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Você já ouviu falar do “chip da beleza”? Os implantes hormonais receberam este apelido depois que a mídia passou a destacar os seus benefícios estéticos. Porém, adotar este método contraceptivo apenas pelos ganhos estéticos é errado, e pode ser perigoso para a saúde. Neste artigo vou explicar para quem são os implantes hormonais e como eles atuam no organismo.  

Implante hormonal: o que é isso?

Os implantes hormonais podem melhorar muito a qualidade de vida de quem utiliza. Mas, antes de considerar a adoção deste método, você precisa estar ciente de para quem são os implantes hormonais e como eles funcionam. 

Os implantes hormonais são uma alternativa aos anticoncepcionais orais, ou seja, a pílula. Eles têm o formato de um pequeno tubo, feito de um material parecido com o utilizado em próteses humanas, e medem entre 3 e 5 centímetros. 

Estes implantes são preenchidos com hormônios, que variam conforme a formulação indicada pelo ginecologista, e que são liberados diretamente na corrente sanguínea. Sendo assim, a quantidade de hormônio liberada no sangue e absorvida pelo organismo é controlada, diferente da pílula.

Eles são inseridos sob a pele, normalmente na região dos glúteos, por meio de uma pequena cirurgia. O procedimento é feito em consultório médico, por um profissional especializado, com anestesia local e sem necessidade de pontos. Os implantes podem durar de seis meses a três anos e, após este período, precisam ser substituídos. 

 

Você sabe qual é o papel dos hormônios sexuais no seu corpo? Clique aqui e descubra como eles influenciam na sua saúde e na sua vida.

 

Para quem são os implantes hormonais

Os implantes hormonais não são indicados para todas as mulheres. Desta forma, somente um médico ginecologista poderá indicar a adoção deste método, isso depois de uma avaliação criteriosa de cada caso. 

Os implantes hormonais costumam ser indicados nos seguintes casos:

  • Para melhorar a qualidade de vida de mulheres que estão sofrendo com os sintomas do climatério e da menopausa. Isso porque estes sintomas estão associados à queda na produção hormonal durante esta fase da vida;

 

  • Mulheres que apresentam intolerância à pílula, ou não podem utilizá-la em razão de alguma complicação de saúde, como no caso de mulheres que têm tendência genética a desenvolver trombose, por exemplo;

 

  • Mulheres com queda de libido em função do anticoncepcional oral;

 

  • Pacientes com doenças ginecológicas, como endometriose e adenomiose; 

 

  • Quem sofre com cólica e sangramento menstrual intensos. 

 

Alguns dos benefícios dos implantes hormonais:

  • Amenizam os sintomas do climatério, como as ondas de calor;
  • Melhoram a qualidade dos sono;
  • No caso das mulheres passando pelo climatério, os implantes ajudam a prevenir a perda de massa óssea, que pode levar à osteoporose;
  • Ajudam a suavizar sintomas da TPM, como a irritabilidade;
  • Atuam na diminuição das cólicas intensas e do fluxo menstrual excessivo.

 

Clique aqui e descubra como funciona a reposição hormonal durante a menopausa.

 

Por que é errado chamar os implantes hormonais de “chip da beleza”?

Notou que, entre os benefícios citados acima, eu não falei sobre estética? Isso porque os ganhos estéticos não devem ser o motivo para você adotar os implantes hormonais. 

Na realidade, estes benefícios são apenas consequências positivas do uso de um método que busca trazer mais saúde e qualidade de vida para as mulheres.  

Alguns exemplos das consequências estéticas para quem adotou os implantes hormonais são a redução da gordura corporal, e a maior facilidade em ganhar massa muscular. Isso ocorre em função da alta nos níveis do hormônio testosterona no corpo. 

 Por sua vez, ao adotar os implantes hormonais sem indicação médica, a mulher pode acabar sofrendo diversos efeitos indesejáveis e prejudiciais à saúde. Por exemplo: masculinização de algumas características corporais, como o aumento de pêlos e engrossamento da voz; impacto negativo na glicemia; e sobrecarga hormonal nos órgãos.

 

Descubra clicando aqui como a reposição hormonal pode melhorar a qualidade de vida feminina.

 

Espero que este conteúdo tenha lhe ajudado a compreender como funcionam e para quem é indicado os implantes hormonais. Se você ficou com alguma dúvida ou quer saber mais sobre o uso deste método, entre em contato comigo por aqui.

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Até o próximo artigo!


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07/06/2021 Saúde íntima

Alguns acreditam que o melhor momento para a primeira consulta no ginecologista seja após a primeira menstruação. Outros acham que o correto é esperar o início da vida sexual. Mas será que existe uma idade ou momento certo para iniciar o acompanhamento ginecológico? Vou responder a esta pergunta no texto abaixo.

 

Qual a função do ginecologista?

O ginecologista é o médico especialista no cuidado com a saúde da mulher. Desta forma, ele é responsável por identificar e tratar doenças do sistema reprodutor, e das mamas. Por exemplo, é o ginecologista que faz o diagnóstico e orienta o tratamento da endometriose, da síndrome dos ovários policísticos, e de miomas e cistos.

Mas, além disso, o ginecologista também tem como função orientar métodos contraceptivos, auxiliar no planejamento familiar, e orientar o melhor tratamento para os sintomas da menopausa. 

Desta forma, podemos dizer que o papel do ginecologista vai além de consultas e exames. Ele é a principal fonte de informação sobre a saúde e o corpo feminino, e também o responsável por oferecer suporte fundamental no início da vida sexual das meninas. 

