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Você também não sabe a diferença entre climatério e menopausa? E você sabia que o climatério tem três fases, com características distintas? 

Se a sua resposta para estas duas perguntas foi sim, meus parabéns! Mas se você respondeu não a um destes questionamentos, não precisa se preocupar. Assim como você, muitas pessoas desconhecem a forma como o seu organismo funciona e os ciclos pelos quais ele passa ao longo da vida.

Por isso, preparei este artigo para responder a estas duas dúvidas e ajudar você a conhecer melhor o seu corpo e aprender como cuidar dele com carinho e responsabilidade. Boa leitura!

 

Climatério e menopausa: qual a diferença?

Apesar de muita gente achar que são sinônimos, climatério e menopausa são duas coisas bem diferentes. O climatério é o período de transição entre a fase reprodutiva e a fase não reprodutiva da vida da mulher. Inclusive, muitas literaturas médicas substituem o termo climatério e denominam esta fase da vida como “transição menopausal”. 

Desta forma, ele costuma iniciar a partir dos 45 anos e é o momento em que ocorrem os famosos sintomas normalmente atribuídos à menopausa, como as alterações de humor e os fogachos, que são as ondas de calor. 

Por sua vez, a menopausa é o nome dado a uma das fases do climatério e é sinalizada pela última menstruação, que funciona como um marco oficial do fim da idade reprodutiva. 

O que costuma confundir muitas pessoas é que, durante o climatério, é comum que a menstruação ocorra de forma mais espaçada. Ou seja, o ciclo menstrual se torna irregular e você pode ficar meses sem menstruar. 

 

O climatério e suas 3 fases

Agora que você já sabe a diferença entre climatério e menopausa, vamos falar sobre as diferenças entra as três fases do climatério: a perimenopausa, a menopausa e a pós-menopausa. 

  • A perimenopausa

A perimenopausa é a primeira etapa do climatério e antecede a menopausa. É nesta fase que iniciam as mudanças hormonais e biológicas características deste período. 

Para você compreender melhor, é na perimenopausa que começa uma diminuição gradual da quantidade de estrogênio produzido pelos ovários, por exemplo. E é a diminuição do nível deste hormônio que provoca sintomas como a irregularidade da menstruação. 

Com o passar do tempo, a quantidade menor de estrogênio também será responsável pelo surgimento de outros sintomas comuns do período de climatério e menopausa, como as ondas de calor, ganho de peso, alterações de humor, insônia, ressecamento vaginal e queda na libido. 

Não existe uma idade fixa para o início da perimenopausa, mas os primeiros sinais costumam aparecer por volta dos 40 anos. A perimenopausa dura cerca de quatro anos, mas, para algumas mulheres, esta etapa do climatério pode durar meses ou persistir por até dez anos. 

 

  • Menopausa

A menopausa é o marco oficial do fim da fase reprodutiva e se confirma quando ocorrem 12 meses consecutivos sem a presença de menstruação. Nesta fase ocorre o fim da atividade folicular ovariana, ou seja, os ovários produzem uma quantidade tão pequena de estrogênio que a liberação dos óvulos não ocorre mais. 

Só quem pode confirmar a chegada da menopausa é um médico ginecologista. Para isso, ele utiliza de exames clínicos e uma avaliação individual da saúde da paciente. Clique aqui e saiba como funciona esse diagnóstico.

Também não existe uma idade única para a chegada da menopausa. O mais comum é por volta dos 50 anos, mas algumas pessoas podem passar por este estágio mais cedo em função de fatores como histórico familiar de menopausa precoce, ter realizado a remoção do útero, ou ter passado por tratamento contra o câncer. 

A chegada da menopausa não precisa ser sinônimo de sofrimento, como muita gente pensa. Na verdade, é uma fase bastante significativa e pode ser vivida com toda energia e prazer. Clique aqui e saiba quais hábitos ajudam a melhorar a libido na menopausa. 

 

  • Pós-menopausa

Poucas pessoas sabem, mas o climatério não termina na menopausa. Isso porque, no período pós-menopausa, sintomas como as ondas de calor, as alterações de humor, ganho de peso, queda na libido e ressecamento vagina permancem. Inclusive, estes sintomas podem se intensificar nesta fase e algumas pessoas podem senti-los por até dez anos após a menopausa.

Desta forma, é fundamental manter uma rotina saudável durante todo este período, uma vez que várias complicações de saúde estão associadas à pós-menopausa. Um exemplo é a osteoporose, causada pela diminuição da densidade mineral e óssea que ocorre pela deficiência de estrogênio. 

Entender como funcionam as três fases do climatério é bastante importante para amenizar estes sintomas e garantir mais saúde e qualidade de vida ao envelhecer. 

 

Espero que este artigo tenha lhe ajudado a compreender melhor como funcionam o climatério e menopausa. Se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

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Até o próximo artigo!


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A menopausa é uma fase muito significativa na vida das mulheres. Embora seja inevitável, infelizmente esse ainda é um momento cercado de tabus. Por isso, muitas mulheres têm pouco conhecimento sobre o assunto e, com a chegada da maturidade, chega também a dúvida: será que o que estou sentindo é sintoma da menopausa? Só quem pode determinar isso é um médico ginecologista, a partir de uma avaliação e de alguns exames. Preparei o artigo a seguir para responder suas dúvidas sobre climatério e menopausa, além de explicar um pouco sobre os exames que costumam ser solicitados para este diagnóstico. 

 

Qual a diferença entre climatério e menopausa?

Vamos começar com uma dúvida bastante frequente entre as mulheres: afinal, qual a diferença entre climatério e menopausa? Muita gente confunde os dois e, apesar de estarem diretamente ligados, são coisas bem diferentes.

