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29/03/2022 Ciclo Menstrual

A boa prática de exercícios físicos pode ajudar no tratamento da endometriose e fazer toda a diferença no seu bem estar.  Aliás, você sabia que a endorfina liberada durante o exercício físico tem efeito vasodilatador e analgésico? Fica comigo até o fim dessa leitura para saber tudo sobre essa poderosa relação.

 

O tratamento de endometriose 

A endometriose é uma doença crônica e inflamatória que causa o crescimento errado do endométrio – o tecido que reveste o útero. O tratamento para essa doença é feito através da diminuição do estrogênio. Inclusive, a interrupção dos ciclos é uma alternativa e isso é feito através do uso de anticoncepcionais. Isso porque, com a interrupção do ciclo menstrual, o tecido endometrial para de crescer. 

Como você viu, esse tratamento é sempre medicamentoso, porém existem mais coisas que nós podemos fazer para aliviar e melhorar os resultados do tratamento. Uma delas é ter uma boa alimentação, focando principalmente em alimentos naturais com ação anti inflamatória. Além disso, os exercícios físicos podem fazer (quase) milagres para o seu tratamento.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DA ENDOMETRIOSE?

 

O papel do exercício físico no tratamento da endometriose

Naturalmente, praticar alguma atividade física é sempre muito bom para o seu corpo e também para a sua mente. Mas para pessoas com o diagnóstico de endometriose essa importância fica ainda maior. 

Esses benefícios acontecem porque, ao praticarmos exercícios, o nosso corpo responde com um aumento na taxa metabólica, produz um efeito analgésico – o que ajuda muito nos sintomas de dor – e ainda nos deixa mais dispostas! Também, você vai notar uma melhora geral na sua rotina, com mais energia, menor dor e maior qualidade de vida.

Pra te inspirar a começar a hoje a buscar uma vida mais saudável eu separei aqui um vídeo meu sobre como foi o meu começo na busca por uma vida mais saudável! É só dar clicar aqui Minha história buscando uma VIDA SAUDÁVEL 

Espero ter te ajudado a compreender como a prática de atividade física pode ser importante. Ainda mais para quem sofre com essa doença tão complicada. Até a próxima!

 


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24/03/2022 Ciclo Menstrual

As queixas de mulheres que sofrem de enxaqueca durante a menstruação são muitas! Mas se engana quem pensa que a enxaqueca é apenas uma dor de cabeça, existe uma diferença muito grande entre elas. Para você entender melhor sobre esse assunto, é só continuar a leitura.

Enxaqueca ou dor de cabeça?

O primeiro assunto que eu quero abordar é a diferença entre a enxaqueca e uma dor de cabeça (cefaléia). A dor de cabeça comum geralmente é um sintoma de algum outro problema que o seu corpo enfrenta. Por exemplo, você pode sentir dores de cabeça quando tem uma forte crise de rinite ou sinusite. Já a enxaqueca é uma doença em si, com dores mais fortes e constantes. Por isso, algumas mulheres desenvolvem enxaqueca durante a menstruação. 

 

 Enxaqueca durante a menstruação

Sobre ser normal ou não, primeiro você tem que ter certeza de que essa enxaqueca acontece somente durante a menstruação. Para isso, além de consultar o seu médico, você precisa se atentar a alguns fatores:

  • A enxaqueca é mais intensa que uma cefaléia sintomática
  • A enxaqueca ocorre somente durante a menstruação – nos períodos pré e prós ela deve ser apenas uma cefaléia normal
  • Você fica mais sensível a luz
  • A dor é latejante e em só um lado da cabeça

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É normal?

Embora sim, exista um grande número de mulheres que sofrem dessas dores recorrentes, isso não quer dizer que você possa negligenciar. Aqui é importante reforçar o que eu sempre digo: sentir dor nunca é normal.  A dor é uma manifestação de que você está com algum problema, por isso é sempre indispensável procurar atendimento especializado. 

