de vida. Boa leitura!

 

O que é transição menopausal e quais os são sintomas?

Antes de entendermos porque muitas mulheres sofrem com a insônia na menopausa, vamos falar um pouco sobre a transição menopausal. Muitas pessoas ainda confundem a transição menopausal, que antigamente era chamada de climatério, com a menopausa. 

A transição menopausal é um período de transição entre a fase reprodutiva e a fase não reprodutiva da vida da mulher. Desta forma, costuma iniciar próximo aos 45 anos. Porém, algumas mulheres podem começar a transição ainda antes desta idade.

Este período de transição é dividido em 3 fases distintas: perimenopausa, a menopausa e a pós-menopausa. Você pode saber mais sobre cada uma delas clicando aqui.

Sendo assim, a menopausa é uma das fases da transição menopausal e marca de forma oficial o fim da vida reprodutiva. Entre os sintomas comuns neste período estão as famosas ondas de calor, ganho de peso, alterações de humor, ressecamento vaginal,  queda na libido e, claro, a insônia. 

Mas engana-se quem pensa que  a chegada da menopausa é sinônimo de sofrimento! Na verdade, esta é uma fase bastante significativa e pode ser vivida com qualidade de vida, energia e prazer. Clique aqui e saiba quais hábitos ajudam a melhorar a libido na menopausa.

 

Insônia na menopausa

Assim como os demais sintomas, a insônia na menopausa tem relação com a queda natural na produção de hormônios durante este período. Por exemplo, a  progesterona é um hormônio produzido pelo corpo feminino e que funciona como um estimulante respiratório. Quando os níveis deste hormônio são reduzidos, perde-se também os seus efeitos como protetor respiratório durante o sono.

Desta forma, surge a apneia, um distúrbio que provoca interrupções breves e repetidas na respiração enquanto a pessoa está dormindo. Ou seja, durante as crises, o indivíduo precisa acordar para conseguir respirar melhor,  o que deixa o sono instável.

Além disso, as ondas de calor, sintoma bastante comum durante a transição menopausal, podem provocar o despertar do sono, o que também influencia na capacidade de manter um descanso reparador. 

 

Tratamento para a insônia na menopausa

Conforme o Instituto do sono, cerca de 60% das mulheres que estão passando pela transição menopausal sofrem com a insônia. E uma alternativa para amenizar este e outros sintomas é a reposição hormonal.

Através desta terapia, pode-se estabilizar os níveis hormonais e diminuir o número de vezes que a pessoa desperta durante o sono. A reposição hormonal também pode ajudar a amenizar as ondas de calor, além de outros sintomas comuns, como irregularidade menstrual, oscilações de humor e queda na libido. 

Você sabe como funciona a reposição hormonal? Clique aqui e confira este conteúdo completo que preparei para responder às suas dúvidas sobre esta grande aliada de quem está passando pela transição menopausal.  

Além da reposição hormonal, hábitos de vida saudáveis também podem ajudar a amenizar os sintomas da transição menopausal e até beneficiar os efeitos da reposição. Entre estes hábitos estão a higiene do sono, a prática de atividades físicas regulares e uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes. 

 

Quer saber mais sobre a menopausa e como viver este momento com mais qualidade de vida? Então baixe de forma gratuita o meu e-book “A vida da mulher na menopausaclicando aqui

 

Espero que este artigo tenha lhe ajudado a compreender melhor porque muitas mulheres sofrem com a insônia na menopausa e como a reposição hormonal pode ajudar a amenizar este sintoma. Se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

Você pode conferir mais conteúdos aqui do blog e me acompanhar também no Facebook, no Instagram e no Youtube

Até o próximo artigo!


Quais-sao-os-efeitos-da-pilula-do-seguinte-no-corpo-1200x675.png

04/10/2021 Artigo

A pílula do dia seguinte é uma espécie de contraceptivo de emergência. Ou seja, ela foi desenvolvida para ser utilizada em situações esporádicas, como quando há falha no uso de outros métodos contraceptivos. Mas você sabe quais são os efeitos da pílula do dia seguinte no seu corpo?

Neste artigo vou falar um pouco sobre como funciona a pílula do dia seguinte. Leia o texto até o fim para saber como este contraceptivo atua no seu corpo e em quais situações é seguro utilizá-lo. Boa leitura!

 

O que é e quais são os efeitos da pílula do dia seguinte

A pílula do dia seguinte é um contraceptivo desenvolvido para ser utilizado apenas em casos de emergência. Ou seja, utilizar este método não deve se tornar um hábito, devido aos efeitos da pílula do dia seguinte no corpo.

A pílula do dia seguinte funciona inibindo ou adiando a ovulação, o que dificulta a entrada do espermatozoide no útero e, por consequência, dificulta a fecundação. Ela também pode alterar os níveis hormonais após a ovulação. Porém, a pílula não tem nenhum efeito em uma gravidez já em andamento, ou seja, não causa aborto.

Entre os efeitos da pílula do dia seguinte estão:

  • Menstruação irregular;
  • Sangramento fora do período menstrual;
  • Sensibilidade nos seios;
  • Dor de cabeça;
  • Dor abdominal;
  • Tontura;
  • Cansaço excessivo;
  • Náusea e vômito;
  • Diarreia.

Os efeitos podem ser sentidos tanto nas versões de 1,5 mg (dose única), como nas versões de 0,75 mg (duas doses). 

 

Você sabe como funcionam e qual a importância dos hormônios sexuais? Clique aqui para descobrir! 

 

Quem pode utilizar e quando é seguro fazer uso da pílula do dia seguinte. 

Agora que você conhece os efeitos da pílula do dia seguinte e sabe como ela age no corpo, deve estar se perguntando se é seguro utilizar este método ou se qualquer pessoa pode utilizá-lo.

A pílula do dia seguinte é segura, mas deve ser utilizada apenas de forma esporádica, no caso da falha de outros métodos contraceptivos ou em situações de violência sexual. 

