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A vitamina D é muito importante para as mulheres grávidas e para aquelas que estão tentando engravidar. Isso porque a vitamina D tem papel fundamental na fertilidade, e também na formação e na saúde do bebê. Vou te explicar mais sobre isso no artigo a seguir.  

 

A vitamina D afeta a fertilidade das mulheres e também a gravidez

Podemos dizer que vitamina D e fertilidade estão totalmente relacionadas. Este nutriente é fundamental para o funcionamento correto do sistema imunológico, tanto para os homens, quanto para as mulheres. 

Porém, no caso delas, os órgãos do sistema reprodutor têm receptores especiais que absorvem a vitamina D. A relação entre a  deficiência da vitamina e a infertilidade, nas mulheres, ocorre em função desta característica.

No caso das mulheres que já estão gestando, a vitamina D reduz as chances de aborto no primeiro semestre da gravidez. Ela também atua na formação óssea do bebê, que inicia a partir da 12ª semana de gestação. 

Desta forma, mulheres na fase pré gestação, e também durante a gravidez, costumam se beneficiar muito com a suplementação de vitamina D, que deve sempre ser orientada por um médico, caso exista a necessidade. 

Quando a mulher está com os níveis de vitamina D baixos, ela também está mais suscetível ao surgimento de doenças e problemas de saúde. Alguns deles, inclusive, também afetam a sua fertilidade. Alguns exemplos são:

  • Miomas
  • Endometriose
  • Síndrome dos ovários policísticos
  • Óvulos com pouca qualidade
  • No caso de tratamento de fertilização in vitro, dificuldade de implantar os embriões

 

Além da vitamina D, as atividades físicas também são fundamentais para a saúde da mãe e do bebê. Saiba como clicando aqui. 

 

Pretende engravidar em breve? A preparação para a chegada de mais um integrante na família envolve uma série de cuidados. São detalhes fundamentais, que vão garantir a saúde da mulher, enquanto gestante, e também do bebê. Neste vídeo eu te conto tudo sobre isso.

 

O que é a vitamina D?

A vitamina D é um nutriente fundamental para a saúde de todos, não só das gestantes e futuras mamães. Esta vitamina é produzida de forma natural pelo corpo, com uma ajuda da exposição da pele à luz solar. Além disso, também pode ser obtida por meio da alimentação. Alguns exemplos de alimentos ricos em vitamina D são peixes, gema do ovo e leite. 

Além de atuar na fertilidade, a vitamina D também tem papel importante na saúde dos ossos. Ela ainda trabalha na regulação do crescimento, na saúde dos sistemas imunológico e cardiovascular, na formação dos músculos, e no bom funcionamento do metabolismo. 

A suplementação de vitamina D ocorre quando um médico, através de exames, identifica a deficiência do nutriente no organismo. Assim, ele orienta a quantidade e o período em que deve ocorrer a reposição.

 

Sabia que a vitamina D também pode ser uma aliada no combate ao COVID-19? Descubra como neste artigo. 

 

Vitamina D: importante antes e durante a gestação

Uma pesquisa do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos reuniu mulheres de 18 a 40 anos, que estavam tentando engravidar, mas que também já haviam passado por abortos espontâneos anteriormente. 

Foram coletadas amostras de sangue dessas mulheres em dois momentos: antes da concepção, e durante a oitava semana da gravidez. Esse estudo comprovou que a vitamina D é fundamental no período em que a mulher se prepara para engravidar.

 

Um nutriente fundamental para a saúde de todos:

Achou que a relação entre falta de vitamina D e infertilidade é um fator apenas do corpo feminino? Não mesmo. Existem estudos que apontam a relação entre o nutriente e a fertilidade também nos homens. No caso deles, os baixos níveis da vitamina podem afetar a qualidade do sêmen. 

Ainda no caso das gestantes, a falta de vitamina D pode também facilitar o surgimento de diabetes gestacional e hipertensão. Estas condições prejudicam o bebê e podem, inclusive, causar um parto prematuro.

Níveis baixos de vitamina D podem ser responsáveis por aumentar o risco de contrair infecções, dores musculares e nos ossos, queda de cabelo, dificuldade de cicatrização de lesões, e até depressão. 

Muitas vezes, apesar da alimentação correta e da exposição da pele à luz solar, a suplementação da vitamina D é necessária. Mas isso pode ser bastante benéfico, para a saúde de todos, principalmente de uma futura mamãe e do seu bebê.  Então, se você é gestante, ou uma gravidez está nos seus planos próximos, consulte o seu médico e converse com ele sobre a vitamina D.

 

Espero ter te ajudado com as suas dúvidas sobre este tema. Confira os demais conteúdos aqui do blog e me acompanhe também no Facebook, no Instagram e no Youtube.  Até o próximo artigo!


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Os implantes hormonais são grandes aliados no tratamento de doenças ginecológicas, como endometriose e adenomiose. O método é utilizado há muitos anos e pode trazer ainda outros benefícios, como melhora nos sintomas do climatério e da menopausa, além do efeito anticoncepcional. 

Quer saber mais sobre como funcionam os implantes hormonais? Então confira o artigo que preparei com muito carinho para você.

 

O que são implantes hormonais:

Os implantes hormonais são um método de tratamento e uma forma alternativa de uso dos hormônios, para além da pílula oral.  Eles têm a forma de um tubinho, de 3 a 5 cm, feito de silástico, um material semelhante à borracha das próteses utilizadas por humanos. 

O implante é preenchido por hormônios, que vão diretamente para a corrente sanguínea, de forma segura e controlada. Os implantes hormonais normalmente são inseridos na região dos glúteos, no tecido subcutâneo.