A enxaqueca pode acabar atrapalhando muito a sua vida, ainda mais em um período que já é mais complicado, como durante a menstruação. Isso porque você provavelmente irá produzir menos, terá menos disposição, tenderá a ficar mais irritada e estressada. Ou seja, a sua qualidade de vida pode cair.  O ideal é você conversar sobre a enxaqueca com a sua ginecologista de confiança e buscar o melhor tratamento. Se você quiser agendar uma consulta para conversarmos sobre isso, é só clicar aqui. Assim você terá um atendimento personalizado e integral, inclusive eu tenho um artigo aqui no blog especial explicando como funciona essa atendimento

Espero ter ajudado! 


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Você sabe como funcionam os métodos contraceptivos não-hormonais? Existem diversos contraceptivos que atuam sem a presença de hormônios e se destacam como alternativas para quem quer parar de utilizar a pílula ou não pode fazer uso de métodos hormonais. 

No artigo a seguir vou falar um pouco sobre quais são os métodos contraceptivos não-hormonais, como eles funcionam e o que você deve considerar para escolher o seu. Boa leitura!

 

Contraceptivos hormonais x métodos contraceptivos não-hormonais

Quando falamos em contraceptivos, provavelmente a primeira coisa que vem à sua cabeça é a pílula anticoncepcional. Ela foi inventada na década de 1960 e, além de representar um grande avanço para os direitos reprodutivos das mulheres, é até hoje um dos contraceptivos mais utilizados no mundo.  

A pílula é um método hormonal, ou seja, utiliza uma combinação de hormônios para controlar ou interromper o processo de ovulação, o que evita a gravidez. A exemplo da pílula, outros métodos contraceptivos que utilizam hormônios são o contraceptivo injetável, o anel vaginal, o adesivo cutâneo e o implante contraceptivo. 

Mas é importante lembrar: os contraceptivos hormonais não previnem doenças sexualmente transmissíveis!

Apesar da popularidade, os contraceptivos hormonais podem apresentar efeitos colaterais. E muitos deles podem até ser prejudiciais para a saúde se o contraceptivo for utilizado por um longo período. Além disso, os métodos hormonais não são indicados para pessoas com histórico de doenças como câncer, pressão alta, coágulos sanguíneos e derrame, entre outras complicações de saúde.

Como alternativa a estes anticoncepcionais, existem diversas opções de métodos contraceptivos não-hormonais, sobre os quais vou falar mais no tópico abaixo. 

 

Você sabe qual é o papel dos hormônios na libido? Clique aqui para descobrir como funciona essa relação. 

 

Métodos contraceptivos não-hormonais: os métodos de barreira

Podemos dividir os métodos contraceptivos não-hormonais em duas categorias: os métodos de barreira e os métodos naturais, ou comportamentais. Os contraceptivos não-hormonais considerados métodos de barreira funcionam ao impedir a passagem do esperma. Veja a seguir outros exemplos:

  • Preservativos masculino e feminino

É o método de barreira mais popular e também o mais eficaz. A camisinha masculina, assim como a versão feminina, não apenas impedem a passagem do esperma, mas também são os únicos métodos contraceptivos que impedem a transmissão de DSTs.

  • DIU

O Dispositivo Intra Uterino (DIU) consiste em um pequeno aparelho que é inserido dentro do útero. O DIU apresenta uma versão hormonal, mas os DIUs de cobre e de prata não possuem hormônios e funcionam como métodos de barreira. Porém, esse é um contraceptivo que só pode ser indicado e implantado por um médico ginecologista, uma vez que apresenta restrições e precisa estar bem posicionado para garantir a eficácia. 

  • Diafragma e espermicidas

O diafragma é um método contraceptivo não-hormonal constituído por uma membrana de silicone em formato de cúpula que é coberta por um anel flexível. Existem diversos tamanhos de diafragmas, que funcionam ao inseridos na vagina antes da relação sexual. É recomendado que seja utilizado em conjunto com o espermicida, que são substâncias químicas em forma de creme, geléia, comprimido, espumas ou tabletes e devem ser introduzidos na vagina cerca de 15 minutos antes da relação sexual. Os espermicidas não têm grande eficácia quando utilizados de forma isolada, por isso, devem estar associados a outros métodos, como o diafragma. 