 

Por que a primeira consulta é tão importante? 

Infelizmente a primeira consulta no ginecologista ainda é motivo de tabu. Algumas pessoas pensam que este gesto de carinho e cuidado pode acelerar algum momento da vida da menina, como o início da vida sexual. 

Como sempre explico as minhas pacientes, durante a primeira consulta é realizada uma avaliação completa, para compreender a saúde da paciente de forma geral. Esse momento é muito importante para evitar futuras complicações. E, também, é uma forma de empoderar as meninas ao permitir que elas tenham conhecimento sobre o seu corpo e sobre como cuidar dele. 

Também é fundamental que este momento signifique um tempo de qualidade entre médico e paciente, pois muitos sintomas ginecológicos podem estar associados a alguma causa emocional. 

Para identificar estes casos, é preciso que nós, ginecologistas, possamos conhecer bem a pessoa que está sentada à nossa frente e, para isso, a paciente precisa se sentir confortável e a vontade com o seu médico. E isso vale para todas as idades, não apenas na primeira consulta!

 

Clique aqui e descubra quais fatores considerar ao escolher um ginecologista. 

 

Quando devo levar minha filha na primeira consulta no ginecologista?

A primeira consulta no ginecologista é um momento de avaliação da saúde da paciente, e também de orientação. Desta forma, o ideal é que não se espere o início da vida sexual para procurar o ginecologista. Também não se deve esperar o aparecimento de algum sintoma, incômodo, dor ou problema de saúde para procurar o acompanhamento médico.

A minha orientação é que os pais agendem uma consulta no ginecologista a partir da primeira menstruação, ou com o início da puberdade. Desta forma, o médico poderá orientar a menina sobre todas as mudanças que essa importante fase da vida traz para o corpo. Além de ensiná-la sobre cuidados com a saúde, prevenção de doenças, e também sobre como identificar e se proteger de possíveis abusos.

Quanto mais acolhida e informada a menina estiver, maiores as chances de se prevenir uma gravidez precoce ou complicações de saúde.

 

Você sabe como funciona o seu ciclo menstrual? Clique aqui e descubra como ele influencia na sua saúde.

 

Espero que este conteúdo tenha lhe ajudado a compreender a importância da primeira consulta com o ginecologista. Esse momento não deve ser visto com receio, mas como um marco na vida da menina e uma forma de empoderá-la e de garantir um futuro mais saudável. 

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Até o próximo artigo!


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31/05/2021 Saúde íntima

Você também chega na consulta cheia de perguntas ao ginecologista? A ginecologia tem como foco a saúde da mulher, mas é uma especialidade bem ampla. 

Além de responsável pelo diagnóstico e tratamento de doenças, o ginecologista também acompanha os cuidados com a saúde feminina desde a puberdade, até a menopausa. E ele ainda tem um papel muito importante no preparo para uma possível gravidez, durante a gestação, e no pós parto. 

Desta forma, é bastante comum as mulheres chegarem no consultório com uma lista de perguntas ao ginecologista. As dúvidas que mais recebo costumam ser sobre fertilidade, cólicas, e doenças, como a endometriose. Talvez você também se questione sobre estes temas, então listei as cinco perguntas mais frequentes entre as minhas pacientes e as respondi no texto abaixo. Espero que ele te ajude a compreender melhor o seu corpo e o cuidado com a sua saúde!

 

Na dúvida sobre como escolher o seu ginecologista? Clicando aqui eu te conto quais fatores você deve considerar ao escolher o seu médico. 

 

Pergunta nº 1:

“Doutora, eu vou poder engravidar?”

Acredito que esta seja uma das mais frequentes perguntas ao ginecologista. Para sabermos se uma mulher poderá engravidar, a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que mulheres abaixo de 35 anos tentem por um ano. E aquelas com mais de 35 anos devem tentar durante seis meses. 

Antes ou durante este período não deve ser realizado nenhum rastreamento, pois neles podem aparecer pequenas alterações que acabam gerando ansiedade na paciente, o que prejudica a fertilidade. 

Passado esse período, caso a paciente não consiga engravidar, o primeiro passo é avaliar possíveis alterações orgânicas. Neste caso checamos se existe alguma disfunção na tireoide e nos hormônios sexuais, que podem impactar no funcionamento dos ovários ou na ovulação. 

Também são avaliadas questões anatômicas da fecundidade, como miomas e endometriose. A partir desta conversa detalhada, e de um exame físico bem minucioso, fazemos exames complementares. 

São eles o ultrassom transvaginal, o espermograma (no caso dos homens), exames laboratoriais focados na parte hormonal, e um exame chamado histerossalpingografia. Este exame serve para identificar se existe alguma obstrução do útero que possa estar impedindo o óvulo de encontrar o espermatozoide.

 

Pergunta nº 2: 

“É normal ter cólica?”

A cólica normal é a cólica da ovulação, que ocorre cerca de duas semanas depois do período menstrual. Mas se você tem muita cólica durante a relação sexual, a sua menstruação é muito dolorosa, tem sangramento aumentado, desconforto para evacuar, ou está com dificuldade para engravidar, essa cólica pode ser um sinal de doença.

Nestes casos, é preciso fazer uma investigação. Eventualmente podem ser feitos exames como um ultrassom com protocolo para endometriose, ou uma ressonância magnética. Nem toda cólica é doença, mas se a cólica está fora do período da ovulação, precisa ser investigada.