Chamamos de menopausa a última menstruação. Ele ocorre durante o climatério, que é o período onde aparecem os famosos sintomas atribuídos à menopausa, como as ondas de calor e as alterações de humor. 

Ou seja: o climatério é o período de transição entre a vida reprodutiva e a vida não reprodutiva da mulher. A menopausa marca o fim da vida reprodutiva. 

Porém, durante o climatério, é comum que a menstruação ocorra de forma mais espaçada, ou seja, falhe em alguns meses. Desta forma, a menopausa só pode ser considerada após 12 meses sem menstruar. 

 

Climatério e menopausa: como saber se cheguei lá?

A maioria das mulheres entra na fase do climatério quando chega na faixa etária entre os 40 e os 50 anos. Como cada corpo é único, esse momento será bastante particular para cada mulher e não é possível generalizar os sintomas. Porém, existem aqueles que são mais comuns e conhecidos, como:

  • Ondas de calor;
  • Irregularidade menstrual
  • Alteração no humor;
  • Baixa libido.

Ao sentir algum destes sintomas dentro da faixa etária considerada, é bastante importante procurar um médico ginecologista para fazer uma avaliação. Através de alguns exames será possível determinar se são sinais da chegada do climatério ou de alguma outra complicação.

 

Você sabia que o consumo em excesso de açúcar pode impactar na íntima da mulher? Clique aqui para saber mais sobre isso.

 

Além disso, há mulheres que entram no climatério um pouco antes do esperado. Por isso, mesmo que você não tenha sintomas ginecológicos, é sempre importante manter um acompanhamento com o seu ginecologista. Assim, é possível não apenas detectar doenças em fase inicial e, por consequência, tratar com mais facilidade, como também se preparar melhor para a chegada da menopausa. 

 

Exames realizados para detectar a chegada da menopausa

Você chegou à maturidade, sentiu alguns sintomas e ficou na dúvida se realmente está no climatério. O primeiro passo é procurar o seu ginecologista que, além de uma avaliação, irá solicitar alguns exames de sangue. São exemplos:

FSH: este exame mede a taxa do hormônio folículo-estimulante, um hormônio relacionado à fertilidade, que tem como função promover a maturação dos óvulos. Os valores do FSH variam conforme o período do ciclo menstrual e a idade da paciente, mas níveis muito elevados podem indicar a diminuição da função dos ovários. 

LH: outro hormônio que atua na ovulação e na produção da progesterona, que está associada à fertilidade. Os níveis do LH também mudam conforme o período do ciclo menstrual, mas valores muito elevados podem ser considerados um indicativo da chegada da menopausa. 

Cortisol: o cortisol é produzido pelo organismo com o objetivo de ajudar no controle do estresse. Quando o nível deste hormônio fica elevado, pode alterar o ciclo menstrual ao desregular outros hormônios, afetando a menstruação. Desta forma, investigar os níveis de cortisol serve para verificar se a irregularidade na menstruação é sinal de menopausa ou é consequência de alterações hormonais causadas pelo estresse. 

Prolactina: responsável pela produção de leite durante a gestação e amamentação, a prolactina também atua, aliada a outros hormônios, na ovulação e na menstruação. Desta forma, altos níveis de prolactina no sangue fora da gravidez ou do período de amamentação podem contribuir para o surgimento de sintomas da menopausa. 

hCG: este hormônio é produzido durante a gravidez e tem como função manter a gestação saudável ao evitar a descamação do endométrio, fenômeno que ocorre durante a menstruação. O hCG pode ser medido pelo sangue ou através da urina, e serve para identificar se um sintoma como a falta da menstruação é sinal de gravidez ou da menopausa. 

 

Espero que este artigo tenha ajudado a compreender a diferença entre climatério e menstruação, e como é possível identificar se você chegou nesta fase da vida.

Lembre-se: a menopausa não é nenhum bicho papão! Ela traz muitas mudanças para o corpo e para a rotina da mulher, mas não precisa ser sinônimo de sofrimento. Com acompanhamento médico e alguns cuidados, é possível viver a menopausa com leveza e qualidade de vida.

Um exemplo de tratamento muito eficiente para amenizar os sintomas da menopausa é a reposição hormonal. Clique aqui para saber tudo sobre esta terapia! 

E se você quer saber mais sobre menopausa e envelhecimento saudável, entre em contato comigo por aqui.

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Até o próximo artigo!


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Os hormônios são como o combustível que rege o nosso corpo. Por isso, a  reposição hormonal pode ser uma grande aliada das mulheres que buscam amenizar os sintomas da menopausa, e que querem envelhecer com mais saúde e qualidade de vida. 

Mas atenção! Antes de iniciar a reposição de hormônios, é preciso considerar uma série de fatores. No artigo a seguir explico um pouco sobre como funciona este tratamento, quais os seus benefícios e para quem é indicado.

 

Reposição hormonal: entenda como funciona

A chegada da menopausa traz grandes mudanças na vida da mulher. Os sintomas, além de gerar desconforto, também afetam a saúde física, o emocional e a autoestima. 

Muitos destes sintomas são resultados da diminuição da produção natural de hormônios pelo corpo da mulher nesta fase da vida. Por isso, a reposição hormonal se destaca como uma alternativa não só para melhorar a saúde, mas também para garantir uma menopausa mais tranquila e com mais qualidade de vida. 

Além disso, esta terapia também pode ajudar mulheres que sofrem com doenças ginecológicas, como a endometriose, ou que têm um ciclo menstrual difícil. Vou falar um pouco mais sobre isso a seguir.

Existem diversas formas de realizar a reposição hormonal, que pode ser feita por via oral ou por meio de implantes subcutâneos, por exemplo. O tratamento também pode incluir hormônios como estrogênio, progesterona, gestrinona, estradiol e levonorgestrel. 