 

Métodos contraceptivos não-hormonais: métodos naturais ou comportamentais

Por sua vez, os métodos contraceptivos não-hormonais comportamentais necessitam de muita disciplina e possuem uma eficácia menor quando comparados aos métodos contraceptivos não-hormonais de barreira. Confira alguns exemplos:

  • Tabelinha

Mais ou menos na metade do ciclo ocorre o dia mais fértil do período menstrual. Ou seja, quem menstrua a cada 28 dias tem o 14º dia como o dia mais fértil. O método da tabelinha consiste em identificar o dia mais fértil e evitar relações sexuais três dias antes e três dias depois desta data. Porém, é um método bastante falho, principalmente para quem tem um ciclo menstrual irregular. 

Você sabe como funciona o seu ciclo menstrual? Descubra clicando aqui

 

  • Temperatura basal

Após o período fértil, a temperatura do corpo sobre entre 0,3ºC e 0,8ºC. Sendo assim, este método consiste em medir a temperatura para saber se é ou não um período de maior risco de gravidez. Porém, a temperatura corporal pode variar por diversos motivos externos, como o clima ou alguma complicação de saúde, o que torna o método pouco eficiente. 

 

Quer saber mais sobre os métodos contraceptivos não-hormonais? Então assista o vídeo a seguir! Nele vou explicar mais sobre os métodos que já citei aqui no artigo e também sobre as opções cirúrgicas, como a laqueadura.

 

Espero que este artigo tenha lhe ajudado a compreender o que são e como funcionam alguns dos métodos contraceptivos não-hormonais. Se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

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Até o próximo artigo!

 

 


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Você também não sabe a diferença entre climatério e menopausa? E você sabia que o climatério tem três fases, com características distintas? 

Se a sua resposta para estas duas perguntas foi sim, meus parabéns! Mas se você respondeu não a um destes questionamentos, não precisa se preocupar. Assim como você, muitas pessoas desconhecem a forma como o seu organismo funciona e os ciclos pelos quais ele passa ao longo da vida.

Por isso, preparei este artigo para responder a estas duas dúvidas e ajudar você a conhecer melhor o seu corpo e aprender como cuidar dele com carinho e responsabilidade. Boa leitura!

 

Climatério e menopausa: qual a diferença?

Apesar de muita gente achar que são sinônimos, climatério e menopausa são duas coisas bem diferentes. O climatério é o período de transição entre a fase reprodutiva e a fase não reprodutiva da vida da mulher. Inclusive, muitas literaturas médicas substituem o termo climatério e denominam esta fase da vida como “transição menopausal”. 

Desta forma, ele costuma iniciar a partir dos 45 anos e é o momento em que ocorrem os famosos sintomas normalmente atribuídos à menopausa, como as alterações de humor e os fogachos, que são as ondas de calor. 

Por sua vez, a menopausa é o nome dado a uma das fases do climatério e é sinalizada pela última menstruação, que funciona como um marco oficial do fim da idade reprodutiva. 

O que costuma confundir muitas pessoas é que, durante o climatério, é comum que a menstruação ocorra de forma mais espaçada. Ou seja, o ciclo menstrual se torna irregular e você pode ficar meses sem menstruar. 

 

O climatério e suas 3 fases

Agora que você já sabe a diferença entre climatério e menopausa, vamos falar sobre as diferenças entra as três fases do climatério: a perimenopausa, a menopausa e a pós-menopausa. 

  • A perimenopausa

A perimenopausa é a primeira etapa do climatério e antecede a menopausa. É nesta fase que iniciam as mudanças hormonais e biológicas características deste período. 

Para você compreender melhor, é na perimenopausa que começa uma diminuição gradual da quantidade de estrogênio produzido pelos ovários, por exemplo. E é a diminuição do nível deste hormônio que provoca sintomas como a irregularidade da menstruação. 