Mas atenção: alguns implantes hormonais ficaram conhecidos como “chips da beleza”. Eles receberam esse apelido em função de alguns dos seus efeitos secundários, como auxiliar na diminuição da gordura corporal, da celulite e da flacidez. Porém, é um grande erro utilizar os implantes apenas com foco nestes efeitos. 

Os implantes hormonais podem trazer inúmeros benefícios, se utilizados corretamente, com indicação médica, e para melhorar a qualidade de vida com foco no tratamento de algumas doenças. Caso contrário, podem, inclusive, prejudicar a sua saúde. 

 

Você sabe qual o papel dos hormônios sexuais na sua saúde e qualidade de vida? Clique aqui e descubra mais sobre isso. 

 

Quem deve usar?

Como expliquei no item anterior, os implantes hormonais podem melhorar muito a qualidade de vida e a saúde da mulher. Porém, só devem ser adotados com indicação de um profissional especializado.

Entre estas indicações, está o uso dos implantes para amenizar os sintomas do climatério e da menopausa. São sintomas causados pela queda da produção estrogênio nesta fase da vida, como  os fogachos e as dificuldades para dormir. 

Além disso, os implantes também podem ser indicados como método contraceptivo para quem tem intolerância à pílula. Ou ainda, para mulheres com queixas de queda de libido pelo uso do anticoncepcional oral, ou frequentemente esquecem de tomar da forma correta. 

Quem sofre de endometriose e adenomiose, apresenta cólicas menstruais severas ou sangramento menstrual excessivo também pode se beneficiar com os implantes hormonais.  

 

Tipos de implantes:

Se você está se perguntando se os implantes hormonais são todos iguais, a resposta é não! Existem diferentes tipos de implantes, e cada um é escolhido com base no diagnóstico individual de cada mulher, após consulta com um ginecologista e exames detalhados. 

Conheça alguns tipos de implantes hormonais abaixo:

  • Gestrinona

Duram cerca de um ano e contém 40g do hormônio gestrinona. Costuma ser indicado como anticoncepcional para quem tem problemas com a libido e sangramento menstrual excessivo. Porém, a Gestrinona não pode ser usada durante a amamentação e não é indicada para pacientes que já tiveram trombose e câncer de mama ou endométrio, por exemplo.  

 

  • Estradiol 

O implante de Estradiol costuma ser o mais indicado para mulheres no climatério, por auxiliar no tratamento dos sintomas. Também tem duração de um ano e contém aproximadamente 50 mg do hormônio. 

 

  • Levonorgestrel

Os implantes de Levonorgestrel são indicados para mulheres menopausadas, quando associado ao estradiol e à testosterona. Além disso, também podem ser indicados como anticoncepcionais. 

 

Quer saber mais sobre estes e outros tipos implantes hormonais? Então confira o vídeo onde explico mais sobre os diferentes tipos de implantes e suas indicações:

 

Você sabe como funciona a reposição hormonal na menopausa? Clique aqui que eu te explico tudo!

 

Como ocorre o procedimento: 

Os implantes hormonais são subcutâneos, ou seja, são colocados embaixo da pele, normalmente na região glútea. O procedimento pode ser simples e indolor, feito com anestesia local, e sem necessidade de pontos. Mas lembre-se: deve ser feito sempre com indicação de um ginecologista e aplicado em consultório médico, por um profissional qualificado. 

Os implantes duram de 6 meses a  3 anos. Quer saber mais sobre os implantes hormonais, saúde da mulher ou envelhecimento saudável? Então clique aqui e entre em contato para eu te ajudar com todas as suas dúvidas!


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Com o passar dos anos, o corpo das mulheres sofre diversas mudanças. Desta forma, a reposição hormonal feminina surge como uma grande aliada para uma vida com mais qualidade. Você já ouviu falar sobre esta terapia? Sabe como ela funciona e todos os seus benefícios? Neste artigo vou te explicar um pouco sobre como a reposição hormonal feminina pode te ajudar. 

 

Por que a reposição hormonal feminina pode ser uma aliada?

Os hormônios são responsáveis por diversas funções no organismo feminino, como o  equilíbrio no ciclo menstrual, por exemplo. Ao longo da vida, é natural que os níveis de hormônios como estrogênio e progesterona oscilem. Principalmente, com a chegada do climatério e da menopausa.

O climatério é um processo de transição hormonal. Ele tem início após os 45 anos, e segue até, mais ou menos, os 65 anos. Após o climatério, chega a menopausa, período onde ocorre a perda espontânea dos hormônios. Os sintomas destas alterações, muitas vezes, interferem na rotina e na autoestima das mulheres. 

 

Você sabe qual a função dos hormônios sexuais na sua saúde? Clique aqui e descubra. 

 

O que a reposição hormonal feminina faz? 

A reposição hormonal feminina consiste no uso de hormônios sintetizados em laboratório para suprir a falta dos hormônios naturais. Estes hormônios sintéticos têm a mesma composição química dos produzidos pelo organismo, e agem da mesma forma quando administrados no corpo feminino. 

A reposição hormonal feminina tem efeito curativo e preventivo. Ou seja, auxilia na diminuição dos sintomas do climatério e da menopausa. Também ajuda a evitar complicações que possam surgir pela diminuição da produção de hormônios pelo corpo. 

A indicação de reposição hormonal sempre deve partir de um médico ginecologista, após avaliação da paciente, e apenas caso exista necessidade. 

 

Sabia que a sua alimentação também pode ajudar no tratamento dos sintomas da menopausa? Saiba mais clicando aqui.