O tipo de hormônio, a dosagem e o tempo de tratamento só podem ser determinados por um médico ginecologista, após uma avaliação criteriosa de cada caso. A seguir, deixo um vídeo que preparei para explicar de forma bem didática como a reposição hormonal funciona. Confira!

 

Você sabe qual o papel dos hormônios na libido feminina? Clique aqui e descubra.

 

Alguns benefícios da reposição hormonal

  • Ajuda a amenizar as ondas de calor do climatério; 
  • Melhora a qualidade para o sono;
  • Para as mulheres passando pela menopausa, a reposição auxilia na prevenção da perda de massa óssea, que pode levar à osteoporose;
  • Também ajuda na perda da massa muscular comum durante a menopausa;
  • Melhora a lubrificação vaginal, que costuma ficar comprometida durante a menopausa;
  • Pode ajudar na libido feminina, que também é impactada pela chegada da menopausa;
  • Suaviza sintomas da TPM;
  • Ameniza as cólicas intensas e o fluxo menstrual excessivo.

Quando é hora de fazer reposição hormonal?

Apesar de trazer muitos benefícios, a reposição hormonal não é indicada para todas as mulheres. Desta forma, só quem poderá orientar o uso desta terapia é um médico ginecologista, após a avaliação da paciente.

A reposição hormonal é normalmente indicada para mulheres que sofrem com doenças ginecológicas, como a endometriose, ou que tenham sintomas muito acentuados durante o ciclo menstrual, como cólicas muito fortes e fluxo intenso.

Além disso, a reposição hormonal costuma ser uma orientação para mulheres que estão passando pela menopausa. Isso porque a reposição auxilia na regulação de uma série de sintomas comuns nesta fase da vida. 

Por exemplo, a reposição hormonal ajuda a diminuir os fogachos e a sudorese noturna. Estes são alguns dos sintomas mais comuns da menopausa, e costumam atingir cerca de 70% das mulheres. Além de gerar grande desconforto, prejudicam o sono, a produtividade e a qualidade de vida da mulher. 

A reposição de hormônios também ajuda na manutenção da saúde cognitiva e atua também em outros fatores que são influenciados pela diminuição da produção natural de hormônios, como a perda de massa óssea e muscular, a qualidade do sono, as alterações de humor, a lubrificação vaginal, a textura da pele e do cabelo.

A adoção da terapia hormonal considera fatores como a idade da paciente, a gravidade dos sintomas, e possíveis contraindicações. No caso das mulheres que querem adotar a reposição hormonal para melhorar os sintomas da menopausa, o indicado é iniciar antes dos 60 anos, caso tenha entrado na menopausa há menos de dez anos e tenha baixo risco cardiovascular e para câncer de mama.

Para quem tem 60 anos ou mais, entrou na menopausa a mais de dez anos e tem risco moderado de doença cardiovascular ou câncer de mama, a terapia hormonal pode ser considerada, conforme orientação médica. Porém, mulheres com alto risco de doença cardiovascular ou câncer de mama devem evitar a reposição hormonal.

 

Clique aqui para saber mais como a reposição de hormônios pode melhorar a sua qualidade de vida.

 

Espero que este artigo tenha lhe ajudado entender melhor como funciona a reposição de hormônios e como ela pode garantir mais saúde e qualidade de vida para as mulheres. Se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

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Até o próximo artigo!


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09/07/2021 Menopausa

O desejo sexual é influenciado por diversos fatores, como as emoções, os aspectos psicológicos e fisiológicos, tanto para os homens, como para as mulheres. No caso delas, ainda pode existir mais uma variável: a pílula. 

Sim, anticoncepcional e libido podem ter uma ligação bem íntima e é sobre isso que vou falar no artigo abaixo. Então se você notou uma queda na sua libido e anda desconfiada de que isso pode estar relacionado ao seu anticoncepcional, não deixe de ler o texto até o fim. 

 

Mas antes: como funciona a pílula anticoncepcional?

A pílula é um método anticoncepcional oral, formulado a partir de uma combinação de hormônios, normalmente progesterona e estrogênio. A dosagem pode variar conforme o fabricante. Desta forma, é possível encontrar pílulas monofásicas, onde a dosagem é a mesma em todos os comprimidos da cartela; e multifásicas, onde os comprimidos têm dosagens hormonais diferentes, que são indicadas por cor.  Mas indiferente da dosagem, a pílula funciona sempre da mesma forma: inibindo a ovulação. 

A pílula é um dos medicamentos mais consumidos no mundo. Isso ocorre porque ela é uma das alternativas mais famosas quando pensamos em anticoncepcionais. 

Porém, muitas meninas começam a fazer uso deste método no início da vida sexual e continuam utilizando ao longo de muitos anos, o que não é indicado. Além disso, antes de adotar qualquer método anticoncepcional, inclusive a pílula, é fundamental consultar um ginecologista. Afinal, nem todas as mulheres podem utilizar a pílula, e nem toda pílula serve para todas as mulheres.

Mas de que forma este anticoncepcional e libido estão ligados?

 

Anticoncepcional e libido feminina: entenda como funciona essa relação

Manter a libido em alta depende de uma série de fatores. Por exemplo: estar com a saúde física e mental em dia faz toda a diferença. 

Além disso, no caso das mulheres, o ciclo menstrual também influencia. Isso porque as emoções oscilam durante o ciclo e, no período fértil, por exemplo, é normal que as mulheres sintam mais desejo sexual. Um dos motivos é a ação do hormônio testosterona no organismo feminino.

Porém, um dos efeitos da pílula é justamente a diminuição do nível dos hormônios androgênicos, como a testosterona. Preparei um vídeo para explicar um pouco mais sobre esse assunto. Confira:

 

Menopausa, anticoncepcional e libido

A diminuição da libido é uma das principais queixas das mulheres que estão passando pela menopausa. Isso ocorre porque, durante esta fase da vida, os níveis hormonais passam por grandes alterações.