 

Você sabe como ocorre o ciclo menstrual? Clique aqui e entenda como o seu funcionamento é importante para a sua saúde.

 

Pergunta nº 3: 

“O hormônio engorda?”

Quando a mulher entra na menopausa, ela tem um déficit progressivo nos hormônios. Essa mudança leva a menos ganho de massa muscular e mais acúmulo de gordura, principalmente na região abdominal. Nestes casos, a reposição hormonal, com hormônio bioidêntico, na dose adequada, combinada com um estilo de vida regrado, evitaria o acúmulo de gordura. 

O hormônio que pode culminar em um acúmulo de gordura é a pílula anticoncepcional oral. Isso ocorre porque ela diminui a testosterona livre e faz com que a paciente tenha menos ganho de massa muscular. 

 

Pergunta nº 4: 

“Tenho ovário policístico ou endometriose. É verdade que não vou conseguir engravidar?”

Outra perguntas ao ginecologista que aparece muito nas consultas. Essas duas situações são mitos. Muitas pacientes que têm ovário policístico e endometriose podem engravidar. Na verdade, é comum observarmos estas duas doenças coexistirem. O que acontece no caso destas pacientes é que, quando a doença está desequilibrada, há uma incidência maior de infertilidade. 

Por exemplo: de cada 10 mulheres que não conseguem engravidar, cinco têm endometriose. Mas, na medida em que a doença tiver um diagnóstico precoce e sejam tomadas as medidas oportunas, é possível que a paciente consiga engravidar sem grandes intervenções.

 

Pergunta nº 5: 

“A pílula anticoncepcional trata a endometriose?”

A endometriose é uma doença autoimune e inflamatória. Além disso, ela é progressiva enquanto a mulher está no período fértil, e dependente de um hormônio chamado estrogênio. Desta forma, quando pensamos em um tratamento específico para a endometriose, utilizamos medicamentos com ação antiestrogênica, coisa que a pílula não é capaz de fazer.

A pílula bloqueia temporariamente o funcionamento dos ovários, mas ela não inibe o estrogênio do corpo da mulher. Tanto que um dos lugares que se produz muito estrogênio é na gordura. Ou seja, o tratamento efetivo para a endometriose são medidas antiestrogênicas. 

Alguns exemplos destas medidas são:

  • Alimentação saudável, livre de agrotóxicos e com redução de hormônio;
  • Redução do uso de plásticos, principalmente de garrafas pet e recipientes plásticos aquecidos no microondas; 
  • Um estilo de vida mais regrado, com atividade física, pela sua ação anti-inflamatória; 
  • E a modulação de estresse. 

 

Quer saber mais sobre os implantes hormonais? Clicando aqui você acessa um conteúdo onde te explico como eles funcionam e quais os seus benefícios.

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Até o próximo artigo!


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24/05/2021 Saúde íntima

Consultar um ginecologista regularmente é fundamental para a saúde das mulheres. Esse cuidado deve iniciar com a puberdade, lá pelos 12 anos, e seguir ao longo da vida. Porém, por serem cuidados mais íntimos, muitas mulheres têm dúvidas sobre como escolher um ginecologista. É o seu caso também? Para te ajudar, vou listar a seguir alguns pontos para prestar atenção na hora de escolher o seu médico. 

 

Primeiro passo para escolher um ginecologista: o que esse médico faz?

O médico ginecologista tem como foco a saúde da mulher. Desta forma, esse profissional é responsável por realizar exames preventivos, tratar doenças do aparelho reprodutor feminino, e também das mamas. Por exemplo, é ele quem identifica e trata condições como endometriose, cistos, miomas, candidíase e infecções sexualmente transmissíveis. 

Além disso, o ginecologista também orienta métodos contraceptivos, auxilia no planejamento familiar e tem papel importante ao direcionar o tratamento dos sintomas da menopausa. 

Reposição hormonal feminina: clique aqui e saiba como ela pode ajudar na qualidade de vida durante a menopausa.

Muitos ginecologistas atuam como obstetras. Ou seja, também têm como especialidade acompanhar o planejamento da gravidez, a gestação, o parto e o período pós parto.  O ideal é que as mulheres comecem a realizar acompanhamento ginecológico a partir do início da puberdade, ou então quando apresentarem sintomas ginecológicos. Alguns exemplos destes sintomas são corrimento vagina ou alterações mamárias. Após a puberdade, o indicado é consultar o ginecologista pelo menos uma vez por ano, para realizar exames preventivos.

 

Você sabe como funciona o ciclo menstrual? Clique aqui e descubra como essa informação é importante para a sua saúde.

 

Como escolher o ginecologista: 

É fundamental que você confie e se sinta segura com o profissional que cuida da sua saúde. Por isso, escolher o ginecologista é um processo bem importante, e deve ser feito com atenção e carinho. Aproveite as dicas a seguir para fazer a sua escolha: 

 

  • O foco são as suas necessidades

A primeira informação a se considerar é o motivo que te faz escolher um ginecologista. O indicado é que o acompanhamento inicie ainda na adolescência. Por isso, é comum que a mãe leve a filha ao médico de sua confiança. 

Mas isso não precisa ser uma regra. Caso a adolescente não se adapte, é importante continuar procurando até encontrar um profissional com quem ela se sinta à vontade. 

Nesta fase da vida, o ginecologista tem papel importante na orientação sobre o início da vida sexual. Por isso, ele vai falar sobre exames como o Papanicolau, importante para o diagnóstico do câncer de útero, e também ensinar sobre doenças sexualmente transmissíveis. Desta forma, também irá responder todas as dúvidas da paciente sobre saúde da mulher. 