Com o passar do tempo, a quantidade menor de estrogênio também será responsável pelo surgimento de outros sintomas comuns do período de climatério e menopausa, como as ondas de calor, ganho de peso, alterações de humor, insônia, ressecamento vaginal e queda na libido. 

Não existe uma idade fixa para o início da perimenopausa, mas os primeiros sinais costumam aparecer por volta dos 40 anos. A perimenopausa dura cerca de quatro anos, mas, para algumas mulheres, esta etapa do climatério pode durar meses ou persistir por até dez anos. 

 

  • Menopausa

A menopausa é o marco oficial do fim da fase reprodutiva e se confirma quando ocorrem 12 meses consecutivos sem a presença de menstruação. Nesta fase ocorre o fim da atividade folicular ovariana, ou seja, os ovários produzem uma quantidade tão pequena de estrogênio que a liberação dos óvulos não ocorre mais. 

Só quem pode confirmar a chegada da menopausa é um médico ginecologista. Para isso, ele utiliza de exames clínicos e uma avaliação individual da saúde da paciente. Clique aqui e saiba como funciona esse diagnóstico.

Também não existe uma idade única para a chegada da menopausa. O mais comum é por volta dos 50 anos, mas algumas pessoas podem passar por este estágio mais cedo em função de fatores como histórico familiar de menopausa precoce, ter realizado a remoção do útero, ou ter passado por tratamento contra o câncer. 

A chegada da menopausa não precisa ser sinônimo de sofrimento, como muita gente pensa. Na verdade, é uma fase bastante significativa e pode ser vivida com toda energia e prazer. Clique aqui e saiba quais hábitos ajudam a melhorar a libido na menopausa. 

 

  • Pós-menopausa

Poucas pessoas sabem, mas o climatério não termina na menopausa. Isso porque, no período pós-menopausa, sintomas como as ondas de calor, as alterações de humor, ganho de peso, queda na libido e ressecamento vagina permancem. Inclusive, estes sintomas podem se intensificar nesta fase e algumas pessoas podem senti-los por até dez anos após a menopausa.

Desta forma, é fundamental manter uma rotina saudável durante todo este período, uma vez que várias complicações de saúde estão associadas à pós-menopausa. Um exemplo é a osteoporose, causada pela diminuição da densidade mineral e óssea que ocorre pela deficiência de estrogênio. 

Entender como funcionam as três fases do climatério é bastante importante para amenizar estes sintomas e garantir mais saúde e qualidade de vida ao envelhecer. 

 

Espero que este artigo tenha lhe ajudado a compreender melhor como funcionam o climatério e menopausa. Se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

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Até o próximo artigo!


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Você com certeza já ouviu falar deles, mas sabe qual é o papel dos hormônios sexuais no seu corpo? Neste artigo quero te ajudar a compreender o que são estes hormônios, de que forma eles atuam no seu corpo e como influenciam na sua saúde e na sua vida. Vem comigo?

Hormônios sexuais: o que é isso?

Os hormônios sexuais atuam como mensageiros químicos no seu corpo. Eles são produzidos e liberados na corrente sanguínea pelas glândulas suprarrenais, e pelas gônadas, órgãos que produzem as células sexuais (gametas), como os ovários e os testículos. 

Além de influenciar na puberdade, no desenvolvimento sexual, no desejo sexual e na reprodução, os hormônios sexuais também têm papel importante na regulação do crescimento ósseo e muscular, nas respostas inflamatórias do organismo, no controle dos níveis de colesterol, na distribuição de gordura no corpo e até mesmo no crescimento do cabelo.

Ao longo da vida, é normal que os níveis dos hormônios sexuais variem, como durante a menstruação, ou no período da menopausa, por exemplo. O uso de algumas medicações e fatores ambientais também podem influenciar, por isso é imprescindível acompanhar o funcionamento hormonal com um ginecologista. 

 

Quais são e qual o papel dos hormônios sexuais femininos?