Além disso, a queda na produção de hormônios, principalmente de estrogênio e testosterona, também afeta questões fisiológicas que podem impactar na libido.

Por exemplo, a menor quantidade de estrogênio prejudica o fluxo sanguíneo na região íntima, diminui a capacidade de lubrificação natural e a contratilidade do músculo. A queda na testosterona também interfere na quantidade de energia e na capacidade de atingir o orgasmo. 

Mas, a chegada da menopausa não precisa ser sinônimo de abrir mão da vida sexual. Alguns hábitos podem fazer toda a diferença na libido durante este período tão significativo da vida. Clique aqui para saber quais são. 

Mas onde o anticoncepcional entra nessa história? Uma das formas de amenizar os sintomas da menopausa, inclusive a queda na libido, é a reposição hormonal. Esse método pode trazer diversos benefícios, entre eles, substituir o uso da pílula. Porém, apenas um médico ginecologista, após avaliação, pode indicar a adoção dos implantes.

Preparei um conteúdo sobre este tema também. Clique aqui e saiba como funcionam e para quem são indicados os implantes hormonais

Espero que este artigo tenha ajudado a responder as suas dúvidas sobre a relação entre anticoncepcional e libido. Se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

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Até o próximo artigo!

 

 


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Conforme envelhecemos, muita coisa muda. Nosso corpo, nossas necessidades, nossa rotina e nossa forma de enxergar o mundo. Desta forma, o prazer sexual também sofre uma transformação ao longo da vida. 

Se você tem observado mudanças na intimidade com o seu parceiro ou parceira, e tem se questionado sobre isso, este artigo é para você. Vou falar um pouco sobre essas mudanças e como a maturidade não é sinônimo de perda de desejo ou de abrir mão do prazer sexual. 

 

Prazer sexual: homens e mulheres evoluem de formas distintas

O prazer sexual muda ao longo da vida, e essas mudanças vão ocorrendo de forma gradativa, com o passar dos anos, e de formas diferentes para homens e mulheres.

Por exemplo, os homens alcançam o auge da condição física e passam por um pico hormonal aos 20 anos. Esse pico hormonal é causado principalmente pela testosterona, hormônio que é responsável pelas características masculinas e também pelo desejo sexual. 

Porém, a insegurança com a pouca idade ou falta de experiência pode muitas vezes impactar no prazer sexual de forma negativa. Entre os 30 e os 40 anos, os níveis de testosterona começam a diminuir lentamente. 

Apesar disso, o desejo sexual continua em alta, mas pode ser influenciado por situações típicas desta idade, como estresse com o trabalho, ou preocupações com a família e com a vida financeira. 

Já as mulheres passam pelo período mais fértil da vida aos 20 anos. O auge do desejo sexual ocorre entre os 20 e os 30, mas este também é um momento de muitas cobranças na vida da mulher, seja em relação à profissão, ou em relação à maternidade. Conflitos que também impactam no prazer sexual.

Ainda, no caso das mulheres que optam pela maternidade, a gravidez e o parto têm grande impacto na vida sexual. Isso porque, durante e após a gestação, o corpo muda e os níveis hormonais também sofrem alterações, o que interfere na libido. 

 

Você sabe quais são os hormônios sexuais? Clique aqui e descubra quem são eles e de que forma impactam na sua saúde e na sua vida.

 

O prazer sexual na maturidade

Infelizmente, muita gente ainda pensa que prazer sexual é coisa de jovem. E que os mais velhos perdem o desejo ou a capacidade de viver essa parte dos relacionamentos. 

Essa ideia é uma grande mentira. É possível ter desejo e sentir prazer sexual na maturidade, o que muda ao longo do tempo é a resposta sexual, tanto para homens, quanto para mulheres.

No caso das mulheres, a menopausa é um personagem bastante importante no prazer sexual durante a maturidade. Isso porque ela é a responsável pela maior parte das mudanças físicas e psicológicas que as mulheres vivem a partir dos 45 anos. 

Durante a menopausa, os níveis hormonais passam por alterações bastante significativas. Por exemplo: nesta fase da vida, o corpo começa a produzir uma quantidade menor de estrogênio e de testosterona, o que impacta na libido feminina. 

Além disso, a queda no estrogênio altera os tecidos vaginais e vulvares. Isso faz com que o fluxo sanguíneo na região seja prejudicado. A capacidade de lubrificação natural da vagina e a contratilidade do músculo também diminuem. Por sua vez, a menor quantidade de testosterona no corpo feminino afeta a energia e a capacidade de chegar ao orgasmo.  

 

É possível viver a menopausa com leveza e sem abrir mão dos prazeres da vida. Clique aqui e descubra como melhorar a libido feminina nesta fase da vida.

 

Sexualidade saudável a vida toda

Apesar das mudanças, envelhecer não significa abrir mão do prazer sexual. Todas as questões que surgem ao longo da vida e que impactam na resposta sexual podem ser tratadas com o auxílio de um profissional de saúde. 

Uma alimentação equilibrada e a prática de exercícios físicos, por exemplo, podem ajudar na prevenção de doenças que interferem na vida sexual, como diabetes, doenças cardíacas e colesterol elevado. 

Além disso, as atividades físicas, combinadas com suporte de um profissional de Psicologia, ajudam a manter a saúde mental em dia. Ao cuidar da sua saúde física e mental, você vive com mais qualidade em todos os aspectos da sua vida, inclusive na sexualidade. 

No caso das mulheres que estão passando pela menopausa, o suporte de um ginecologista é fundamental. Juntos, médico e paciente podem pensar nas melhores alternativas para viver essa fase com leveza e qualidade de vida.