 

Tipos de reposição hormonal

Estrogênio + progesterona: tratamento mais utilizado para mulheres que ainda têm útero. A medicação contém progesterona natural, ou pode ser uma combinação de progesterona sintética e estrogênio.

Apenas estrogênio: mais indicado para mulheres que tenham retirado o útero. A medicação contém apenas o hormônio estrogênio, idêntico ao que o ovário produz. 

Natural: outra alternativa é consumir alimentos que tenham fitoestrogênio, como soja, linhaça e amora. Uma rotina de exercícios físicos regulares também podem ajudar.

 

Benefícios:

  • Minimizar as ondas de calor comuns durante o climatério;
  • Aliviar os picos de suor noturno;
  • Melhorar a qualidade do sono e amenizar a insônia;
  • Auxiliar na prevenção da perda de massa óssea, que leva à osteoporose;
  • Diminuir as chances de infecção urinária;
  • Amenizar a irritabilidade;
  • Prevenir sintomas depressivos;
  • Retardar sinais de envelhecimento;
  • Melhorar o desempenho sexual, uma vez que a queda dos níveis hormonais diminui a lubrificação vaginal.

A reposição hormonal pode melhorar muito a qualidade de vida das mulheres durante o climatério e a menopausa, também ajudando na autoestima e trazendo mais disposição para as atividades do dia a dia. Mas lembre-se: é essencial o suporte de um ginecologista para avaliar as necessidades individuais de cada mulher. 

 

Dúvidas sobre a menopausa? Descubra aqui o que é menopausa precoce e como diagnosticar.

Saiba o que muda na saúde íntima durante a menopausa clicando aqui. 


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Talvez você já tenha ouvido falar sobre a reposição hormonal na menopausa. De um lado temos fortes opiniões contrárias, enquanto de outro temos a defesa desse procedimento. Vamos desmistificar esse tema juntas?

O que é a reposição hormonal?

A partir dos anos 60, com a disseminação da pílula anticoncepcional, os estudos sobre hormônios começam a tomar mais espaço no campo médico. Nesse período, a reposição hormonal começou a ser usada. Mas sem muito direcionamento ou estudos para embasar melhor o seu uso.

Nos dias atuais, essa situação já mudou. Hoje temos várias formas de fazer a reposição hormonal através de combinações de estrogênio e a progesterona. A reposição funciona para amenizar os sintomas da menopausa, já que os hormônios são importantes reguladores do corpo. Quer ver só quantos problemas a reposição hormonal na menopausa te ajuda a resolver?

  • Melhora da satisfação sexual por devolver a lubrificação vaginal e diminui a dor durante as relações
  • Diminui os fogachos 
  • Melhora o humor
  • Previne a perda óssea
Não basta sobreviver, é preciso qualidade de vida

Um dos pontos mais importantes da reposição hormonal é a qualidade de vida da mulher. Em um dos vídeos lá no meu canal, eu comento como a vida das mulheres mais velhas tende a ser muito difícil. E grande parte do problema é resolvido quando o corpo volta a receber os hormônios. Isso porque os sintomas depressivos e de irritabilidade podem ser atenuados, e você não precisa ver a menopausa como sinônimo de tristeza.

De que forma os hormônios são inseridos no corpo?

A reposição hormonal é feita através do tratamento medicamentoso. Você pode optar por duas modalidades: os adesivos ou os comprimidos. Além disso, a reposição pode ser feita com apenas estrogênio ou com a combinação de estrogênio e progesterona. Após o início do tratamento, você sentirá os resultados logo nas primeiras semanas e pode seguir o tratamento por até cinco anos.

Entenda mais sobre a reposição hormonal

Fazer ou não fazer: eis a questão

Depende. Essa fase tem sido difícil para você? O ginecologista responsável precisa ponderar tanto os fatores biológicos e emocionais para dizer se você preciso ou não fazer a reposição hormonal. Se você quiser conversar sobre esse assunto, é só clicar nesse link.


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Você com certeza já ouviu falar deles, mas sabe qual é o papel dos hormônios sexuais no seu corpo? Neste artigo quero te ajudar a compreender o que são estes hormônios, de que forma eles atuam no seu corpo e como influenciam na sua saúde e na sua vida. Vem comigo?

Hormônios sexuais: o que é isso?

Os hormônios sexuais atuam como mensageiros químicos no seu corpo. Eles são produzidos e liberados na corrente sanguínea pelas glândulas suprarrenais, e pelas gônadas, órgãos que produzem as células sexuais (gametas), como os ovários e os testículos. 

Além de influenciar na puberdade, no desenvolvimento sexual, no desejo sexual e na reprodução, os hormônios sexuais também têm papel importante na regulação do crescimento ósseo e muscular, nas respostas inflamatórias do organismo, no controle dos níveis de colesterol, na distribuição de gordura no corpo e até mesmo no crescimento do cabelo.

Ao longo da vida, é normal que os níveis dos hormônios sexuais variem, como durante a menstruação, ou no período da menopausa, por exemplo. O uso de algumas medicações e fatores ambientais também podem influenciar, por isso é imprescindível acompanhar o funcionamento hormonal com um ginecologista. 

 

Quais são e qual o papel dos hormônios sexuais femininos?

Os ovários e as glândulas suprarrenais são os principais produtores dos hormônios sexuais femininos: o estrogênio, a progesterona e a testosterona.