Se você está planejando uma gravidez, ou suspeita estar grávida, é importante buscar um profissional que também seja obstetra. 

 

  • Busque recomendações

Procurar por indicações é uma das formas mais tranquilas e fáceis de escolher um ginecologista. Converse com as suas amigas e familiares para pedir recomendações. Muitas vezes, consultar com um ginecologista indicado por uma amiga pode te trazer mais confiança. 

Mas claro, isso também não precisa ser uma regra. Lembre-se que não é porque o profissional é ótimo para a pessoa que o indicou, que também será para você. Por isso, considere mais de uma indicação. 

Você também pode procurar na internet por ginecologistas com boas avaliações, ou que ofereçam tratamentos diferenciados. O principal é buscar por um profissional ético, empático e comprometido com a sua saúde. 

 

  • De olho no consultório

Outro aspecto importante na escolha é a clínica ou consultório. As instalações precisam ser acessíveis e confortáveis, para que você se sinta bem e acolhida. Mas, ainda mais importante é a higiene do local. Esteja atenta, por exemplo, se o protetor da cama foi trocado antes de você ser atendida. 

 

  • Disponibilidade

Questione o profissional se ele tem disponibilidade para atendimentos em casos de urgência. Principalmente se você estiver grávida ou tratando alguma doença. Pode parecer algo pequeno, mas faz toda a diferença no seu tratamento.

Depois destas dicas, lembre-se também que você pode trocar de ginecologista sempre que considerar necessário. Esta é uma relação que vai lhe acompanhar ao longo de toda a sua vida e, por esse motivo, precisa ser construída com base na confiança e no seu bem-estar. 

Para saber mais: clique aqui e descubra qual o papel dos hormônios sexuais na sua saúde.

 

Espero ter te ajudado com as suas dúvidas sobre este tema. Confira os demais conteúdos aqui do blog e me acompanhe também no Facebook, no Instagram e no Youtube

Até o próximo artigo!

 


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A vitamina D é muito importante para as mulheres grávidas e para aquelas que estão tentando engravidar. Isso porque a vitamina D tem papel fundamental na fertilidade, e também na formação e na saúde do bebê. Vou te explicar mais sobre isso no artigo a seguir.  

 

A vitamina D afeta a fertilidade das mulheres e também a gravidez

Podemos dizer que vitamina D e fertilidade estão totalmente relacionadas. Este nutriente é fundamental para o funcionamento correto do sistema imunológico, tanto para os homens, quanto para as mulheres. 

Porém, no caso delas, os órgãos do sistema reprodutor têm receptores especiais que absorvem a vitamina D. A relação entre a  deficiência da vitamina e a infertilidade, nas mulheres, ocorre em função desta característica.

No caso das mulheres que já estão gestando, a vitamina D reduz as chances de aborto no primeiro semestre da gravidez. Ela também atua na formação óssea do bebê, que inicia a partir da 12ª semana de gestação. 

Desta forma, mulheres na fase pré gestação, e também durante a gravidez, costumam se beneficiar muito com a suplementação de vitamina D, que deve sempre ser orientada por um médico, caso exista a necessidade. 

Quando a mulher está com os níveis de vitamina D baixos, ela também está mais suscetível ao surgimento de doenças e problemas de saúde. Alguns deles, inclusive, também afetam a sua fertilidade. Alguns exemplos são:

  • Miomas
  • Endometriose
  • Síndrome dos ovários policísticos
  • Óvulos com pouca qualidade
  • No caso de tratamento de fertilização in vitro, dificuldade de implantar os embriões

 

Além da vitamina D, as atividades físicas também são fundamentais para a saúde da mãe e do bebê. Saiba como clicando aqui. 

 

Pretende engravidar em breve? A preparação para a chegada de mais um integrante na família envolve uma série de cuidados. São detalhes fundamentais, que vão garantir a saúde da mulher, enquanto gestante, e também do bebê. Neste vídeo eu te conto tudo sobre isso.

 

O que é a vitamina D?

A vitamina D é um nutriente fundamental para a saúde de todos, não só das gestantes e futuras mamães. Esta vitamina é produzida de forma natural pelo corpo, com uma ajuda da exposição da pele à luz solar. Além disso, também pode ser obtida por meio da alimentação. Alguns exemplos de alimentos ricos em vitamina D são peixes, gema do ovo e leite. 

Além de atuar na fertilidade, a vitamina D também tem papel importante na saúde dos ossos. Ela ainda trabalha na regulação do crescimento, na saúde dos sistemas imunológico e cardiovascular, na formação dos músculos, e no bom funcionamento do metabolismo. 

A suplementação de vitamina D ocorre quando um médico, através de exames, identifica a deficiência do nutriente no organismo. Assim, ele orienta a quantidade e o período em que deve ocorrer a reposição.

 

Sabia que a vitamina D também pode ser uma aliada no combate ao COVID-19? Descubra como neste artigo. 

 

Vitamina D: importante antes e durante a gestação

Uma pesquisa do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos reuniu mulheres de 18 a 40 anos, que estavam tentando engravidar, mas que também já haviam passado por abortos espontâneos anteriormente. 

Foram coletadas amostras de sangue dessas mulheres em dois momentos: antes da concepção, e durante a oitava semana da gravidez. Esse estudo comprovou que a vitamina D é fundamental no período em que a mulher se prepara para engravidar.