Os ovários e as glândulas suprarrenais são os principais produtores dos hormônios sexuais femininos: o estrogênio, a progesterona e a testosterona.

  • Estrogênio

Provavelmente você já ouviu falar dele, uma vez que é o hormônio sexual feminino mais conhecido. A maior parte do estrogênio no seu corpo é produzido pelos ovários, mas as glândulas suprarrenais e as células de gordura também têm uma pequena participação na produção. O estrogênio tem função fundamental no desenvolvimento reprodutivo e sexual, que inicia com a puberdade.

  • Progesterona

Importante regulador dos ciclos menstruais, a progesterona também é responsável por preparar o corpo para a gravidez. Este hormônio é produzido pelos ovários, pela glândula suprarrenal e também pela placenta. 

É normal os níveis de progesterona aumentarem durante a ovulação e durante a gravidez, por exemplo, mas quando a quantidade produzida é baixa, pode levar a uma menstruação irregular e dificuldade de engravidar. 

A baixa na progesterona também pode representar um risco maior de complicações no caso de uma gestação já em curso.

  • Testosterona

Mas testosterona não é um hormônio masculino? Sim, a testosterona é o principal hormônio sexual masculino, mas ela também está presente no corpo feminino, em menores quantidades. 

Ela tem participação na menstruação, na fertilidade e no desejo sexual. Além disso, também influencia na produção de glóbulos vermelhos, e produção de massa óssea. 

Hormônios sexuais: puberdade e menstruação

A puberdade feminina costuma começar entre os 8 os 13 anos, quando o corpo inicia um aumento na produção de estrogênio e progesterona. Isso provoca o desenvolvimento de características como o crescimento de pelos nas axilas, pernas e região pubiana; desenvolvimento das mamas; maior acúmulo de gordura na região dos quadris, coxas e nádegas; alargamento da pelve e quadris; aumento da oleosidade na pele e aumento de altura.

A primeira menstruação pode ocorrer entre os 8 e os 15 anos. O ciclo menstrual regular dura normalmente cerca de 28 dias, mas pode variar entre 24 e 38. Este ciclo é composto por três fases, que coincidem com as mudanças hormonais. O primeiro dia da menstruação representa o início de um novo ciclo. Durante este período, os níveis de estrogênio e progesterona estão baixos, o que pode influenciar na irritabilidade e nas alterações de humor.

A chamada fase folicular compreende o período de crescimento do folículo nos ovários, processo que origina o óvulo. Neste momento, os níveis de estrogênio vão crescendo aos poucos, o que estimula a liberação de endorfinas, que melhoram o humor e aumentam a energia. O estrogênio também é responsável por enriquecer o endométrio, preparando o útero para a gravidez.

Logo em seguida inicia a fase ovulatória, quando os níveis de estrogênio chegam ao pico, fazendo com que o óvulo seja liberado. Por sua vez, na fase lútea da menstruação, é quando o óvulo chega ao útero. O folículo que foi rompido para originar o óvulo libera progesterona, que também fortalece o endométrio. O óvulo se fixa na parede uterina e, se não fertilizado, faz com que os níveis de estrogênio e progesterona diminuam, o que marca a semana pré-menstrual. 

Quando o óvulo não fertilizado e o revestimento do útero deixam o corpo, na forma de menstruação, ocorre o fim de um ciclo e o início de um novo. 

 

Entender o funcionamento do ciclo menstrual é muito importante para a sua saúde. Clique aqui e confira um conteúdo sobre este assunto.

 

Hormônios sexuais na gravidez

Durante a gestação, o corpo da futura mamãe produz diversos hormônios. Inclusive, é o aumento do nível desses hormônios que produz alguns dos primeiros sintomas da gravidez, como náuseas e vômitos. 

A progesterona atua na construção de um colo do útero mais grosso e na formação do tampão mucoso. Além dela e do estrogênio, outros hormônios têm papel importante na gravidez, como a relaxina, que ajuda a evitar contrações do útero antes do parto; e o lactogênio placentário humano (HPL), que auxilia a regular o metabolismo da mãe e a nutrir o feto. 