 

Espero que este conteúdo tenha ajudado a responder às suas dúvidas. Mas se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

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Até o próximo artigo!


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21/06/2021 Menopausa

Uma das queixas que mais recebo no meu consultório é sobre a diminuição da libido na menopausa. Além das alterações de humor e das ondas de calor, este também é um sintoma comum durante esta fase da vida. Mas fique tranquila: a queda na libido pode ser tratada com a ajuda de um ginecologista. 

Neste artigo, vou explicar como é possível viver a menopausa com leveza e sem abrir mão dos prazeres da vida. 

 

A libido na menopausa

Durante a menopausa, os níveis hormonais sofrem grandes alterações. A queda na quantidade de estrogênio produzida pelo corpo é uma das maiores responsáveis pela diminuição da libido. Mas ele não é o único culpado: a testosterona é outro hormônio que influencia na libido e que também sofre uma diminuição gradual na sua produção com o passar da idade.

Assim, durante a menopausa, a  quantidade menor de estrogênio afeta os tecidos vaginais e vulvares, o que prejudica o fluxo sanguíneo na região, diminui a capacidade de lubrificação natural e a contratilidade do músculo. Por sua vez, menos testosterona pode diminuir a energia, o desejo sexual e a capacidade de atingir o orgasmo. 

 

Você sabe quais são os hormônios sexuais e como eles atuam no seu organismo? Clique aqui e saiba mais sobre o que acontece no corpo durante a menopausa.

 

Como melhorar a libido na menopausa

Pode parecer difícil, mas com os cuidados certos, é possível equilibrar os sintomas da menopausa e ter uma vida plena e com qualidade. Neste processo, o suporte de um médico ginecologista é fundamental.

Além de monitorar os níveis hormonais por meio de exames, o ginecologista pode ajudar a encontrar as melhores formas de tratar os sintomas. Para isso, ele também vai considerar a sua rotina e hábitos de vida.

Desta forma, é muito importante realizar uma avaliação individualizada para enfrentar a menopausa. Alguns cuidados são essenciais, não só para as mulheres que estão passando por esta fase, mas para todas que buscam cuidar com carinho do seu corpo e envelhecer com saúde. 

 

Como está a sua alimentação?

A dieta é um fator fundamental quando falamos em libido na menopausa. Mas não é só isso: uma alimentação saudável e balanceada pode também ajudar a amenizar outros sintomas. Alguns alimentos, inclusive, não podem faltar na rotina das mulheres em menopausa, como a linhaça e as castanhas. 

O excesso de açúcar, alimentos processados e gorduras saturadas são grandes vilões da libido, e da saúde, de forma geral. Além disso, a alimentação influencia de forma direta a quantidade de energia. Portanto, uma alimentação leve e equilibrada garante energia para o corpo, com menos desgaste durante a digestão. 

Mas alimentos açucarados não trazem energia? Não exatamente. O excesso de açúcar aumenta o nível de glicose no sangue, o que gera uma rápida carga de energia, mas também uma queda acentuada logo em seguida. Esse ciclo não só é perigoso para a saúde, como pode contribuir com acúmulo de gordura no corpo.

Uma ajudinha na alimentação: alguns alimentos são famosos por suas propriedades afrodisíacas e podem ser aliados para melhorar a libido na menopausa. Alguns exemplos são: pimenta, gengibre e açafrão. Mas claro, devem estar acompanhados de uma dieta saudável.  

 

Vamos mexer esse corpo?

Outro fator importante para equilibrar os sintomas da menopausa é a prática regular de atividades físicas. Exercitar o corpo induz a liberação de hormônios que produzem a sensação de bem-estar. Além disso, os exercícios físicos ainda ajudam a controlar a queda na testosterona e a diminuir a gordura, que está associada a outros sintomas da menopausa, como as ondas de calor e a sudorese noturna. 

Exercícios moderados, como caminhar, dançar e andar de bicicleta são ótimos para aumentar o fluxo sanguíneo entre os músculos e o cérebro. Por sua vez, os treinos de resistência, como flexões e agachamentos, fortalecem a musculatura. 

Por fim, exercícios como ioga e pilates trabalham o eixo corpo-mente, ou seja, além de aumentarem a flexibilidade, ajudam a liberar a tensão e administrar o estresse. Desta forma, também podem beneficiar muito na libido.

 

Uma dose extra de felicidade

Existem diversos hormônios no nosso corpo, todos com funções bem importantes. Se os hormônios sexuais têm uma queda durante a menopausa, outros neurotransmissores entram em ação para ajudar. 

Alguns exemplos são a serotonina, a dopamina, a ocitocina e a endorfina. Estes hormônios são famosos por transmitirem sensação de bem-estar, felicidade e prazer. Para manter seus níveis em alta, além de uma alimentação balanceada e a prática de exercícios físicos, é importante cultivar atividades prazerosas e estar perto de quem se ama.

Passar um tempo de qualidade com o seu parceiro ou parceira pode te ajudar a manter os hormônios do bem-estar lá em cima. Além disso, também pode contribuir para que você se sinta acolhida, desejada e satisfeita com o relacionamento. E, sendo assim, despertar um maior interesse pelo contato sexual. 

 

Reforço hormonal

Uma alternativa com bons resultados para a recuperação da libido na menopausa é a reposição hormonal. Os implantes hormonais costumam ser indicados não apenas nestes casos, mas também para mulheres que estão tendo dificuldades com outros sintomas comuns neste período. 

Porém, a adoção desta terapia hormonal só pode ser prescrita por um ginecologista, após avaliação individual. Saiba mais sobre a reposição hormonal durante a menopausa clicando aqui

 

A menopausa é um grande marco para as mulheres. Ela chega para sinalizar o fim de um ciclo, mas não precisa ser sinônimo de angústia ou sofrimento. Ela também é o começo de uma nova fase na vida, cheia de prazeres e descobertas. 