Além disso, não deve ser utilizada durante a gravidez ou amamentação, por homens ou por quem possui alergia a algum dos componentes do medicamento. Também é indicado consultar um ginecologista antes de utilizar a pílula caso você tenha doenças cardiovasculares, pressão alta, obesidade, ou em caso de sangramentos anormais ou de origem desconhecida. 

 

É possível engravidar mesmo depois de tomar a pílula do dia seguinte?

Embora as chances sejam pequenas, existem casos em que a pílula do dia seguinte pode não funcionar e a gestação acontecer. Alguns exemplos são:

  • Existem pílulas do dia seguinte com diferentes composições e cada uma precisa ser utilizada de acordo com as especificações da bula. Por exemplo, algumas precisam ser utilizadas nas primeiras 72 horas após a relação sexual. Estas orientações são fundamentais para que o contraceptivo funcione.
  • O uso de antibióticos ou outros medicamentos também podem interferir nos efeitos da pílula. 
  • No caso de vômito ou diarreia em até quatro horas após o uso da pílula do dia seguinte.
  • Se a ovulação já tiver ocorrido.
  • Se a pílula do dia seguinte já foi utilizada outras vezes no mesmo mês. 

 

Você já ouviu falar em implantes hormonais? Eles podem ser grandes aliados da sua saúde e qualidade de vida. Clique aqui e descubra como funcionam e quem pode usufruir dos seus benefícios. 

 

O que fazer no caso de efeitos colaterais?

Para reduzir as náuseas, o indicado é se alimentar após ingerir a pílula do dia seguinte. Analgésicos podem ser utilizados no caso de dor de cabeça ou abdominal.

Para aliviar a sensibilidade nos seios, é indicado utilizar compressas mornas ou tomar um banho com água morna. Massagear a região também pode ajudar. No caso de diarreia, é importante beber bastante líquido, evitar alimentos gordurosos, leite e ovos, e bebidas alcoólicas. 

 

Espero que este artigo tenha lhe ajudado a compreender melhor os efeitos da pílula do dia seguinte e como é possível utilizá-la com segurança, em caso de emergência. Se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

Você pode conferir mais conteúdos aqui do blog e me acompanhar também no Facebook, no Instagram e no Youtube

Até o próximo artigo!


A-importancia-de-manter-a-microbiota-intestinal-saudavel.png

28/09/2021 Saúde íntima

Nossa flora intestinal é composta por diversos microorganismos que, além de fundamentais para o funcionamento correto do intestino, também auxiliam no processo de digestão, no combate a infecções e até mesmo na prevenção de doenças. Ou seja, ter uma microbiota intestinal saudável é muito importante para ter qualidade de vida. 

Preparei este artigo para explicar um pouco sobre como funciona a flora intestinal e a importância dela para a sua saúde. Continue a leitura para saber mais sobre este tema e também descubra como cuidar da sua microbiota intestinal. 

 

O que é uma microbiota intestinal saudável?

A microbiota intestinal é formada por um verdadeiro ecossistema de microorganismos. São milhões de bactérias e fungos não patogênicos que habitam o trato gastrointestinal.

Para ter uma microbiota intestinal saudável é preciso que estes microorganismos estejam em equilíbrio. Ou seja, quando ocorre alguma alteração na quantidade ou na distribuição dos organismos que habitam o intestino, a microbiota entra em desequilíbrio. 

O resultado desta alteração é um quadro chamado disbiose intestinal, que, entre outros problemas, prejudica a capacidade do organismo de absorver nutrientes. Alguns sintomas de desequilíbrio na microbiota intestinal são:

  • Náuseas e vômitos;
  • Gases;
  • Inchaço na região abdominal
  • Prisão de ventre ou diarreia;
  • Cansaço;
  • Alterações de humor;
  • Quadros de Candidíase.

 

Por que manter a microbiota intestinal saudável?

Sistema imunológico: as bactérias que formam a flora intestinal têm papel importante na nossa imunidade. Além disso, estudos apontam que uma microbiota intestinal saudável pode, inclusive, auxiliar na recuperação do sistema imunológico de pacientes que foram submetidos ou estão passando por tratamentos mais agressivos. 

Antioxidantes: também existem pesquisas comprovando que as bactérias que habitam o intestino ajudam a digerir alguns compostos que liberam antioxidantes muito importantes para a saúde do organismo. 

Vitamina D: a flora intestinal também atua na conversão de vitamina D inativa para sua forma ativa. Esta vitamina tem papel vital na saúde do organismo, sendo importante na prevenção de doenças cardiovasculares, da osteoporose e de alguns tipos de câncer, além de fortalecer a imunidade. A vitamina D também tem papel importante na fertilidade feminina. Saiba mais sobre isso clicando aqui.

Composição corporal saudável: a saúde da microbiota intestinal influencia no controle do peso, uma vez que pode ajudar a reduzir o depósito de gordura no corpo. Além disso, ainda auxilia na tolerância à glicose.

Saúde mental: quando as bactérias presentes no trato intestinal estão em equilíbrio, elas ajudam no controle dos níveis de cortisol e de outros hormônios, o que beneficia o cuidado com a saúde mental.

Saúde vaginal: assim como o intestino, a vagina também tem uma microbiota. Estas duas floras bacterianas têm funções importantes no organismo e estão diretamente ligadas. Desta forma, o desequilíbrio da microbiota intestinal pode afetar o equilíbrio da flora vaginal, facilitando o desenvolvimento de doenças como a candidíase. 

 

Como manter a saúde da microbiota intestinal?

Para manter o equilíbrio e funcionamento ideal deste ecossistema que habita o seu corpo, a palavra-chave é bem simples: alimentação. Uma alimentação pobre em nutrientes e com excesso de açúcar e alimentos processados pode comprometer o equilíbrio da microbiota intestinal.

Você sabia que o excesso de açúcar pode causar impactos negativos na saúde íntima da mulher? Saiba mais clicando aqui. 