Com o fim da gravidez, os hormônios voltam ao normal. Porém, quem amamenta pode sofrer uma queda no nível de estrogênio, o que acaba impedindo temporariamente a ocorrência de novas ovulações. 

 

Os hormônios sexuais na menopausa

A menopausa costuma ocorrer por volta dos 50 anos, quando a pessoa para de menstruar e não é mais possível engravidar. Chamamos de perimenopausa o período de transição que antecede a menopausa.  Este momento da vida é marcado por grandes alterações nos níveis hormonais, o que pode trazer diversos sintomas, como irregularidade no ciclo menstrual, secura vaginal, mudanças de humor, dificuldade para dormir, e as famosas ondas de calor. 

Descubra aqui como a nutrição pode ajudar a amenizar os sintomas da menopausa.

A perimenopausa pode durar de 2 a 8 anos. Consideramos que a menopausa chegou quando a pessoa passa um ano inteiro sem menstruar. A partir da menopausa, os ovários continuam a produzir estrogênio e progesterona, mas em quantidades muito menores. Os níveis baixos de estrogênio podem levar à redução do desejo sexual e à perda da densidade óssea, por isso, é importante estar alerta em relação à osteoporose. A alteração nos hormônios nesta fase da vida também pode aumentar os riscos de doenças cardíacas e acidente vascular cerebral (AVC).


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18/03/2021 Ciclo Menstrual

A menstruação é o sangramento vaginal que ocorre a cada mês nas mulheres. Também conhecido como ciclo menstrual, ele tem um papel muito importante para a saúde feminina.

 

O sangue menstrual é composto de sangue e tecido que se desprende a cada mês do revestimento do útero. Ele flui através de uma pequena abertura no colo do útero e sai do corpo pela vagina. A maioria dos períodos dura de três a cinco dias.

 

Compreender como funciona o ciclo menstrual, a importância de cada fase, e porque, de fato, ele ocorre, é fundamental para a mulher. E é sobre isso que abordo no artigo abaixo. Vamos lá?

 

O que é o ciclo menstrual?

A menstruação faz parte do ciclo menstrual e ajuda o corpo a se preparar para a possibilidade de gravidez. 

 

O primeiro dia do ciclo é o primeiro dia em que ocorre o sangramento. O ciclo menstrual médio é de 28 dias. No entanto, um ciclo pode variar de 23 a 35 dias.

 

Os hormônios aumentam e diminuem durante o ciclo. Por exemplo, entre esses hormônios estão o estrogênio e a progesterona, produzidos nos ovários, além do hormônio folículo-estimulante, ou hormônio luteinizante, produzido pela hipófise.

 

O que acontece durante o ciclo menstrual?

Em primeiro lugar, no início do ciclo menstrual, seus níveis de estrogênio aumentam e fazem o revestimento do útero crescer e engrossar. Em resposta ao hormônio folículo-estimulante, um óvulo em um dos ovários começa a amadurecer. 

 

Dessa maneira, por volta do 14º dia do seu ciclo, em resposta a um pico de hormônio luteinizante, o óvulo deixa o ovário. Isso é chamado de ovulação.

 

Como resultado, na segunda metade do ciclo menstrual, o óvulo começa a viajar pela trompa de Falópio até o útero. Os níveis de progesterona aumentam e ajudam a preparar o revestimento uterino para a gravidez. 

 

Se o óvulo for fertilizado por um espermatozoide e se prender à parede uterina, você ficará grávida. Mas se o óvulo não for fertilizado, ele se dissolve ou é absorvido pelo corpo. 

 

Porém, se a gravidez não ocorrer, os níveis de estrogênio e progesterona caem e o revestimento espesso do útero é eliminado durante o período menstrual.

 

Leia também::: Qual é a importância da microbiota vaginal?