  • Estrogênio

Provavelmente você já ouviu falar dele, uma vez que é o hormônio sexual feminino mais conhecido. A maior parte do estrogênio no seu corpo é produzido pelos ovários, mas as glândulas suprarrenais e as células de gordura também têm uma pequena participação na produção. O estrogênio tem função fundamental no desenvolvimento reprodutivo e sexual, que inicia com a puberdade.

  • Progesterona

Importante regulador dos ciclos menstruais, a progesterona também é responsável por preparar o corpo para a gravidez. Este hormônio é produzido pelos ovários, pela glândula suprarrenal e também pela placenta. 

É normal os níveis de progesterona aumentarem durante a ovulação e durante a gravidez, por exemplo, mas quando a quantidade produzida é baixa, pode levar a uma menstruação irregular e dificuldade de engravidar. 

A baixa na progesterona também pode representar um risco maior de complicações no caso de uma gestação já em curso.

  • Testosterona

Mas testosterona não é um hormônio masculino? Sim, a testosterona é o principal hormônio sexual masculino, mas ela também está presente no corpo feminino, em menores quantidades. 

Ela tem participação na menstruação, na fertilidade e no desejo sexual. Além disso, também influencia na produção de glóbulos vermelhos, e produção de massa óssea. 

Hormônios sexuais: puberdade e menstruação

A puberdade feminina costuma começar entre os 8 os 13 anos, quando o corpo inicia um aumento na produção de estrogênio e progesterona. Isso provoca o desenvolvimento de características como o crescimento de pelos nas axilas, pernas e região pubiana; desenvolvimento das mamas; maior acúmulo de gordura na região dos quadris, coxas e nádegas; alargamento da pelve e quadris; aumento da oleosidade na pele e aumento de altura.

A primeira menstruação pode ocorrer entre os 8 e os 15 anos. O ciclo menstrual regular dura normalmente cerca de 28 dias, mas pode variar entre 24 e 38. Este ciclo é composto por três fases, que coincidem com as mudanças hormonais. O primeiro dia da menstruação representa o início de um novo ciclo. Durante este período, os níveis de estrogênio e progesterona estão baixos, o que pode influenciar na irritabilidade e nas alterações de humor.

A chamada fase folicular compreende o período de crescimento do folículo nos ovários, processo que origina o óvulo. Neste momento, os níveis de estrogênio vão crescendo aos poucos, o que estimula a liberação de endorfinas, que melhoram o humor e aumentam a energia. O estrogênio também é responsável por enriquecer o endométrio, preparando o útero para a gravidez.

Logo em seguida inicia a fase ovulatória, quando os níveis de estrogênio chegam ao pico, fazendo com que o óvulo seja liberado. Por sua vez, na fase lútea da menstruação, é quando o óvulo chega ao útero. O folículo que foi rompido para originar o óvulo libera progesterona, que também fortalece o endométrio. O óvulo se fixa na parede uterina e, se não fertilizado, faz com que os níveis de estrogênio e progesterona diminuam, o que marca a semana pré-menstrual. 

Quando o óvulo não fertilizado e o revestimento do útero deixam o corpo, na forma de menstruação, ocorre o fim de um ciclo e o início de um novo. 

 

Entender o funcionamento do ciclo menstrual é muito importante para a sua saúde. Clique aqui e confira um conteúdo sobre este assunto.

 

Hormônios sexuais na gravidez

Durante a gestação, o corpo da futura mamãe produz diversos hormônios. Inclusive, é o aumento do nível desses hormônios que produz alguns dos primeiros sintomas da gravidez, como náuseas e vômitos. 

A progesterona atua na construção de um colo do útero mais grosso e na formação do tampão mucoso. Além dela e do estrogênio, outros hormônios têm papel importante na gravidez, como a relaxina, que ajuda a evitar contrações do útero antes do parto; e o lactogênio placentário humano (HPL), que auxilia a regular o metabolismo da mãe e a nutrir o feto. 

Com o fim da gravidez, os hormônios voltam ao normal. Porém, quem amamenta pode sofrer uma queda no nível de estrogênio, o que acaba impedindo temporariamente a ocorrência de novas ovulações. 

 

Os hormônios sexuais na menopausa

A menopausa costuma ocorrer por volta dos 50 anos, quando a pessoa para de menstruar e não é mais possível engravidar. Chamamos de perimenopausa o período de transição que antecede a menopausa.  Este momento da vida é marcado por grandes alterações nos níveis hormonais, o que pode trazer diversos sintomas, como irregularidade no ciclo menstrual, secura vaginal, mudanças de humor, dificuldade para dormir, e as famosas ondas de calor. 

Descubra aqui como a nutrição pode ajudar a amenizar os sintomas da menopausa.

A perimenopausa pode durar de 2 a 8 anos. Consideramos que a menopausa chegou quando a pessoa passa um ano inteiro sem menstruar. A partir da menopausa, os ovários continuam a produzir estrogênio e progesterona, mas em quantidades muito menores. Os níveis baixos de estrogênio podem levar à redução do desejo sexual e à perda da densidade óssea, por isso, é importante estar alerta em relação à osteoporose. A alteração nos hormônios nesta fase da vida também pode aumentar os riscos de doenças cardíacas e acidente vascular cerebral (AVC).


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Durante a menopausa diversas coisas mudam no corpo da mulher e entre essas mudanças temos a saúde íntima na menopausa. Isso porque a queda de hormônios como o estrogênio e a progesterona afeta diretamente funções fundamentais do nosso corpo, como a saúde íntima. No artigo de hoje quero te ajudar a entender como a sua saúde íntima é afetada durante a menopausa, vamos juntas?