Da mesma forma, uma alimentação rica e balanceada é essencial para manter a saúde do intestino. A ingestão de fibras, por exemplo, ajuda não apenas no funcionamento do órgão e no equilíbrio da microbiota intestinal, mas também evita inflamações e ajuda a prevenir até mesmo alergias e distúrbios autoimunes.

O que comer para ter uma microbiota intestinal saudável:

  • Chia
  • Aveia e farelo de aveia
  • Feijão
  • Ervilha
  • Lentilha
  • Grão-de-bico
  • Legumes
  • Maçã
  • Banana
  • Aspargo
  • Alho
  • Alho-poró
  • Cebola
  • Alimentos probióticos, como kombucha, leites fermentados, iogurte, kefir, chucrute, gengibre, pepino e outros vegetais em conserva

 

Espero que este artigo tenha lhe ajudado a compreender a importância de manter a microbiota intestinal saudável. Se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

Você pode conferir mais conteúdos aqui do blog e me acompanhar também no Facebook, no Instagram e no Youtube

Até o próximo artigo!

 


As-3-fases-do-climaterio-e-suas-caracteristicas-1200x800.jpg

Você também não sabe a diferença entre climatério e menopausa? E você sabia que o climatério tem três fases, com características distintas? 

Se a sua resposta para estas duas perguntas foi sim, meus parabéns! Mas se você respondeu não a um destes questionamentos, não precisa se preocupar. Assim como você, muitas pessoas desconhecem a forma como o seu organismo funciona e os ciclos pelos quais ele passa ao longo da vida.

Por isso, preparei este artigo para responder a estas duas dúvidas e ajudar você a conhecer melhor o seu corpo e aprender como cuidar dele com carinho e responsabilidade. Boa leitura!

 

Climatério e menopausa: qual a diferença?

Apesar de muita gente achar que são sinônimos, climatério e menopausa são duas coisas bem diferentes. O climatério é o período de transição entre a fase reprodutiva e a fase não reprodutiva da vida da mulher. Inclusive, muitas literaturas médicas substituem o termo climatério e denominam esta fase da vida como “transição menopausal”. 

Desta forma, ele costuma iniciar a partir dos 45 anos e é o momento em que ocorrem os famosos sintomas normalmente atribuídos à menopausa, como as alterações de humor e os fogachos, que são as ondas de calor. 

Por sua vez, a menopausa é o nome dado a uma das fases do climatério e é sinalizada pela última menstruação, que funciona como um marco oficial do fim da idade reprodutiva. 

O que costuma confundir muitas pessoas é que, durante o climatério, é comum que a menstruação ocorra de forma mais espaçada. Ou seja, o ciclo menstrual se torna irregular e você pode ficar meses sem menstruar. 

 

O climatério e suas 3 fases

Agora que você já sabe a diferença entre climatério e menopausa, vamos falar sobre as diferenças entra as três fases do climatério: a perimenopausa, a menopausa e a pós-menopausa. 

  • A perimenopausa

A perimenopausa é a primeira etapa do climatério e antecede a menopausa. É nesta fase que iniciam as mudanças hormonais e biológicas características deste período. 

Para você compreender melhor, é na perimenopausa que começa uma diminuição gradual da quantidade de estrogênio produzido pelos ovários, por exemplo. E é a diminuição do nível deste hormônio que provoca sintomas como a irregularidade da menstruação. 

Com o passar do tempo, a quantidade menor de estrogênio também será responsável pelo surgimento de outros sintomas comuns do período de climatério e menopausa, como as ondas de calor, ganho de peso, alterações de humor, insônia, ressecamento vaginal e queda na libido. 

Não existe uma idade fixa para o início da perimenopausa, mas os primeiros sinais costumam aparecer por volta dos 40 anos. A perimenopausa dura cerca de quatro anos, mas, para algumas mulheres, esta etapa do climatério pode durar meses ou persistir por até dez anos. 

 

  • Menopausa

A menopausa é o marco oficial do fim da fase reprodutiva e se confirma quando ocorrem 12 meses consecutivos sem a presença de menstruação. Nesta fase ocorre o fim da atividade folicular ovariana, ou seja, os ovários produzem uma quantidade tão pequena de estrogênio que a liberação dos óvulos não ocorre mais. 

Só quem pode confirmar a chegada da menopausa é um médico ginecologista. Para isso, ele utiliza de exames clínicos e uma avaliação individual da saúde da paciente. Clique aqui e saiba como funciona esse diagnóstico.

Também não existe uma idade única para a chegada da menopausa. O mais comum é por volta dos 50 anos, mas algumas pessoas podem passar por este estágio mais cedo em função de fatores como histórico familiar de menopausa precoce, ter realizado a remoção do útero, ou ter passado por tratamento contra o câncer. 

A chegada da menopausa não precisa ser sinônimo de sofrimento, como muita gente pensa. Na verdade, é uma fase bastante significativa e pode ser vivida com toda energia e prazer. Clique aqui e saiba quais hábitos ajudam a melhorar a libido na menopausa. 

 

  • Pós-menopausa

Poucas pessoas sabem, mas o climatério não termina na menopausa. Isso porque, no período pós-menopausa, sintomas como as ondas de calor, as alterações de humor, ganho de peso, queda na libido e ressecamento vagina permancem. Inclusive, estes sintomas podem se intensificar nesta fase e algumas pessoas podem senti-los por até dez anos após a menopausa.

Desta forma, é fundamental manter uma rotina saudável durante todo este período, uma vez que várias complicações de saúde estão associadas à pós-menopausa. Um exemplo é a osteoporose, causada pela diminuição da densidade mineral e óssea que ocorre pela deficiência de estrogênio. 

Entender como funcionam as três fases do climatério é bastante importante para amenizar estes sintomas e garantir mais saúde e qualidade de vida ao envelhecer. 