 

Um nutriente fundamental para a saúde de todos:

Achou que a relação entre falta de vitamina D e infertilidade é um fator apenas do corpo feminino? Não mesmo. Existem estudos que apontam a relação entre o nutriente e a fertilidade também nos homens. No caso deles, os baixos níveis da vitamina podem afetar a qualidade do sêmen. 

Ainda no caso das gestantes, a falta de vitamina D pode também facilitar o surgimento de diabetes gestacional e hipertensão. Estas condições prejudicam o bebê e podem, inclusive, causar um parto prematuro.

Níveis baixos de vitamina D podem ser responsáveis por aumentar o risco de contrair infecções, dores musculares e nos ossos, queda de cabelo, dificuldade de cicatrização de lesões, e até depressão. 

Muitas vezes, apesar da alimentação correta e da exposição da pele à luz solar, a suplementação da vitamina D é necessária. Mas isso pode ser bastante benéfico, para a saúde de todos, principalmente de uma futura mamãe e do seu bebê.  Então, se você é gestante, ou uma gravidez está nos seus planos próximos, consulte o seu médico e converse com ele sobre a vitamina D.

 

Espero ter te ajudado com as suas dúvidas sobre este tema. Confira os demais conteúdos aqui do blog e me acompanhe também no Facebook, no Instagram e no Youtube.  Até o próximo artigo!


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Os implantes hormonais são grandes aliados no tratamento de doenças ginecológicas, como endometriose e adenomiose. O método é utilizado há muitos anos e pode trazer ainda outros benefícios, como melhora nos sintomas do climatério e da menopausa, além do efeito anticoncepcional. 

Quer saber mais sobre como funcionam os implantes hormonais? Então confira o artigo que preparei com muito carinho para você.

 

O que são implantes hormonais:

Os implantes hormonais são um método de tratamento e uma forma alternativa de uso dos hormônios, para além da pílula oral.  Eles têm a forma de um tubinho, de 3 a 5 cm, feito de silástico, um material semelhante à borracha das próteses utilizadas por humanos. 

O implante é preenchido por hormônios, que vão diretamente para a corrente sanguínea, de forma segura e controlada. Os implantes hormonais normalmente são inseridos na região dos glúteos, no tecido subcutâneo.

Mas atenção: alguns implantes hormonais ficaram conhecidos como “chips da beleza”. Eles receberam esse apelido em função de alguns dos seus efeitos secundários, como auxiliar na diminuição da gordura corporal, da celulite e da flacidez. Porém, é um grande erro utilizar os implantes apenas com foco nestes efeitos. 

Os implantes hormonais podem trazer inúmeros benefícios, se utilizados corretamente, com indicação médica, e para melhorar a qualidade de vida com foco no tratamento de algumas doenças. Caso contrário, podem, inclusive, prejudicar a sua saúde. 

 

Você sabe qual o papel dos hormônios sexuais na sua saúde e qualidade de vida? Clique aqui e descubra mais sobre isso. 

 

Quem deve usar?

Como expliquei no item anterior, os implantes hormonais podem melhorar muito a qualidade de vida e a saúde da mulher. Porém, só devem ser adotados com indicação de um profissional especializado.

Entre estas indicações, está o uso dos implantes para amenizar os sintomas do climatério e da menopausa. São sintomas causados pela queda da produção estrogênio nesta fase da vida, como  os fogachos e as dificuldades para dormir. 

Além disso, os implantes também podem ser indicados como método contraceptivo para quem tem intolerância à pílula. Ou ainda, para mulheres com queixas de queda de libido pelo uso do anticoncepcional oral, ou frequentemente esquecem de tomar da forma correta. 

Quem sofre de endometriose e adenomiose, apresenta cólicas menstruais severas ou sangramento menstrual excessivo também pode se beneficiar com os implantes hormonais.  

 

Tipos de implantes:

Se você está se perguntando se os implantes hormonais são todos iguais, a resposta é não! Existem diferentes tipos de implantes, e cada um é escolhido com base no diagnóstico individual de cada mulher, após consulta com um ginecologista e exames detalhados. 

Conheça alguns tipos de implantes hormonais abaixo:

  • Gestrinona

Duram cerca de um ano e contém 40g do hormônio gestrinona. Costuma ser indicado como anticoncepcional para quem tem problemas com a libido e sangramento menstrual excessivo. Porém, a Gestrinona não pode ser usada durante a amamentação e não é indicada para pacientes que já tiveram trombose e câncer de mama ou endométrio, por exemplo.  

 

  • Estradiol 

O implante de Estradiol costuma ser o mais indicado para mulheres no climatério, por auxiliar no tratamento dos sintomas. Também tem duração de um ano e contém aproximadamente 50 mg do hormônio. 

 

  • Levonorgestrel

Os implantes de Levonorgestrel são indicados para mulheres menopausadas, quando associado ao estradiol e à testosterona. Além disso, também podem ser indicados como anticoncepcionais. 

 

Quer saber mais sobre estes e outros tipos implantes hormonais? Então confira o vídeo onde explico mais sobre os diferentes tipos de implantes e suas indicações:

 

Você sabe como funciona a reposição hormonal na menopausa? Clique aqui que eu te explico tudo!

 

Como ocorre o procedimento: 

Os implantes hormonais são subcutâneos, ou seja, são colocados embaixo da pele, normalmente na região glútea. O procedimento pode ser simples e indolor, feito com anestesia local, e sem necessidade de pontos. Mas lembre-se: deve ser feito sempre com indicação de um ginecologista e aplicado em consultório médico, por um profissional qualificado. 