1. A sua lubrificação muda

A lubrificação vaginal é uma função fundamental para uma boa vida sexual, e nós já sabemos como isso é importante em todas as fases da vida da mulher, não é? Mas além disso, a lubrificação também tem função de manter a vagina saudável independente de existir excitação sexual ou não, já que a região vaginal é naturalmente úmida. Para eu te explicar melhor, vamos dar uma olhada na nossa amiguinha?

fonte: catraca livre

A nossa vagina possui dois conjuntos de glândulas que viabilizam nossa lubrificação: as glândulas de Skeene, as quais se localizam na entrada do útero e têm funções de manter a região úmida no dia a dia. Já as glândulas de Bartholin, as quais ficam bem no início do nosso canal vaginal, possuem funções maiores de lubrificação durante a excitação sexual. Durante a menopausa a saúde íntima sofre “cortes” na produção hormonal, diminuindo a atuação dessas glândulas, gerando a tão temida secura vaginal.

2. As coisas mudaram, mas nem tanto assim

Nós mulheres temos uma cultura muito forte em nos preocuparmos com a saúde da nossa vagina: diferente dos homens nós frequentamos médicos ginecologistas desde muito jovens. Esses cuidados básicos que aprendemos desde antes do início da vida sexual seguem valendo. A sua saúde íntima na menopausa depende dos cuidados básicos como manter o uso de camisinha em relações sexuais (porque camisinha não previne somente gravidez, não esqueçam meninas).

Além disso, mantenha sua região íntima higienizada. Aqui não é necessário fazer uso de produtos para “perfumar” a área como muitas vezes somos levadas a acreditar. Eu sempre diso que o ideal é você sempre optar por um sabonete neutro e ficar atenta aos sinais que sua vagina dá, como corrimentos, mudanças de textura ou sangramentos.

3. Facidez é normal

Nós somos acostumadas, desde jovens, a pensar que os corpos representados na mídia são os ideais, e isso se aplica a nossa vagina também. Por isso os padrões de juventude e de vaginas padronizadas podem nos levar a pensar que existe algo de errado com nossa saúde íntima na menopausa, já que nessa fase ocorre o fenômeno da flacidez.

A vagina é revestida pela nossa pele, e a pele está sujeita a perda de colágeno. Essa proteína tem sua produção diminuída durante a menopausa, o que deixa nossa pele mais fácida e enrrugada. E isso é normal!

Nenhuma vagina se mantem lisinha para sempre, não fique presa apenas à estética: está tudo bem, o envelhecimento vaginal faz parte da nossa vida, desprenda-se dos padrões.

A fase da menopausa ou climatério não precisa ser tratada com um tabu ou ignorada. É importante que nós normalizemos o momento de vida em que você se encontra é fundamental para se sentir mais feliz e tranquila.

Se você quiser saber mais sobre a menopausa, separei um vídeo lá no meu canal para conversarmos mais, vamos lá?

 


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02/04/2021 Menopausa

Usar a nutrição como forma de amenizar os sintomas da menopausa é uma ótima maneira de levar essa fase de uma forma leve e sem tantas surpresas. Isso porque o nosso corpo começa a necessitar de maiores cuidados, dada as mudanças nas cargas hormonais. Vamos ver de que forma a nutrição pode ser o seu aliado nesse momento.

Ciclo menstrual: entender o funcionamento é importante para a saúde

Consuma alimentos antioxidantes

Os antioxidantes são alimentos que amenizam os sintomas da menopausa no sentido de auxiliar na transição hormonal pela qual a mulher passa. Além disso, os antioxidantes previnem o aparecimento de rugas e melhoram a sua disposição. Alguns alimentos ricos em antioxidantes:

  • Nozes
  • Manga
  • Frutos do Mar
  • Azeite de oliva

Além de poderosos antioxidantes, esses alimentos possuem alta carga de vitamina E, a qual ajuda e melhorar a hidratação da sua pele.

Ômega 3

Consumir ômega 3 auxilia na manutenção do colesterol ruim. Além disso, sabemos que esse ácido graxo é de alta importância para a manutenção de sintomas como ansiedade e depressão, muito comuns nesse período. Assim, o consumo de ômega 3 pode ser feito através de suplementação com acompanhamento médico, ou através da inserção de certos alimentos na sua dieta, como peixes com maior índice de gordura. Alguns alimentos ricos em ômega 3:

  • Salmão
  • Atum
  • Folhas verdes mais escuras como couve
  • Amendoim
Descasque mais, desembrulhe menos

A ingestão de alimentos processados diminui a quantidade de nutrientes que a comida possui, deixando pouco ou nada de nutrientes. Além disso, os alimentos processados agravam os sintomas da menopausa, isso porque geralmente são ricos em gorduras saturadas, os quais acentuam ainda mais os desequilíbrios hormonais.

Já os alimentos in natura oferecem fontes de vitaminas completas. Uma boa ideia é investir nos superalimentos para “turbinar” a sua alimentação durante a menopausa.

O mais importante para amenizar s sintomas da menopausa é se manter em contato com uma equipe qualificada para te auxiliar em todos os âmbitos nessa fase que, embora possa parecer assustadora, não precisa ser encarada desta forma. Caso você queira conversar, o que acha de marcarmos uma consulta? É só clicar aqui, te vejo lá!

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25/03/2021 Menopausa

Você percebe que algo está diferente com o seu seio e encontra um caroço. Seu primeiro pensamento é que se trata de um câncer, mas, na verdade pode ser apenas cistos mamários na menopausa.

 

Claro que se você notar alguma alteração nas mamas, procure seu médico imediatamente para verificar, mas não entre em pânico. A maioria dos nódulos mamários é benigna, o que significa que não é câncer. 