 

Espero que este artigo tenha lhe ajudado a compreender melhor como funcionam o climatério e menopausa. Se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

Você pode conferir mais conteúdos aqui do blog e me acompanhar também no Facebook, no Instagram e no Youtube

Até o próximo artigo!


Como-e-feito-o-diagnostico-da-endometriose-1200x800.jpg

A endometriose é uma doença inflamatória que, só no Brasil, afeta milhões de mulheres. Além de causar dor e muito desconforto, também pode prejudicar a fertilidade e a qualidade de vida de quem sofre com os sintomas.

Apesar disso, esta doença tem tratamento e quanto mais cedo o seu diagnóstico, melhores serão os resultados. Preparei este artigo para explicar um pouco sobre este tema e sobre como é realizado o diagnóstico da endometriose. Boa leitura!

 

O que é endometriose?

Antes de falarmos sobre diagnóstico, precisamos entender como esta doença funciona. O interior do útero é revestido por um tecido chamado endométrio, que se desenvolve ao longo do ciclo reprodutivo da mulher e, quando não ocorre a gravidez, é eliminado por meio da menstruação.

No entanto, em algumas mulheres, ocorre um crescimento do endométrio na parte externa do útero, ou sobre outros órgãos, como ovários, intestino e bexiga. Entre os principais sintomas estão cólica menstrual intensa, dificuldades para engravidar, dores durante a relação sexual, e muitas vezes dores ao urinar ou evacuar, principalmente quando a mulher está no período menstrual

Ainda não existe um consenso científico sobre as causas da endometriose, mas sabe-se que existe influência genética e do ambiente. Ou seja, se a sua mãe ou irmãs têm endometriose, você tem mais chances de desenvolver a doença. 

Ainda, uma dieta pobre em nutrientes e rica em gorduras saturadas e alimentos processados pode influenciar no desenvolvimento da doença, e também na piora dos sintomas. 

Você sabia que o consumo em excesso de açúcar também pode piorar os sintomas da endometriose? Clique aqui e saiba mais sobre os efeitos negativos do açúcar na saúde íntima da mulher. 

 

Mais informações sobre a endometriose:

  • Estima-se que uma em cada 5 mulheres irá desenvolver  endometriose em algum momento da vida;
  • Pode surgir já nas primeiras menstruações e se estender até a última;
  • Na maioria dos casos, o diagnóstico ocorre quando a paciente está na faixa dos 30 anos;
  • Não tem cura, mas tem tratamento;
  • Apesar disso, a doença é benigna e existem tratamentos que se mostram bastante eficazes para amenizar os sintomas, inclusive a infertilidade;
  • A pílula anticoncepcional não causa endometriose;
  • Excesso de álcool é um dos hábitos que são associados ao aumento de risco da doença, enquanto a prática de atividades físicas está associada à prevenção e melhora nos sintomas;
  • A alimentação tem papel fundamental no tratamento e na prevenção.

 

Preparei um vídeo para explicar melhor a relação entre a endometriose e a alimentação, em especial, a importância da ingestão de nutrientes como o ômega 3 na rotina alimentar das mulheres. Confira:

 

Endometriose causa infertilidade? Clique aqui e descubra este e outros mitos e verdades sobre a infertilidade feminina. 

 

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da endometriose só pode ser realizado por um médico ginecologista. Após uma avaliação individual, o ginecologista pode solicitar exames laboratoriais e de imagem. Isso porque a endometriose é uma doença difícil de se confirmar apenas com o exame físico, realizado em consultório. 

Desta forma, exames de imagem, como a ultrassonografia transvaginal e a  ressonância magnética são os mais indicados para apontar a presença da endometriose na cavidade abdominal. Os exames laboratoriais são considerados complementares e indicam a dosagem de marcadores que podem confirmar a doença. 

 

Tratamento

Apesar de ainda não existir uma cura, os tratamentos para a endometriose costumam ser bastante eficientes. Estes tratamentos podem ser feitos de diversas formas e são indicados conforme as individualidades de cada paciente. Desta forma, cabe ao ginecologista avaliar o quadro e recomendar o tratamento ideal.

Uma das formas de tratar a endometriose é através de medicamentos, como analgésicos e anti-inflamatórios, com dosagem e duração orientada pelo médico. Alguns casos também podem ser tratados por meio de procedimentos cirúrgicos, conforme a gravidade do quadro.

Outro tratamento que se mostra muito eficaz para aliviar os sintomas da endometriose e garantir mais qualidade de vida é a reposição hormonal. Muitas pacientes respondem tão bem ao tratamento com os implantes que podem, inclusive, ficar assintomáticas sem necessidade de cirurgia. Clique aqui para saber mais sobre como os implantes hormonais podem ajudar no tratamento desta doença;  

Quanto antes a endometriose for detectada, melhor será a efetividade do tratamento e o alívio dos sintomas. Por isso é muito importante que você mantenha uma rotina de acompanhamento ginecológico, faça exames regulares e busque por um profissional de saúde diante de qualquer sintoma.

 

Espero que este artigo tenha lhe ajudado a compreender melhor como é feito o diagnóstico da endometriose e como esta doença funciona. Se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

Você pode conferir mais conteúdos aqui do blog e me acompanhar também no Facebook, no Instagram e no Youtube

Até o próximo artigo!


Mitos-e-verdades-sobre-a-infertilidade-feminina-1200x675.png

30/08/2021 Saúde íntima

A maternidade faz parte dos planos de muitas mulheres, e essa escolha exige uma série de preparativos. No caso daquelas que desejam gestar, esses preparativos incluem um acompanhamento ginecológico. Normalmente é nesta etapa do processo, entre tentativas e exames clínicos, que estas mulheres podem esbarrar na infertilidade. 

A dificuldade para engravidar está associada a diversos fatores. Infelizmente, esse assunto ainda é cercado de tabus e existe uma grande quantidade de informações falsas circulando, o que não ajuda nem um pouco as mulheres que estão passando por essa situação. 