Os implantes duram de 6 meses a  3 anos. Quer saber mais sobre os implantes hormonais, saúde da mulher ou envelhecimento saudável? Então clique aqui e entre em contato para eu te ajudar com todas as suas dúvidas!


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Com o passar dos anos, o corpo das mulheres sofre diversas mudanças. Desta forma, a reposição hormonal feminina surge como uma grande aliada para uma vida com mais qualidade. Você já ouviu falar sobre esta terapia? Sabe como ela funciona e todos os seus benefícios? Neste artigo vou te explicar um pouco sobre como a reposição hormonal feminina pode te ajudar. 

 

Por que a reposição hormonal feminina pode ser uma aliada?

Os hormônios são responsáveis por diversas funções no organismo feminino, como o  equilíbrio no ciclo menstrual, por exemplo. Ao longo da vida, é natural que os níveis de hormônios como estrogênio e progesterona oscilem. Principalmente, com a chegada do climatério e da menopausa.

O climatério é um processo de transição hormonal. Ele tem início após os 45 anos, e segue até, mais ou menos, os 65 anos. Após o climatério, chega a menopausa, período onde ocorre a perda espontânea dos hormônios. Os sintomas destas alterações, muitas vezes, interferem na rotina e na autoestima das mulheres. 

 

Você sabe qual a função dos hormônios sexuais na sua saúde? Clique aqui e descubra. 

 

O que a reposição hormonal feminina faz? 

A reposição hormonal feminina consiste no uso de hormônios sintetizados em laboratório para suprir a falta dos hormônios naturais. Estes hormônios sintéticos têm a mesma composição química dos produzidos pelo organismo, e agem da mesma forma quando administrados no corpo feminino. 

A reposição hormonal feminina tem efeito curativo e preventivo. Ou seja, auxilia na diminuição dos sintomas do climatério e da menopausa. Também ajuda a evitar complicações que possam surgir pela diminuição da produção de hormônios pelo corpo. 

A indicação de reposição hormonal sempre deve partir de um médico ginecologista, após avaliação da paciente, e apenas caso exista necessidade. 

 

Sabia que a sua alimentação também pode ajudar no tratamento dos sintomas da menopausa? Saiba mais clicando aqui.

 

Tipos de reposição hormonal

Estrogênio + progesterona: tratamento mais utilizado para mulheres que ainda têm útero. A medicação contém progesterona natural, ou pode ser uma combinação de progesterona sintética e estrogênio.

Apenas estrogênio: mais indicado para mulheres que tenham retirado o útero. A medicação contém apenas o hormônio estrogênio, idêntico ao que o ovário produz. 

Natural: outra alternativa é consumir alimentos que tenham fitoestrogênio, como soja, linhaça e amora. Uma rotina de exercícios físicos regulares também podem ajudar.

 

Benefícios:

  • Minimizar as ondas de calor comuns durante o climatério;
  • Aliviar os picos de suor noturno;
  • Melhorar a qualidade do sono e amenizar a insônia;
  • Auxiliar na prevenção da perda de massa óssea, que leva à osteoporose;
  • Diminuir as chances de infecção urinária;
  • Amenizar a irritabilidade;
  • Prevenir sintomas depressivos;
  • Retardar sinais de envelhecimento;
  • Melhorar o desempenho sexual, uma vez que a queda dos níveis hormonais diminui a lubrificação vaginal.

A reposição hormonal pode melhorar muito a qualidade de vida das mulheres durante o climatério e a menopausa, também ajudando na autoestima e trazendo mais disposição para as atividades do dia a dia. Mas lembre-se: é essencial o suporte de um ginecologista para avaliar as necessidades individuais de cada mulher. 

 

Dúvidas sobre a menopausa? Descubra aqui o que é menopausa precoce e como diagnosticar.

Saiba o que muda na saúde íntima durante a menopausa clicando aqui. 


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Talvez você já tenha ouvido falar sobre a reposição hormonal na menopausa. De um lado temos fortes opiniões contrárias, enquanto de outro temos a defesa desse procedimento. Vamos desmistificar esse tema juntas?

O que é a reposição hormonal?

A partir dos anos 60, com a disseminação da pílula anticoncepcional, os estudos sobre hormônios começam a tomar mais espaço no campo médico. Nesse período, a reposição hormonal começou a ser usada. Mas sem muito direcionamento ou estudos para embasar melhor o seu uso.

Nos dias atuais, essa situação já mudou. Hoje temos várias formas de fazer a reposição hormonal através de combinações de estrogênio e a progesterona. A reposição funciona para amenizar os sintomas da menopausa, já que os hormônios são importantes reguladores do corpo. Quer ver só quantos problemas a reposição hormonal na menopausa te ajuda a resolver?

  • Melhora da satisfação sexual por devolver a lubrificação vaginal e diminui a dor durante as relações
  • Diminui os fogachos 
  • Melhora o humor
  • Previne a perda óssea
Não basta sobreviver, é preciso qualidade de vida

Um dos pontos mais importantes da reposição hormonal é a qualidade de vida da mulher. Em um dos vídeos lá no meu canal, eu comento como a vida das mulheres mais velhas tende a ser muito difícil. E grande parte do problema é resolvido quando o corpo volta a receber os hormônios. Isso porque os sintomas depressivos e de irritabilidade podem ser atenuados, e você não precisa ver a menopausa como sinônimo de tristeza.