Espero que este conteúdo tenha ajudado a responder as suas dúvidas sobre libido na menopausa. Se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

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Até o próximo artigo!

 


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Os implantes hormonais são grandes aliados no tratamento de doenças ginecológicas, como endometriose e adenomiose. O método é utilizado há muitos anos e pode trazer ainda outros benefícios, como melhora nos sintomas do climatério e da menopausa, além do efeito anticoncepcional. 

Quer saber mais sobre como funcionam os implantes hormonais? Então confira o artigo que preparei com muito carinho para você.

 

O que são implantes hormonais:

Os implantes hormonais são um método de tratamento e uma forma alternativa de uso dos hormônios, para além da pílula oral.  Eles têm a forma de um tubinho, de 3 a 5 cm, feito de silástico, um material semelhante à borracha das próteses utilizadas por humanos. 

O implante é preenchido por hormônios, que vão diretamente para a corrente sanguínea, de forma segura e controlada. Os implantes hormonais normalmente são inseridos na região dos glúteos, no tecido subcutâneo.

Mas atenção: alguns implantes hormonais ficaram conhecidos como “chips da beleza”. Eles receberam esse apelido em função de alguns dos seus efeitos secundários, como auxiliar na diminuição da gordura corporal, da celulite e da flacidez. Porém, é um grande erro utilizar os implantes apenas com foco nestes efeitos. 

Os implantes hormonais podem trazer inúmeros benefícios, se utilizados corretamente, com indicação médica, e para melhorar a qualidade de vida com foco no tratamento de algumas doenças. Caso contrário, podem, inclusive, prejudicar a sua saúde. 

 

Você sabe qual o papel dos hormônios sexuais na sua saúde e qualidade de vida? Clique aqui e descubra mais sobre isso. 

 

Quem deve usar?

Como expliquei no item anterior, os implantes hormonais podem melhorar muito a qualidade de vida e a saúde da mulher. Porém, só devem ser adotados com indicação de um profissional especializado.

Entre estas indicações, está o uso dos implantes para amenizar os sintomas do climatério e da menopausa. São sintomas causados pela queda da produção estrogênio nesta fase da vida, como  os fogachos e as dificuldades para dormir. 

Além disso, os implantes também podem ser indicados como método contraceptivo para quem tem intolerância à pílula. Ou ainda, para mulheres com queixas de queda de libido pelo uso do anticoncepcional oral, ou frequentemente esquecem de tomar da forma correta. 

Quem sofre de endometriose e adenomiose, apresenta cólicas menstruais severas ou sangramento menstrual excessivo também pode se beneficiar com os implantes hormonais.  

 

Tipos de implantes:

Se você está se perguntando se os implantes hormonais são todos iguais, a resposta é não! Existem diferentes tipos de implantes, e cada um é escolhido com base no diagnóstico individual de cada mulher, após consulta com um ginecologista e exames detalhados. 

Conheça alguns tipos de implantes hormonais abaixo:

  • Gestrinona

Duram cerca de um ano e contém 40g do hormônio gestrinona. Costuma ser indicado como anticoncepcional para quem tem problemas com a libido e sangramento menstrual excessivo. Porém, a Gestrinona não pode ser usada durante a amamentação e não é indicada para pacientes que já tiveram trombose e câncer de mama ou endométrio, por exemplo.  

 

  • Estradiol 

O implante de Estradiol costuma ser o mais indicado para mulheres no climatério, por auxiliar no tratamento dos sintomas. Também tem duração de um ano e contém aproximadamente 50 mg do hormônio. 

 

  • Levonorgestrel

Os implantes de Levonorgestrel são indicados para mulheres menopausadas, quando associado ao estradiol e à testosterona. Além disso, também podem ser indicados como anticoncepcionais. 

 

Quer saber mais sobre estes e outros tipos implantes hormonais? Então confira o vídeo onde explico mais sobre os diferentes tipos de implantes e suas indicações:

 

Você sabe como funciona a reposição hormonal na menopausa? Clique aqui que eu te explico tudo!

 

Como ocorre o procedimento: 

Os implantes hormonais são subcutâneos, ou seja, são colocados embaixo da pele, normalmente na região glútea. O procedimento pode ser simples e indolor, feito com anestesia local, e sem necessidade de pontos. Mas lembre-se: deve ser feito sempre com indicação de um ginecologista e aplicado em consultório médico, por um profissional qualificado. 

Os implantes duram de 6 meses a  3 anos. Quer saber mais sobre os implantes hormonais, saúde da mulher ou envelhecimento saudável? Então clique aqui e entre em contato para eu te ajudar com todas as suas dúvidas!


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Talvez você já tenha ouvido falar sobre a reposição hormonal na menopausa. De um lado temos fortes opiniões contrárias, enquanto de outro temos a defesa desse procedimento. Vamos desmistificar esse tema juntas?

O que é a reposição hormonal?

A partir dos anos 60, com a disseminação da pílula anticoncepcional, os estudos sobre hormônios começam a tomar mais espaço no campo médico. Nesse período, a reposição hormonal começou a ser usada. Mas sem muito direcionamento ou estudos para embasar melhor o seu uso.

Nos dias atuais, essa situação já mudou. Hoje temos várias formas de fazer a reposição hormonal através de combinações de estrogênio e a progesterona. A reposição funciona para amenizar os sintomas da menopausa, já que os hormônios são importantes reguladores do corpo. Quer ver só quantos problemas a reposição hormonal na menopausa te ajuda a resolver?