A infertilidade feminina é um assunto delicado, e deve ser tratado com seriedade e carinho. Acolher as futuras mamães é fundamental para que elas se sintam seguras neste momento tão importante de suas vidas, e o acesso à informação de qualidade é o primeiro passo para resolver este problema.

Por isso, preparei este artigo para explicar melhor alguns dos principais mitos e verdades sobre a fertilidade feminina. Boa leitura!

 

Os tratamentos sempre funcionam?

Mito. Existem muitos fatores que podem dificultar a gravidez e nem sempre é possível diagnosticar todos eles. Os tratamentos podem ajudar, porém os resultados variam conforme a condição específica de cada mulher. Por isso, algumas vezes é preciso várias tentativas até a gravidez se concretizar. 

 

Mulheres com SOP sempre terão infertilidade?

Mito. A SOP está relacionada com problemas hormonais que afetam a evolução, mas isso não significa que mulheres com ovários policísticos são inférteis. Existem uma série de tratamentos para mulheres com SOP que desejam engravidar. Além disso, bons hábitos de saúde também ajudam, como alimentação saudável e atividade física.  

 

Endometriose causa infertilidade?

Mito. Existem diversos tratamentos, entre hormonais e procedimentos cirúrgicos, que possibilitam que mulheres com endometriose tenham uma gravidez segura, mesmo com a doença. 

 

Abortos espontâneos com frequência podem ser sinal de um problema no útero? 

Verdade. Abortos espontâneos e frequentes precisam ser investigados, pois podem ocorrer em função de alguma malformação do útero; de uma alteração inflamatória, como a endometriose; ou ainda em razão de algum problema imunológico. Para um diagnóstico eficiente, é fundamental uma avaliação médica e exames clínicos. 

 

Útero retrovertido dificulta a gravidez?

Mito. Essa condição também é conhecida como útero invertido e é algo normal, que não impacta na fertilidade natural da mulher ou nos tratamentos para reprodução. 

 

Mulheres que só tem um ovário podem engravidar?

Verdade. Problemas em um dos ovários ou em uma das trompas, ou mesmo a retirada de um deles, pode prejudicar a fertilidade, mas não impedem a possibilidade de uma gravidez espontânea. 

 

A vitamina D é um fator muito importante na fertilidade feminina. Clique aqui para saber como essa relação funciona. 

 

Líbido alta é sinônimo de fertilidade?

Mito. Muita gente pensa que alimentos afrodisíacos podem ajudar a resolver a infertilidade feminina. Eles impactam no desejo sexual, mas isso não significa que aumentam as chances de uma gravidez. 

 

A idade pode significar infertilidade?

Verdade. A mulher perde óvulos de forma contínua ao longo da vida e, com o passar dos anos, os óvulos também envelhecem e perdem eficiência. Ou seja, quanto mais jovem e saudável a mulher for, mais fácil será para conseguir uma gravidez. 

 

A infertilidade é sempre uma questão da mulher?

Mito. Homens e mulheres podem ter problemas de fertilidade. Inclusive, as taxas de infertilidade entre ambos são bastante semelhantes, cerca de 40%. 

 

Quem malha tem mais dificuldade para engravidar?

Verdade. Alguns exercícios, principalmente os que exigem muito esforço físico, assim como uma dieta pobre em gordura e uma carga excessiva de estresse podem provocar a amenorréia, que é ausência da menstruação. Esses fatores também podem interferir na produção de estrogênio, que quando reduzido, dificulta a gravidez. 

 

Você sabia que a alimentação tem impacto direto na saúde íntima da mulher. Clique aqui e acesse um artigo onde explico quais são os efeitos negativos do excesso de açúcar na saúde feminina. 

 

Tomar pílula por um longo período causa infertilidade? 

Mito. Independente do tempo que a mulher passou usando a pílula, ao interromper o uso, ela já está apta a engravidar. Mas atenção: a pílula não causa infertilidade, mas pode mascarar sintomas de problemas já existentes e que podem prejudicar as tentativas de gravidez, como a endometriose ou uma baixa reserva ovariana.  

 

Espero que este artigo tenha lhe ajudado a compreender melhor alguns dos fatores podem ou não dificultar a fertilidade feminina. Se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

Você pode conferir mais conteúdos aqui do blog e me acompanhar também no Facebook, no Instagram e no Youtube

Até o próximo artigo!


Quais-exames-devem-ser-realizados-antes-da-menopausa-1200x675.jpg

A menopausa é uma fase muito significativa na vida das mulheres. Embora seja inevitável, infelizmente esse ainda é um momento cercado de tabus. Por isso, muitas mulheres têm pouco conhecimento sobre o assunto e, com a chegada da maturidade, chega também a dúvida: será que o que estou sentindo é sintoma da menopausa? Só quem pode determinar isso é um médico ginecologista, a partir de uma avaliação e de alguns exames. Preparei o artigo a seguir para responder suas dúvidas sobre climatério e menopausa, além de explicar um pouco sobre os exames que costumam ser solicitados para este diagnóstico. 

 

Qual a diferença entre climatério e menopausa?

Vamos começar com uma dúvida bastante frequente entre as mulheres: afinal, qual a diferença entre climatério e menopausa? Muita gente confunde os dois e, apesar de estarem diretamente ligados, são coisas bem diferentes.

Chamamos de menopausa a última menstruação. Ele ocorre durante o climatério, que é o período onde aparecem os famosos sintomas atribuídos à menopausa, como as ondas de calor e as alterações de humor. 

Ou seja: o climatério é o período de transição entre a vida reprodutiva e a vida não reprodutiva da mulher. A menopausa marca o fim da vida reprodutiva. 

Porém, durante o climatério, é comum que a menstruação ocorra de forma mais espaçada, ou seja, falhe em alguns meses. Desta forma, a menopausa só pode ser considerada após 12 meses sem menstruar. 

 

Climatério e menopausa: como saber se cheguei lá?