De que forma os hormônios são inseridos no corpo?

A reposição hormonal é feita através do tratamento medicamentoso. Você pode optar por duas modalidades: os adesivos ou os comprimidos. Além disso, a reposição pode ser feita com apenas estrogênio ou com a combinação de estrogênio e progesterona. Após o início do tratamento, você sentirá os resultados logo nas primeiras semanas e pode seguir o tratamento por até cinco anos.

Entenda mais sobre a reposição hormonal

Fazer ou não fazer: eis a questão

Depende. Essa fase tem sido difícil para você? O ginecologista responsável precisa ponderar tanto os fatores biológicos e emocionais para dizer se você preciso ou não fazer a reposição hormonal. Se você quiser conversar sobre esse assunto, é só clicar nesse link.


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Você com certeza já ouviu falar deles, mas sabe qual é o papel dos hormônios sexuais no seu corpo? Neste artigo quero te ajudar a compreender o que são estes hormônios, de que forma eles atuam no seu corpo e como influenciam na sua saúde e na sua vida. Vem comigo?

Hormônios sexuais: o que é isso?

Os hormônios sexuais atuam como mensageiros químicos no seu corpo. Eles são produzidos e liberados na corrente sanguínea pelas glândulas suprarrenais, e pelas gônadas, órgãos que produzem as células sexuais (gametas), como os ovários e os testículos. 

Além de influenciar na puberdade, no desenvolvimento sexual, no desejo sexual e na reprodução, os hormônios sexuais também têm papel importante na regulação do crescimento ósseo e muscular, nas respostas inflamatórias do organismo, no controle dos níveis de colesterol, na distribuição de gordura no corpo e até mesmo no crescimento do cabelo.

Ao longo da vida, é normal que os níveis dos hormônios sexuais variem, como durante a menstruação, ou no período da menopausa, por exemplo. O uso de algumas medicações e fatores ambientais também podem influenciar, por isso é imprescindível acompanhar o funcionamento hormonal com um ginecologista. 

 

Quais são e qual o papel dos hormônios sexuais femininos?

Os ovários e as glândulas suprarrenais são os principais produtores dos hormônios sexuais femininos: o estrogênio, a progesterona e a testosterona.

  • Estrogênio

Provavelmente você já ouviu falar dele, uma vez que é o hormônio sexual feminino mais conhecido. A maior parte do estrogênio no seu corpo é produzido pelos ovários, mas as glândulas suprarrenais e as células de gordura também têm uma pequena participação na produção. O estrogênio tem função fundamental no desenvolvimento reprodutivo e sexual, que inicia com a puberdade.

  • Progesterona

Importante regulador dos ciclos menstruais, a progesterona também é responsável por preparar o corpo para a gravidez. Este hormônio é produzido pelos ovários, pela glândula suprarrenal e também pela placenta. 

É normal os níveis de progesterona aumentarem durante a ovulação e durante a gravidez, por exemplo, mas quando a quantidade produzida é baixa, pode levar a uma menstruação irregular e dificuldade de engravidar. 

A baixa na progesterona também pode representar um risco maior de complicações no caso de uma gestação já em curso.

  • Testosterona

Mas testosterona não é um hormônio masculino? Sim, a testosterona é o principal hormônio sexual masculino, mas ela também está presente no corpo feminino, em menores quantidades. 

Ela tem participação na menstruação, na fertilidade e no desejo sexual. Além disso, também influencia na produção de glóbulos vermelhos, e produção de massa óssea. 

Hormônios sexuais: puberdade e menstruação

A puberdade feminina costuma começar entre os 8 os 13 anos, quando o corpo inicia um aumento na produção de estrogênio e progesterona. Isso provoca o desenvolvimento de características como o crescimento de pelos nas axilas, pernas e região pubiana; desenvolvimento das mamas; maior acúmulo de gordura na região dos quadris, coxas e nádegas; alargamento da pelve e quadris; aumento da oleosidade na pele e aumento de altura.

A primeira menstruação pode ocorrer entre os 8 e os 15 anos. O ciclo menstrual regular dura normalmente cerca de 28 dias, mas pode variar entre 24 e 38. Este ciclo é composto por três fases, que coincidem com as mudanças hormonais. O primeiro dia da menstruação representa o início de um novo ciclo. Durante este período, os níveis de estrogênio e progesterona estão baixos, o que pode influenciar na irritabilidade e nas alterações de humor.

A chamada fase folicular compreende o período de crescimento do folículo nos ovários, processo que origina o óvulo. Neste momento, os níveis de estrogênio vão crescendo aos poucos, o que estimula a liberação de endorfinas, que melhoram o humor e aumentam a energia. O estrogênio também é responsável por enriquecer o endométrio, preparando o útero para a gravidez.

Logo em seguida inicia a fase ovulatória, quando os níveis de estrogênio chegam ao pico, fazendo com que o óvulo seja liberado. Por sua vez, na fase lútea da menstruação, é quando o óvulo chega ao útero. O folículo que foi rompido para originar o óvulo libera progesterona, que também fortalece o endométrio. O óvulo se fixa na parede uterina e, se não fertilizado, faz com que os níveis de estrogênio e progesterona diminuam, o que marca a semana pré-menstrual. 

Quando o óvulo não fertilizado e o revestimento do útero deixam o corpo, na forma de menstruação, ocorre o fim de um ciclo e o início de um novo. 

 

Entender o funcionamento do ciclo menstrual é muito importante para a sua saúde. Clique aqui e confira um conteúdo sobre este assunto.