  • Melhora da satisfação sexual por devolver a lubrificação vaginal e diminui a dor durante as relações
  • Diminui os fogachos 
  • Melhora o humor
  • Previne a perda óssea
Não basta sobreviver, é preciso qualidade de vida

Um dos pontos mais importantes da reposição hormonal é a qualidade de vida da mulher. Em um dos vídeos lá no meu canal, eu comento como a vida das mulheres mais velhas tende a ser muito difícil. E grande parte do problema é resolvido quando o corpo volta a receber os hormônios. Isso porque os sintomas depressivos e de irritabilidade podem ser atenuados, e você não precisa ver a menopausa como sinônimo de tristeza.

De que forma os hormônios são inseridos no corpo?

A reposição hormonal é feita através do tratamento medicamentoso. Você pode optar por duas modalidades: os adesivos ou os comprimidos. Além disso, a reposição pode ser feita com apenas estrogênio ou com a combinação de estrogênio e progesterona. Após o início do tratamento, você sentirá os resultados logo nas primeiras semanas e pode seguir o tratamento por até cinco anos.

Entenda mais sobre a reposição hormonal

Fazer ou não fazer: eis a questão

Depende. Essa fase tem sido difícil para você? O ginecologista responsável precisa ponderar tanto os fatores biológicos e emocionais para dizer se você preciso ou não fazer a reposição hormonal. Se você quiser conversar sobre esse assunto, é só clicar nesse link.


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Você com certeza já ouviu falar deles, mas sabe qual é o papel dos hormônios sexuais no seu corpo? Neste artigo quero te ajudar a compreender o que são estes hormônios, de que forma eles atuam no seu corpo e como influenciam na sua saúde e na sua vida. Vem comigo?

Hormônios sexuais: o que é isso?

Os hormônios sexuais atuam como mensageiros químicos no seu corpo. Eles são produzidos e liberados na corrente sanguínea pelas glândulas suprarrenais, e pelas gônadas, órgãos que produzem as células sexuais (gametas), como os ovários e os testículos. 

Além de influenciar na puberdade, no desenvolvimento sexual, no desejo sexual e na reprodução, os hormônios sexuais também têm papel importante na regulação do crescimento ósseo e muscular, nas respostas inflamatórias do organismo, no controle dos níveis de colesterol, na distribuição de gordura no corpo e até mesmo no crescimento do cabelo.

Ao longo da vida, é normal que os níveis dos hormônios sexuais variem, como durante a menstruação, ou no período da menopausa, por exemplo. O uso de algumas medicações e fatores ambientais também podem influenciar, por isso é imprescindível acompanhar o funcionamento hormonal com um ginecologista. 

 

Quais são e qual o papel dos hormônios sexuais femininos?

Os ovários e as glândulas suprarrenais são os principais produtores dos hormônios sexuais femininos: o estrogênio, a progesterona e a testosterona.

  • Estrogênio

Provavelmente você já ouviu falar dele, uma vez que é o hormônio sexual feminino mais conhecido. A maior parte do estrogênio no seu corpo é produzido pelos ovários, mas as glândulas suprarrenais e as células de gordura também têm uma pequena participação na produção. O estrogênio tem função fundamental no desenvolvimento reprodutivo e sexual, que inicia com a puberdade.

  • Progesterona

Importante regulador dos ciclos menstruais, a progesterona também é responsável por preparar o corpo para a gravidez. Este hormônio é produzido pelos ovários, pela glândula suprarrenal e também pela placenta. 

É normal os níveis de progesterona aumentarem durante a ovulação e durante a gravidez, por exemplo, mas quando a quantidade produzida é baixa, pode levar a uma menstruação irregular e dificuldade de engravidar. 

A baixa na progesterona também pode representar um risco maior de complicações no caso de uma gestação já em curso.

  • Testosterona

Mas testosterona não é um hormônio masculino? Sim, a testosterona é o principal hormônio sexual masculino, mas ela também está presente no corpo feminino, em menores quantidades. 

Ela tem participação na menstruação, na fertilidade e no desejo sexual. Além disso, também influencia na produção de glóbulos vermelhos, e produção de massa óssea. 

Hormônios sexuais: puberdade e menstruação

A puberdade feminina costuma começar entre os 8 os 13 anos, quando o corpo inicia um aumento na produção de estrogênio e progesterona. Isso provoca o desenvolvimento de características como o crescimento de pelos nas axilas, pernas e região pubiana; desenvolvimento das mamas; maior acúmulo de gordura na região dos quadris, coxas e nádegas; alargamento da pelve e quadris; aumento da oleosidade na pele e aumento de altura.

A primeira menstruação pode ocorrer entre os 8 e os 15 anos. O ciclo menstrual regular dura normalmente cerca de 28 dias, mas pode variar entre 24 e 38. Este ciclo é composto por três fases, que coincidem com as mudanças hormonais. O primeiro dia da menstruação representa o início de um novo ciclo. Durante este período, os níveis de estrogênio e progesterona estão baixos, o que pode influenciar na irritabilidade e nas alterações de humor.

A chamada fase folicular compreende o período de crescimento do folículo nos ovários, processo que origina o óvulo. Neste momento, os níveis de estrogênio vão crescendo aos poucos, o que estimula a liberação de endorfinas, que melhoram o humor e aumentam a energia. O estrogênio também é responsável por enriquecer o endométrio, preparando o útero para a gravidez.

Logo em seguida inicia a fase ovulatória, quando os níveis de estrogênio chegam ao pico, fazendo com que o óvulo seja liberado. Por sua vez, na fase lútea da menstruação, é quando o óvulo chega ao útero. O folículo que foi rompido para originar o óvulo libera progesterona, que também fortalece o endométrio. O óvulo se fixa na parede uterina e, se não fertilizado, faz com que os níveis de estrogênio e progesterona diminuam, o que marca a semana pré-menstrual. 