 

Sangue menstrual

Durante o período menstrual, o revestimento uterino espessado e o sangue extra são derramados pelo canal vaginal. A menstruação de uma mulher pode não ser igual a cada mês e pode não ser igual à menstruação de outras mulheres. 

 

As menstruações podem ser leves, moderadas ou intensas, e a duração da menstruação também varia. Enquanto a maioria dos períodos menstruais duram de três a cinco dias, qualquer lugar de dois a sete dias é considerado normal.

 

Nos primeiros anos após o início da menstruação, os períodos podem ser muito irregulares. Eles também podem se tornar irregulares em mulheres que se aproximam da menopausa. 

 

Dessa forma, as mulheres podem ter vários tipos de problemas com a menstruação, incluindo dor, sangramento intenso e menstruação interrompida. As possíveis causas são variadas:

 

Amenorreia

Este termo é usado para descrever a ausência de menstruação aos 16 anos ou a ausência de menstruação em mulheres que costumavam menstruar regularmente. 

 

Por exemplo, as causas da amenorreia incluem gravidez, amamentação e extrema perda de peso causada por doenças graves, distúrbios alimentares, exercícios excessivos ou estresse. 

 

Problemas hormonais (envolvendo a hipófise, tireoide, ovário ou glândulas supra-renais) ou problemas com os órgãos reprodutivos podem estar envolvidos.

 

Dismenorreia

Ela se manifesta como dor durante a menstruação, incluindo cólicas menstruais severas.  Um hormônio chamado prostaglandina é responsável pelos sintomas. Às vezes, uma doença ou condição, como miomas uterinos ou endometriose, causa a dor. 

 

Sangramento Uterino Anormal

Como você sabe que seu sangramento é anormal? A princípio, esteja atenta a sangramentos extremamente intensos, períodos incomumente longos (também chamados de menorragia), períodos que se aproximam demais e  sangramento entre os ciclos menstruais. 

 

Por exemplo, em adolescentes e mulheres que se aproximam da menopausa, os desequilíbrios hormonais costumam causar menorragia e ciclos irregulares. 

 

Outras causas de sangramento anormal incluem miomas uterinos e pólipos. 

 

A idade em que uma garota começa a menstruar

Menarca é outro nome para o início da menstruação. A idade média em que uma menina começa a menstruar é 12 anos. 

 

No entanto, isso não significa que todas as meninas começam com a mesma idade. Ou seja, uma menina pode começar a menstruar a qualquer momento entre as idades de 8 e 16 anos. 

 

Além disso, a menstruação não ocorrerá até que todas as partes do sistema reprodutor da menina tenham amadurecido e estejam funcionando juntas.

 

Quanto tempo uma mulher tem ciclos menstruais?

As mulheres geralmente continuam menstruando até a menopausa. A menopausa ocorre por volta dos 51 anos. Isso significa que você não está mais ovulando (produzindo óvulos). Portanto, não pode mais engravidar.

 

Afinal, como a menstruação, a menopausa pode variar de mulher para mulher e pode levar vários anos para ocorrer. 

 

Algumas mulheres têm menopausa precoce por causa de cirurgia ou outros tipos de tratamento, ou até por doença.

 

Cada mulher é única

Como é possível perceber, o corpo humano é fantástico e o ciclo menstrual é uma prova disso. Mas cada momento é importante, e tem um significado enorme dentro do contexto geral da sua saúde.

 

Portanto, caso perceba qualquer alteração com seu ciclo menstrual, seja atrasos, ciclos muito curtos, excesso de sangue menstrual, dor, entre outros, procure seu médico ginecologista. Ele saberá identificar a causa por meio de exames e indicar o tratamento mais adequado.

 

Espero ter ajudado você a compreender seu ciclo menstrual, e como ele é importante para a saúde feminina. E para uma vida mais saudável, indico o vídeo que gravei para meu canal no Youtube. É só dar o play abaixo!

 


Dra. Patricia Bretz é Ginecologista, obstetra, especialista em Oncologia Ginecológica, Endometriose, Cirurgia minimamente invasiva, Implantes hormonais e Reprodução humana

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