 

Nódulos benignos da mama geralmente têm bordas lisas e podem ser movidos ligeiramente quando você os empurra. Eles são frequentemente encontrados em ambos os  seios e na menopausa são mais comuns do que parece.

 

Para explicar sobre eles, como identificá-los e quais são suas causas, confira o artigo que preparei sobre o tema!

 

O que são cistos?

A maioria dos cistos se desenvolve rapidamente e permanece do mesmo tamanho. Um pequeno número diminui ou continua a crescer. 

 

Os cistos geralmente são pequenos demais para serem sentidos. No entanto, na ultrassonografia, eles aparecem como uma forma clara e redonda com um contorno distinto. 

 

É possível sentir cistos maiores no tecido mamário. Eles podem ser firmes ou macios. Frequentemente, as mulheres apresentam mais de um cisto por vez.

 

Os cistos não são prejudiciais ou perigosos, mas às vezes são desconfortáveis ​​ou dolorosos. Não há uma explicação clara sobre a causa dos cistos.

 

Sabemos apenas que são muito comuns e podem afetar mulheres de qualquer idade. Porém, os cistos são especialmente comuns em mulheres entre 45 e 50 anos. 

 

Mas eles costumam aparecer com a menopausa, quando os hormônios da mulher estão mudando rapidamente, e desaparecem quando a menopausa termina. Mulheres que fazem terapia de reposição hormonal (TRH) costumam ter cistos mamários com maior frequência.

 

Leia também::: O que é menopausa precoce e como diagnosticar?

 

Cistos e câncer

Para muitas mulheres, a maior preocupação com um cisto é se ele é, ou se tornará, câncer. Por isso, é importante deixar claro: cistos não são cânceres. Eles não têm maior probabilidade de se tornarem cancerosos do que qualquer outra parte da mama. 

 

Não há evidências de que os cistos causem câncer. Ter um câncer na mesma área de um cisto é uma coincidência.

 

Em geral, um exame físico e um ultrassom geralmente fornecem informações suficientes para o médico diagnosticar um cisto.

 

Por exemplo, se um cisto for grande o suficiente para ser palpado, o médico geralmente se oferece para drená-lo com uma agulha. Embora os cistos não sejam perigosos, sua drenagem remove o caroço e geralmente ajuda as mulheres a pararem de se preocupar. 

 

Os médicos geralmente não drenam cistos que podem ser vistos na ultrassonografia, mas são pequenos demais para serem palpados.

 

Para drenar um cisto, o médico usa uma agulha para retirar o líquido. Este processo é denominado Punção Aspiração por Agulha Fina (PAAF). A agulha é mais fina do que a usada para tirar sangue. 

 

A PAAF pode ser desconfortável, mas geralmente não é dolorosa. Mulheres que sentiram alguma dor dizem que ela passa rapidamente.

 

O líquido em um cisto em geral é claro ou colorido (por exemplo, amarelo, verde, laranja ou preto). Este fluido é normal e não é necessário enviá-lo para teste.

 

Cistos mamários na menopausa

Os cistos drenados se reduzem a nada. Normalmente, nenhuma ação adicional é necessária.

 

Além disso, é comum que cistos mamários na menopausa voltem a surgir. Podem ser cistos que se recarregam com líquido ou podem ser novos. Em geral, eles não são perigosos e são tratados da mesma forma que o primeiro.

 

Seu cisto não aumenta o risco de câncer de mama. Porém, você deve seguir as recomendações para o rastreamento do câncer de mama para mulheres de sua idade e histórico familiar.

 

Portanto, todas as mulheres precisam estar atentas a quaisquer alterações em seus seios que não sejam normais para elas. Mas se você tiver qualquer alteração em sua mama que seja diferente de suas alterações hormonais usuais, você deve verificar com seu médico imediatamente.

 

Espero que os casos de cistos mamários na menopausa possam ter sido explicados. E caso queira receber mais dicas e informações diretamente no seu e-mail, assine minha newsletter. É só clicar no botão abaixo!

 

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18/03/2021 Ciclo Menstrual

A menstruação é o sangramento vaginal que ocorre a cada mês nas mulheres. Também conhecido como ciclo menstrual, ele tem um papel muito importante para a saúde feminina.

 

O sangue menstrual é composto de sangue e tecido que se desprende a cada mês do revestimento do útero. Ele flui através de uma pequena abertura no colo do útero e sai do corpo pela vagina. A maioria dos períodos dura de três a cinco dias.

 

Compreender como funciona o ciclo menstrual, a importância de cada fase, e porque, de fato, ele ocorre, é fundamental para a mulher. E é sobre isso que abordo no artigo abaixo. Vamos lá?

 

O que é o ciclo menstrual?

A menstruação faz parte do ciclo menstrual e ajuda o corpo a se preparar para a possibilidade de gravidez. 

 

O primeiro dia do ciclo é o primeiro dia em que ocorre o sangramento. O ciclo menstrual médio é de 28 dias. No entanto, um ciclo pode variar de 23 a 35 dias.

 

Os hormônios aumentam e diminuem durante o ciclo. Por exemplo, entre esses hormônios estão o estrogênio e a progesterona, produzidos nos ovários, além do hormônio folículo-estimulante, ou hormônio luteinizante, produzido pela hipófise.

 

O que acontece durante o ciclo menstrual?

Em primeiro lugar, no início do ciclo menstrual, seus níveis de estrogênio aumentam e fazem o revestimento do útero crescer e engrossar. Em resposta ao hormônio folículo-estimulante, um óvulo em um dos ovários começa a amadurecer. 