Quando o óvulo não fertilizado e o revestimento do útero deixam o corpo, na forma de menstruação, ocorre o fim de um ciclo e o início de um novo. 

 

Entender o funcionamento do ciclo menstrual é muito importante para a sua saúde. Clique aqui e confira um conteúdo sobre este assunto.

 

Hormônios sexuais na gravidez

Durante a gestação, o corpo da futura mamãe produz diversos hormônios. Inclusive, é o aumento do nível desses hormônios que produz alguns dos primeiros sintomas da gravidez, como náuseas e vômitos. 

A progesterona atua na construção de um colo do útero mais grosso e na formação do tampão mucoso. Além dela e do estrogênio, outros hormônios têm papel importante na gravidez, como a relaxina, que ajuda a evitar contrações do útero antes do parto; e o lactogênio placentário humano (HPL), que auxilia a regular o metabolismo da mãe e a nutrir o feto. 

Com o fim da gravidez, os hormônios voltam ao normal. Porém, quem amamenta pode sofrer uma queda no nível de estrogênio, o que acaba impedindo temporariamente a ocorrência de novas ovulações. 

 

Os hormônios sexuais na menopausa

A menopausa costuma ocorrer por volta dos 50 anos, quando a pessoa para de menstruar e não é mais possível engravidar. Chamamos de perimenopausa o período de transição que antecede a menopausa.  Este momento da vida é marcado por grandes alterações nos níveis hormonais, o que pode trazer diversos sintomas, como irregularidade no ciclo menstrual, secura vaginal, mudanças de humor, dificuldade para dormir, e as famosas ondas de calor. 

Descubra aqui como a nutrição pode ajudar a amenizar os sintomas da menopausa.

A perimenopausa pode durar de 2 a 8 anos. Consideramos que a menopausa chegou quando a pessoa passa um ano inteiro sem menstruar. A partir da menopausa, os ovários continuam a produzir estrogênio e progesterona, mas em quantidades muito menores. Os níveis baixos de estrogênio podem levar à redução do desejo sexual e à perda da densidade óssea, por isso, é importante estar alerta em relação à osteoporose. A alteração nos hormônios nesta fase da vida também pode aumentar os riscos de doenças cardíacas e acidente vascular cerebral (AVC).


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Durante a menopausa diversas coisas mudam no corpo da mulher e entre essas mudanças temos a saúde íntima na menopausa. Isso porque a queda de hormônios como o estrogênio e a progesterona afeta diretamente funções fundamentais do nosso corpo, como a saúde íntima. No artigo de hoje quero te ajudar a entender como a sua saúde íntima é afetada durante a menopausa, vamos juntas?

1. A sua lubrificação muda

A lubrificação vaginal é uma função fundamental para uma boa vida sexual, e nós já sabemos como isso é importante em todas as fases da vida da mulher, não é? Mas além disso, a lubrificação também tem função de manter a vagina saudável independente de existir excitação sexual ou não, já que a região vaginal é naturalmente úmida. Para eu te explicar melhor, vamos dar uma olhada na nossa amiguinha?

fonte: catraca livre

A nossa vagina possui dois conjuntos de glândulas que viabilizam nossa lubrificação: as glândulas de Skeene, as quais se localizam na entrada do útero e têm funções de manter a região úmida no dia a dia. Já as glândulas de Bartholin, as quais ficam bem no início do nosso canal vaginal, possuem funções maiores de lubrificação durante a excitação sexual. Durante a menopausa a saúde íntima sofre “cortes” na produção hormonal, diminuindo a atuação dessas glândulas, gerando a tão temida secura vaginal.

2. As coisas mudaram, mas nem tanto assim

Nós mulheres temos uma cultura muito forte em nos preocuparmos com a saúde da nossa vagina: diferente dos homens nós frequentamos médicos ginecologistas desde muito jovens. Esses cuidados básicos que aprendemos desde antes do início da vida sexual seguem valendo. A sua saúde íntima na menopausa depende dos cuidados básicos como manter o uso de camisinha em relações sexuais (porque camisinha não previne somente gravidez, não esqueçam meninas).

Além disso, mantenha sua região íntima higienizada. Aqui não é necessário fazer uso de produtos para “perfumar” a área como muitas vezes somos levadas a acreditar. Eu sempre diso que o ideal é você sempre optar por um sabonete neutro e ficar atenta aos sinais que sua vagina dá, como corrimentos, mudanças de textura ou sangramentos.

3. Facidez é normal

Nós somos acostumadas, desde jovens, a pensar que os corpos representados na mídia são os ideais, e isso se aplica a nossa vagina também. Por isso os padrões de juventude e de vaginas padronizadas podem nos levar a pensar que existe algo de errado com nossa saúde íntima na menopausa, já que nessa fase ocorre o fenômeno da flacidez.

A vagina é revestida pela nossa pele, e a pele está sujeita a perda de colágeno. Essa proteína tem sua produção diminuída durante a menopausa, o que deixa nossa pele mais fácida e enrrugada. E isso é normal!

Nenhuma vagina se mantem lisinha para sempre, não fique presa apenas à estética: está tudo bem, o envelhecimento vaginal faz parte da nossa vida, desprenda-se dos padrões.

A fase da menopausa ou climatério não precisa ser tratada com um tabu ou ignorada. É importante que nós normalizemos o momento de vida em que você se encontra é fundamental para se sentir mais feliz e tranquila.

Se você quiser saber mais sobre a menopausa, separei um vídeo lá no meu canal para conversarmos mais, vamos lá?

 


Dra. Patricia Bretz é Ginecologista, obstetra, especialista em Oncologia Ginecológica, Endometriose, Cirurgia minimamente invasiva, Implantes hormonais e Reprodução humana

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