A maioria das mulheres entra na fase do climatério quando chega na faixa etária entre os 40 e os 50 anos. Como cada corpo é único, esse momento será bastante particular para cada mulher e não é possível generalizar os sintomas. Porém, existem aqueles que são mais comuns e conhecidos, como:

  • Ondas de calor;
  • Irregularidade menstrual
  • Alteração no humor;
  • Baixa libido.

Ao sentir algum destes sintomas dentro da faixa etária considerada, é bastante importante procurar um médico ginecologista para fazer uma avaliação. Através de alguns exames será possível determinar se são sinais da chegada do climatério ou de alguma outra complicação.

 

Você sabia que o consumo em excesso de açúcar pode impactar na íntima da mulher? Clique aqui para saber mais sobre isso.

 

Além disso, há mulheres que entram no climatério um pouco antes do esperado. Por isso, mesmo que você não tenha sintomas ginecológicos, é sempre importante manter um acompanhamento com o seu ginecologista. Assim, é possível não apenas detectar doenças em fase inicial e, por consequência, tratar com mais facilidade, como também se preparar melhor para a chegada da menopausa. 

 

Exames realizados para detectar a chegada da menopausa

Você chegou à maturidade, sentiu alguns sintomas e ficou na dúvida se realmente está no climatério. O primeiro passo é procurar o seu ginecologista que, além de uma avaliação, irá solicitar alguns exames de sangue. São exemplos:

FSH: este exame mede a taxa do hormônio folículo-estimulante, um hormônio relacionado à fertilidade, que tem como função promover a maturação dos óvulos. Os valores do FSH variam conforme o período do ciclo menstrual e a idade da paciente, mas níveis muito elevados podem indicar a diminuição da função dos ovários. 

LH: outro hormônio que atua na ovulação e na produção da progesterona, que está associada à fertilidade. Os níveis do LH também mudam conforme o período do ciclo menstrual, mas valores muito elevados podem ser considerados um indicativo da chegada da menopausa. 

Cortisol: o cortisol é produzido pelo organismo com o objetivo de ajudar no controle do estresse. Quando o nível deste hormônio fica elevado, pode alterar o ciclo menstrual ao desregular outros hormônios, afetando a menstruação. Desta forma, investigar os níveis de cortisol serve para verificar se a irregularidade na menstruação é sinal de menopausa ou é consequência de alterações hormonais causadas pelo estresse. 

Prolactina: responsável pela produção de leite durante a gestação e amamentação, a prolactina também atua, aliada a outros hormônios, na ovulação e na menstruação. Desta forma, altos níveis de prolactina no sangue fora da gravidez ou do período de amamentação podem contribuir para o surgimento de sintomas da menopausa. 

hCG: este hormônio é produzido durante a gravidez e tem como função manter a gestação saudável ao evitar a descamação do endométrio, fenômeno que ocorre durante a menstruação. O hCG pode ser medido pelo sangue ou através da urina, e serve para identificar se um sintoma como a falta da menstruação é sinal de gravidez ou da menopausa. 

 

Espero que este artigo tenha ajudado a compreender a diferença entre climatério e menstruação, e como é possível identificar se você chegou nesta fase da vida.

Lembre-se: a menopausa não é nenhum bicho papão! Ela traz muitas mudanças para o corpo e para a rotina da mulher, mas não precisa ser sinônimo de sofrimento. Com acompanhamento médico e alguns cuidados, é possível viver a menopausa com leveza e qualidade de vida.

Um exemplo de tratamento muito eficiente para amenizar os sintomas da menopausa é a reposição hormonal. Clique aqui para saber tudo sobre esta terapia! 

E se você quer saber mais sobre menopausa e envelhecimento saudável, entre em contato comigo por aqui.

Você pode conferir mais conteúdos aqui do blog e me acompanhar também no Facebook, no Instagram e no Youtube

Até o próximo artigo!


Em-que-momento-e-recomendado-iniciar-a-reposicao-hormonal-1200x675.png

Os hormônios são como o combustível que rege o nosso corpo. Por isso, a  reposição hormonal pode ser uma grande aliada das mulheres que buscam amenizar os sintomas da menopausa, e que querem envelhecer com mais saúde e qualidade de vida. 

Mas atenção! Antes de iniciar a reposição de hormônios, é preciso considerar uma série de fatores. No artigo a seguir explico um pouco sobre como funciona este tratamento, quais os seus benefícios e para quem é indicado.

 

Reposição hormonal: entenda como funciona

A chegada da menopausa traz grandes mudanças na vida da mulher. Os sintomas, além de gerar desconforto, também afetam a saúde física, o emocional e a autoestima. 

Muitos destes sintomas são resultados da diminuição da produção natural de hormônios pelo corpo da mulher nesta fase da vida. Por isso, a reposição hormonal se destaca como uma alternativa não só para melhorar a saúde, mas também para garantir uma menopausa mais tranquila e com mais qualidade de vida. 

Além disso, esta terapia também pode ajudar mulheres que sofrem com doenças ginecológicas, como a endometriose, ou que têm um ciclo menstrual difícil. Vou falar um pouco mais sobre isso a seguir.

Existem diversas formas de realizar a reposição hormonal, que pode ser feita por via oral ou por meio de implantes subcutâneos, por exemplo. O tratamento também pode incluir hormônios como estrogênio, progesterona, gestrinona, estradiol e levonorgestrel. 

O tipo de hormônio, a dosagem e o tempo de tratamento só podem ser determinados por um médico ginecologista, após uma avaliação criteriosa de cada caso. A seguir, deixo um vídeo que preparei para explicar de forma bem didática como a reposição hormonal funciona. Confira!

 

Você sabe qual o papel dos hormônios na libido feminina? Clique aqui e descubra.