 

Dessa maneira, por volta do 14º dia do seu ciclo, em resposta a um pico de hormônio luteinizante, o óvulo deixa o ovário. Isso é chamado de ovulação.

 

Como resultado, na segunda metade do ciclo menstrual, o óvulo começa a viajar pela trompa de Falópio até o útero. Os níveis de progesterona aumentam e ajudam a preparar o revestimento uterino para a gravidez. 

 

Se o óvulo for fertilizado por um espermatozoide e se prender à parede uterina, você ficará grávida. Mas se o óvulo não for fertilizado, ele se dissolve ou é absorvido pelo corpo. 

 

Porém, se a gravidez não ocorrer, os níveis de estrogênio e progesterona caem e o revestimento espesso do útero é eliminado durante o período menstrual.

 

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Sangue menstrual

Durante o período menstrual, o revestimento uterino espessado e o sangue extra são derramados pelo canal vaginal. A menstruação de uma mulher pode não ser igual a cada mês e pode não ser igual à menstruação de outras mulheres. 

 

As menstruações podem ser leves, moderadas ou intensas, e a duração da menstruação também varia. Enquanto a maioria dos períodos menstruais duram de três a cinco dias, qualquer lugar de dois a sete dias é considerado normal.

 

Nos primeiros anos após o início da menstruação, os períodos podem ser muito irregulares. Eles também podem se tornar irregulares em mulheres que se aproximam da menopausa. 

 

Dessa forma, as mulheres podem ter vários tipos de problemas com a menstruação, incluindo dor, sangramento intenso e menstruação interrompida. As possíveis causas são variadas:

 

Amenorreia

Este termo é usado para descrever a ausência de menstruação aos 16 anos ou a ausência de menstruação em mulheres que costumavam menstruar regularmente. 

 

Por exemplo, as causas da amenorreia incluem gravidez, amamentação e extrema perda de peso causada por doenças graves, distúrbios alimentares, exercícios excessivos ou estresse. 

 

Problemas hormonais (envolvendo a hipófise, tireoide, ovário ou glândulas supra-renais) ou problemas com os órgãos reprodutivos podem estar envolvidos.

 

Dismenorreia

Ela se manifesta como dor durante a menstruação, incluindo cólicas menstruais severas.  Um hormônio chamado prostaglandina é responsável pelos sintomas. Às vezes, uma doença ou condição, como miomas uterinos ou endometriose, causa a dor. 

 

Sangramento Uterino Anormal

Como você sabe que seu sangramento é anormal? A princípio, esteja atenta a sangramentos extremamente intensos, períodos incomumente longos (também chamados de menorragia), períodos que se aproximam demais e  sangramento entre os ciclos menstruais. 

 

Por exemplo, em adolescentes e mulheres que se aproximam da menopausa, os desequilíbrios hormonais costumam causar menorragia e ciclos irregulares. 

 

Outras causas de sangramento anormal incluem miomas uterinos e pólipos. 

 

A idade em que uma garota começa a menstruar

Menarca é outro nome para o início da menstruação. A idade média em que uma menina começa a menstruar é 12 anos. 

 

No entanto, isso não significa que todas as meninas começam com a mesma idade. Ou seja, uma menina pode começar a menstruar a qualquer momento entre as idades de 8 e 16 anos. 

 

Além disso, a menstruação não ocorrerá até que todas as partes do sistema reprodutor da menina tenham amadurecido e estejam funcionando juntas.

 

Quanto tempo uma mulher tem ciclos menstruais?

As mulheres geralmente continuam menstruando até a menopausa. A menopausa ocorre por volta dos 51 anos. Isso significa que você não está mais ovulando (produzindo óvulos). Portanto, não pode mais engravidar.

 

Afinal, como a menstruação, a menopausa pode variar de mulher para mulher e pode levar vários anos para ocorrer. 

 

Algumas mulheres têm menopausa precoce por causa de cirurgia ou outros tipos de tratamento, ou até por doença.

 

Cada mulher é única

Como é possível perceber, o corpo humano é fantástico e o ciclo menstrual é uma prova disso. Mas cada momento é importante, e tem um significado enorme dentro do contexto geral da sua saúde.

 

Portanto, caso perceba qualquer alteração com seu ciclo menstrual, seja atrasos, ciclos muito curtos, excesso de sangue menstrual, dor, entre outros, procure seu médico ginecologista. Ele saberá identificar a causa por meio de exames e indicar o tratamento mais adequado.

 

Espero ter ajudado você a compreender seu ciclo menstrual, e como ele é importante para a saúde feminina. E para uma vida mais saudável, indico o vídeo que gravei para meu canal no Youtube. É só dar o play abaixo!

 


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11/03/2021 Saúde íntima

 

 

Quando você faz sexo pela primeira vez, é normal esperar algum sangramento na relação. Mas se a sua primeira experiência sexual já passou há muito tempo e você notar sangramento depois do sexo, deve ficar atenta.

 

O sangramento durante ou após o sexo ocorre por vários motivos. Um sangramento leve de vez em quando pode não ser grande coisa. 

 

Mas se você tiver outros fatores de risco, uma visita ao seu ginecologista é necessária. Ele fará os exames necessários para identificar a causa e iniciar o melhor tratamento.

 

Abaixo, separei uma lista com as possíveis causas do sangramento na relação sexual. Vamos conferir?

 

Rompimento do hímen

O rompimento do hímen ocorre geralmente durante a primeira relação íntima da mulher. Porém, há vezes em que o hímen se rompe apenas mais tarde. 