 

Hormônios sexuais na gravidez

Durante a gestação, o corpo da futura mamãe produz diversos hormônios. Inclusive, é o aumento do nível desses hormônios que produz alguns dos primeiros sintomas da gravidez, como náuseas e vômitos. 

A progesterona atua na construção de um colo do útero mais grosso e na formação do tampão mucoso. Além dela e do estrogênio, outros hormônios têm papel importante na gravidez, como a relaxina, que ajuda a evitar contrações do útero antes do parto; e o lactogênio placentário humano (HPL), que auxilia a regular o metabolismo da mãe e a nutrir o feto. 

Com o fim da gravidez, os hormônios voltam ao normal. Porém, quem amamenta pode sofrer uma queda no nível de estrogênio, o que acaba impedindo temporariamente a ocorrência de novas ovulações. 

 

Os hormônios sexuais na menopausa

A menopausa costuma ocorrer por volta dos 50 anos, quando a pessoa para de menstruar e não é mais possível engravidar. Chamamos de perimenopausa o período de transição que antecede a menopausa.  Este momento da vida é marcado por grandes alterações nos níveis hormonais, o que pode trazer diversos sintomas, como irregularidade no ciclo menstrual, secura vaginal, mudanças de humor, dificuldade para dormir, e as famosas ondas de calor. 

Descubra aqui como a nutrição pode ajudar a amenizar os sintomas da menopausa.

A perimenopausa pode durar de 2 a 8 anos. Consideramos que a menopausa chegou quando a pessoa passa um ano inteiro sem menstruar. A partir da menopausa, os ovários continuam a produzir estrogênio e progesterona, mas em quantidades muito menores. Os níveis baixos de estrogênio podem levar à redução do desejo sexual e à perda da densidade óssea, por isso, é importante estar alerta em relação à osteoporose. A alteração nos hormônios nesta fase da vida também pode aumentar os riscos de doenças cardíacas e acidente vascular cerebral (AVC).


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Durante a menopausa diversas coisas mudam no corpo da mulher e entre essas mudanças temos a saúde íntima na menopausa. Isso porque a queda de hormônios como o estrogênio e a progesterona afeta diretamente funções fundamentais do nosso corpo, como a saúde íntima. No artigo de hoje quero te ajudar a entender como a sua saúde íntima é afetada durante a menopausa, vamos juntas?

1. A sua lubrificação muda

A lubrificação vaginal é uma função fundamental para uma boa vida sexual, e nós já sabemos como isso é importante em todas as fases da vida da mulher, não é? Mas além disso, a lubrificação também tem função de manter a vagina saudável independente de existir excitação sexual ou não, já que a região vaginal é naturalmente úmida. Para eu te explicar melhor, vamos dar uma olhada na nossa amiguinha?

fonte: catraca livre

A nossa vagina possui dois conjuntos de glândulas que viabilizam nossa lubrificação: as glândulas de Skeene, as quais se localizam na entrada do útero e têm funções de manter a região úmida no dia a dia. Já as glândulas de Bartholin, as quais ficam bem no início do nosso canal vaginal, possuem funções maiores de lubrificação durante a excitação sexual. Durante a menopausa a saúde íntima sofre “cortes” na produção hormonal, diminuindo a atuação dessas glândulas, gerando a tão temida secura vaginal.

2. As coisas mudaram, mas nem tanto assim

Nós mulheres temos uma cultura muito forte em nos preocuparmos com a saúde da nossa vagina: diferente dos homens nós frequentamos médicos ginecologistas desde muito jovens. Esses cuidados básicos que aprendemos desde antes do início da vida sexual seguem valendo. A sua saúde íntima na menopausa depende dos cuidados básicos como manter o uso de camisinha em relações sexuais (porque camisinha não previne somente gravidez, não esqueçam meninas).

Além disso, mantenha sua região íntima higienizada. Aqui não é necessário fazer uso de produtos para “perfumar” a área como muitas vezes somos levadas a acreditar. Eu sempre diso que o ideal é você sempre optar por um sabonete neutro e ficar atenta aos sinais que sua vagina dá, como corrimentos, mudanças de textura ou sangramentos.

3. Facidez é normal

Nós somos acostumadas, desde jovens, a pensar que os corpos representados na mídia são os ideais, e isso se aplica a nossa vagina também. Por isso os padrões de juventude e de vaginas padronizadas podem nos levar a pensar que existe algo de errado com nossa saúde íntima na menopausa, já que nessa fase ocorre o fenômeno da flacidez.

A vagina é revestida pela nossa pele, e a pele está sujeita a perda de colágeno. Essa proteína tem sua produção diminuída durante a menopausa, o que deixa nossa pele mais fácida e enrrugada. E isso é normal!

Nenhuma vagina se mantem lisinha para sempre, não fique presa apenas à estética: está tudo bem, o envelhecimento vaginal faz parte da nossa vida, desprenda-se dos padrões.

A fase da menopausa ou climatério não precisa ser tratada com um tabu ou ignorada. É importante que nós normalizemos o momento de vida em que você se encontra é fundamental para se sentir mais feliz e tranquila.

Se você quiser saber mais sobre a menopausa, separei um vídeo lá no meu canal para conversarmos mais, vamos lá?

 


Dra. Patricia Bretz é Ginecologista, obstetra, especialista em Oncologia Ginecológica, Endometriose, Cirurgia minimamente invasiva, Implantes hormonais e Reprodução humana

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