 

Alguns benefícios da reposição hormonal

  • Ajuda a amenizar as ondas de calor do climatério; 
  • Melhora a qualidade para o sono;
  • Para as mulheres passando pela menopausa, a reposição auxilia na prevenção da perda de massa óssea, que pode levar à osteoporose;
  • Também ajuda na perda da massa muscular comum durante a menopausa;
  • Melhora a lubrificação vaginal, que costuma ficar comprometida durante a menopausa;
  • Pode ajudar na libido feminina, que também é impactada pela chegada da menopausa;
  • Suaviza sintomas da TPM;
  • Ameniza as cólicas intensas e o fluxo menstrual excessivo.

Quando é hora de fazer reposição hormonal?

Apesar de trazer muitos benefícios, a reposição hormonal não é indicada para todas as mulheres. Desta forma, só quem poderá orientar o uso desta terapia é um médico ginecologista, após a avaliação da paciente.

A reposição hormonal é normalmente indicada para mulheres que sofrem com doenças ginecológicas, como a endometriose, ou que tenham sintomas muito acentuados durante o ciclo menstrual, como cólicas muito fortes e fluxo intenso.

Além disso, a reposição hormonal costuma ser uma orientação para mulheres que estão passando pela menopausa. Isso porque a reposição auxilia na regulação de uma série de sintomas comuns nesta fase da vida. 

Por exemplo, a reposição hormonal ajuda a diminuir os fogachos e a sudorese noturna. Estes são alguns dos sintomas mais comuns da menopausa, e costumam atingir cerca de 70% das mulheres. Além de gerar grande desconforto, prejudicam o sono, a produtividade e a qualidade de vida da mulher. 

A reposição de hormônios também ajuda na manutenção da saúde cognitiva e atua também em outros fatores que são influenciados pela diminuição da produção natural de hormônios, como a perda de massa óssea e muscular, a qualidade do sono, as alterações de humor, a lubrificação vaginal, a textura da pele e do cabelo.

A adoção da terapia hormonal considera fatores como a idade da paciente, a gravidade dos sintomas, e possíveis contraindicações. No caso das mulheres que querem adotar a reposição hormonal para melhorar os sintomas da menopausa, o indicado é iniciar antes dos 60 anos, caso tenha entrado na menopausa há menos de dez anos e tenha baixo risco cardiovascular e para câncer de mama.

Para quem tem 60 anos ou mais, entrou na menopausa a mais de dez anos e tem risco moderado de doença cardiovascular ou câncer de mama, a terapia hormonal pode ser considerada, conforme orientação médica. Porém, mulheres com alto risco de doença cardiovascular ou câncer de mama devem evitar a reposição hormonal.

 

Clique aqui para saber mais como a reposição de hormônios pode melhorar a sua qualidade de vida.

 

Espero que este artigo tenha lhe ajudado entender melhor como funciona a reposição de hormônios e como ela pode garantir mais saúde e qualidade de vida para as mulheres. Se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

Você pode conferir mais conteúdos aqui do blog e me acompanhar também no Facebook, no Instagram e no Youtube

Até o próximo artigo!


Os-efeitos-negativos-do-acucar-na-saude-intima-da-mulher.png

27/07/2021 Saúde íntima

Você sabe qual a relação do açúcar com a saúde íntima feminina? O consumo em excesso de açúcar pode ocasionar uma série de prejuízos à saúde. E quando olhamos para as mulheres, esse consumo reflete até mesmo na saúde íntima, ao propiciar o surgimento ou o agravamento de doenças já existentes, como a SOP e a endometriose. 

Confira o artigo que preparei a seguir e saiba mais sobre como o consumo em excesso de açúcar pode ter efeitos negativos no organismo das mulheres. 

 

Como o açúcar impacta na fertilidade e em doenças como a SOP 

Ao ser consumido em excesso, o açúcar se torna um grande vilão para a saúde de homens e mulheres. No caso delas, este ingrediente comum em tantos alimentos pode influenciar o organismo de diversas formas, o que impacta até mesmo na saúde íntima. 

Entre os efeitos nocivos do excesso de açúcar na saúde íntima feminina, estão alterações hormonais e mudanças no pH vaginal, que podem propiciar o surgimento ou a complicação de doenças como a SOP e a candidíase. Além disso, o açúcar em excesso pode contribuir até mesmo para a infertilidade da mulher.

Para reduzir o impacto do açúcar na saúde do aparelho reprodutor feminino, é fundamental estar atenta à dieta, e evitar ou reduzir a ingestão de alimentos ricos em açúcar, como processados e refinados. Também é importante adotar uma alimentação mais natural, balanceada, e rica  em vitaminas e sais minerais. 

A seguir vou listar alguns exemplos de doenças para as quais uma alimentação com excesso de açúcar pode ser um complicador. 

 

  • Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)

A SOP é uma doença que afeta muitas mulheres, mas apesar de comum, pouco se sabe sobre a sua origem. A resposta mais aceita pelos especialistas é que as causas da SOP são uma combinação de fatores genéticos e ambientais, entre eles, a alimentação. 

A SOP é um distúrbio endócrino. Ou seja, ela afeta as glândulas responsáveis pela produção de hormônios que regulam diversas funções corporais, como estresse, sono e reprodução. 

A SOP está associada à resistência à insulina, um hormônio que atua na metabolização da glicose no organismo. Sendo assim, o consumo em excesso de açúcar pode levar os ovários a produzir uma quantidade ainda maior de testosterona e, desta forma, agravar os sintomas.

Saiba mais sobre a SOP, suas causas, sintomas e tratamento no vídeo abaixo.

 

  • Candidíase

A candidíase é outra doença bem conhecida entre as mulheres. Ela causa uma infecção devido a proliferação em excesso de um tipo de fungo. Esse fungo habita a flora vaginal normalmente, porém, se alimenta de glicose para se espalhar pelo organismo. Desta forma, quanto mais açúcar a mulher tiver no sangue, mais chances de desenvolver um quadro de candidíase.

Fique atenta aos sintomas: a candidíase costuma causar coceira, corrimento branco e pastoso, inchaço e vermelhidão na vulva.  O tratamento pode ser feito através de antibióticos, mas precisa ser orientado por um médico ginecologista.