 

Ele é uma fina membrana localizada na entrada da vagina, e que tem como objetivo prevenir o surgimento de infecções durante a infância. Na primeira relação sexual, em geral, ele é rompido.

 

Esse rompimento pode causar um pequeno sangramento e desaparece em poucos minutos. Porém, se o sangramento não parar, é necessário buscar ajuda de um ginecologista.

 

Infecções sexualmente transmissíveis

As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como clamídia e gonorreia, podem ser a causa. Elas estão associadas a uma variedade de sintomas vaginais, desde dor pélvica, coceira e queimação até corrimento vaginal e micção dolorosa frequente.

 

A inflamação causada por essas ISTs pode fazer com que os vasos sanguíneos superficiais inchem e rompam mais rapidamente. Isso causará sangramento frequentemente associada à gravidade da infecção. 

 

Outras ISTs, como a sífilis e o herpes genital, podem causar lesões abertas e ulcerativas, que tendem a sangrar se forem irritadas. 

 

Embora as feridas frequentemente apareçam externamente, às vezes podem se desenvolver dentro da vagina. Além disso, podem ser totalmente indolores e despercebidas.

 

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Pólipos benignos

Crescimentos benignos no colo do útero (pólipos cervicais) ou útero (pólipos uterinos ou endometriais) são uma causa comum de sangramento durante ou após o sexo

 

Às vezes, os pólipos cervicais tendem a se desenvolver em mulheres na faixa dos 40 e 50 anos que tiveram gestações múltiplas. Eles são tipicamente vermelhos ou violetas com uma estrutura semelhante a um tubo rica em capilares que podem sangrar facilmente quando tocados.

 

Os pólipos uterinos são pequenos nódulos macios de tecido que se projetam de dentro do útero. Em princípio, os desse tipo têm tendência a sangrar entre as menstruações, após a menopausa e durante o sexo. Eles também tendem a se desenvolver em mulheres entre 36 e 55 anos.

 

Ectrópio Cervical

Ectrópio cervical é uma condição não cancerosa. Assim, as células que normalmente revestem o interior do colo do útero se projetam para fora através do orifício cervical (a abertura do colo do útero).

 

Aliás, quando isso acontece, a distensão anormal do tecido cervical pode causar a dilatação e inflamação dos vasos sanguíneos já frágeis. 

 

Como resultado, o sangramento é comum devido à relação sexual, ao uso de absorventes internos e até mesmo à inserção de um espéculo durante um exame pélvico.

 

Menopausa

As mulheres na pós-menopausa costumam sangrar durante ou após o sexo. Isso ocorre porque a diminuição dos níveis de estrogênio faz com que as paredes vaginais se tornem literalmente finas e produzam menos muco lubrificante. 

 

Isso é conhecido como vaginite atrófica, uma condição que também está associada a coceira e queimação vaginal.

 

Além disso, a vaginite atrófica também pode ser tratada com terapia de estrogênio, e lubrificantes vaginais também podem aliviar a secura e diminuir a dor.

 

Endometriose

A endometriose ocorre quando o revestimento do útero (o endométrio) se estende para fora do útero. Dessa forma, o tecido endometrial pode se prender às superfícies de outros órgãos, muitas vezes resultando em dores terríveis e, em alguns casos, infertilidade.

 

Duas das características da endometriose são a relação sexual dolorosa e o orgasmo doloroso. Isso ocorre ​​pela tensão adicional e pela pressão exercida sobre os tecidos já vulneráveis. O sangramento pós-sexo não é incomum quando isso ocorre.

 

Por exemplo, a terapia hormonal reduz os níveis de estrogênio e costuma ser eficaz na redução da dor. É possível reduzir a dor e o sangramento mudando as posições que você normalmente usa durante o sexo. 

 

Trauma

O sexo vigoroso pode causar cortes, arranhões ou rasgos na vagina. E quando isso acontece, é normal haver também sangramento.

 

É mais provável que isso aconteça se houver secura vaginal, como pode ocorrer durante a menopausa.

 

Câncer

Embora o câncer seja uma causa menos provável de sangramento pós-coito, é um dos possíveis sinais de câncer cervical, vaginal e uterino.

 

Os tumores podem variar dependendo do tipo de câncer envolvido. Mas também são alimentados por uma rede densa e aleatória de vasos sanguíneos. Ou seja, à medida que o tumor cresce, esses vasos podem ficar tensos e propensos a estourar. Às vezes, a relação sexual pode causar isso.

 

Fique atenta ao seu corpo

O sangramento durante ou após o sexo nunca deve ser considerado normal. Mesmo que ocorra como resultado de trauma acidental, é melhor examiná-lo apenas para encontrar maneiras de evitar tais lesões no futuro.

 

Além disso, se você não sabe o que está causando o sangramento vaginal durante a relação sexual, não evite consultar um ginecologista por medo de receber um diagnóstico de câncer. 

 

O câncer é, na verdade, uma das causas menos prováveis. Se o câncer for o motivo do sangramento, um diagnóstico precoce proporciona um tratamento mais ágil e uma maior chance de curar a doença antes que se torne séria.

 

Desse modo, como expliquei acima, um dos motivos para o sangramento na relação sexual pode ser a secura vaginal durante a menopausa. E sobre o tema, e como é feita a reposição hormonal, indico o vídeo que postei no meu canal no Youtube. É só dar o play abaixo!

 


Dra. Patricia Bretz é Ginecologista, obstetra, especialista em Oncologia Ginecológica, Endometriose, Cirurgia minimamente invasiva, Implantes hormonais e Reprodução humana

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