 

Não sabe o que considerar ao escolher um ginecologista? Clique aqui e confira o conteúdo que preparei com dicas para lhe ajudar.

 

  • Endometriose

A endometriose é outra doença bastante conhecida entre as mulheres. Ela se caracteriza pelo crescimento do tecido que reveste as paredes uterinas, chamado de endométrio, fora do útero. Entre os sintomas estão menstruação irregular, dificuldade para engravidar e dores agudas. A endometriose tem tratamento, realizado por meio de medicação e orientado por um ginecologista, mas não tem cura. A alimentação, porém, é um fator muito importante no trato dos sintomas.

Assim como a SOP, não se sabe ao certo as causas da endometriose, mas o consumo de açúcar pode estar relacionado, tanto ao surgimento, como ao agravamento dos sintomas. 

Isso porque o excesso de açúcar contribui para uma sobrecarga tóxica no organismo, o que resulta em uma inflamação crônica. Essa inflamação propicia o surgimento e o agravamento de doenças inflamatórias, como a endometriose. 

 

  • Fertilidade

Segundo estudos, a produção de testosterona e estrogênio pode ser influenciada de forma negativa pelo consumo de açúcar. Estes hormônios são protagonistas no processo de fertilidade feminina. Ou seja, o consumo de açúcar em excesso pode ser associado à dificuldade de engravidar.

Saiba mais sobre o papel da testosterona e do estrogênio na fertilidade feminina clicando aqui.

Além disso, o açúcar aumenta os níveis de insulina no corpo. Quando a quantidade de insulina está maior do que o normal, os ovários são afetados, o que impacta de forma negativa na ovulação. E sem uma ovulação saudável, não é possível uma gravidez. 

 

Espero que este artigo tenha ajudado a compreender a relação entre o consumo em excesso de açúcar e doenças que infelizmente ainda atingem muitas mulheres, como a endometriose e a SOP. 

Se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

Você pode conferir mais conteúdos aqui do blog e me acompanhar também no Facebook, no Instagram e no Youtube

Até o próximo artigo!


Qual-e-o-papel-dos-hormonios-na-libido.png

São muitos os fatores que influenciam na libido, entre eles, as condições emocionais e a saúde física. Mas podemos destacar os hormônios como protagonistas quando falamos em desejo sexual. No artigo a seguir vou explicar um pouco sobre esta ligação entre hormônios e libido, e como ela funciona.

Mas o que é libido?

Antes de entendermos a relação entre hormônios e libido, precisamos compreender o que é e como funciona a libido. Podemos definir a libido como o desejo sexual que surge a partir de algum estímulo, seja visual, olfativo ou auditivo, por exemplo.

A libido funciona de formas diferentes para homens e mulheres. Além disso, ela não está vinculada apenas à questão hormonal. O desejo sexual sofre grande interferência da saúde física, de forma que algumas doenças e o uso de determinados medicamentos podem impactar na forma como a pessoa se relaciona com a libido. 

Além disso, questões emocionais e psicológicas também são determinantes. Outros exemplos de fatores que podem comprometer o desejo sexual são:

  • Consumo excessivo de álcool;
  • Sedentarismo;
  • Tabagismo;
  • Estresse;
  • Alimentação inadequada;
  • Pílula anticoncepcional.

 

Clique aqui para descobrir como a pílula anticoncepcional interfere na libido.

 

Hormônios e libido

Quando uma paciente chega no consultório com queixas sobre o desejo sexual, sempre buscamos investigar o funcionamento hormonal. Isso porque os hormônios são um dos fatores mais importantes quando falamos em libido e, inclusive, se relacionam com outros elementos que citei anteriormente. 

Por exemplo, pessoas que convivem com a depressão sofrem com os impactos dessa doença na parte hormonal, pois ela interfere nos níveis de ocitocina e serotonina, importantes neurotransmissores responsáveis por promover sensação de bem-estar e felicidade.

No caso das mulheres que fazem uso de pílula anticoncepcional, a questão está na produção dos hormônios sexuais. A pílula interfere na ovulação e nos níveis de hormônios importantes para a libido, como a testosterona.  

 

Saiba quais são os hormônios sexuais e qual o seu papel clicando aqui.

 

Para identificar quando a causa da queda na libido está relacionada aos níveis hormonais é necessário realizar uma avaliação completa, orientada pelo seu ginecologista. 

Entre os hormônios avaliados estão a testosterona e o estrogênio. Ambos são hormônios sexuais muito importantes para o ciclo menstrual e, por consequência, na libido. 

A testosterona, por exemplo, interfere no desejo, e nos pensamentos e fantasias sexuais. Já o estrogênio influencia na circulação sanguínea na região íntima e na lubrificação vaginal. Além destes, outros hormônios que podem impactar na libido são:

  • Prolactina
  • Dopamina
  • Ocitocina
  • Serotonina
  • Melatonina
  • Hormônios tireoidianos

 

A idade também é um fator importante quando pensamos em libido. Com o passar dos anos, nossa forma de sentir e viver o prazer sexual muda. Você pode ler mais sobre isso clicando aqui.

No caso das mulheres, com a chegada da menopausa, os níveis hormonais sofrem grandes alterações, principalmente no caso dos hormônios sexuais. Mas claro que isso não precisa determinar o fim da libidio. Descubra clicando aqui quais hábitos melhoram a libido durante a menopausa. 

 

Espero que este artigo tenha ajudado a compreender a relação entre os hormônios e libido. Se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

Você pode conferir mais conteúdos aqui do blog e me acompanhar também no Facebook, no Instagram e no Youtube

Até o próximo artigo!


Dra. Patricia Bretz é Ginecologista, obstetra, especialista em Oncologia Ginecológica, Endometriose, Cirurgia minimamente invasiva, Implantes hormonais e Reprodução humana

Clínica Nova Vitta - 2019. Todos os direitos reservados.