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Você já ouviu falar do “chip da beleza”? Os implantes hormonais receberam este apelido depois que a mídia passou a destacar os seus benefícios estéticos. Porém, adotar este método contraceptivo apenas pelos ganhos estéticos é errado, e pode ser perigoso para a saúde. Neste artigo vou explicar para quem são os implantes hormonais e como eles atuam no organismo.  

Implante hormonal: o que é isso?

Os implantes hormonais podem melhorar muito a qualidade de vida de quem utiliza. Mas, antes de considerar a adoção deste método, você precisa estar ciente de para quem são os implantes hormonais e como eles funcionam. 

Os implantes hormonais são uma alternativa aos anticoncepcionais orais, ou seja, a pílula. Eles têm o formato de um pequeno tubo, feito de um material parecido com o utilizado em próteses humanas, e medem entre 3 e 5 centímetros. 

Estes implantes são preenchidos com hormônios, que variam conforme a formulação indicada pelo ginecologista, e que são liberados diretamente na corrente sanguínea. Sendo assim, a quantidade de hormônio liberada no sangue e absorvida pelo organismo é controlada, diferente da pílula.

Eles são inseridos sob a pele, normalmente na região dos glúteos, por meio de uma pequena cirurgia. O procedimento é feito em consultório médico, por um profissional especializado, com anestesia local e sem necessidade de pontos. Os implantes podem durar de seis meses a três anos e, após este período, precisam ser substituídos. 

 

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Para quem são os implantes hormonais

Os implantes hormonais não são indicados para todas as mulheres. Desta forma, somente um médico ginecologista poderá indicar a adoção deste método, isso depois de uma avaliação criteriosa de cada caso. 

Os implantes hormonais costumam ser indicados nos seguintes casos:

  • Para melhorar a qualidade de vida de mulheres que estão sofrendo com os sintomas do climatério e da menopausa. Isso porque estes sintomas estão associados à queda na produção hormonal durante esta fase da vida;

 

  • Mulheres que apresentam intolerância à pílula, ou não podem utilizá-la em razão de alguma complicação de saúde, como no caso de mulheres que têm tendência genética a desenvolver trombose, por exemplo;

 

  • Mulheres com queda de libido em função do anticoncepcional oral;

 

  • Pacientes com doenças ginecológicas, como endometriose e adenomiose; 

 

  • Quem sofre com cólica e sangramento menstrual intensos. 

 

Alguns dos benefícios dos implantes hormonais:

  • Amenizam os sintomas do climatério, como as ondas de calor;
  • Melhoram a qualidade dos sono;
  • No caso das mulheres passando pelo climatério, os implantes ajudam a prevenir a perda de massa óssea, que pode levar à osteoporose;
  • Ajudam a suavizar sintomas da TPM, como a irritabilidade;
  • Atuam na diminuição das cólicas intensas e do fluxo menstrual excessivo.

 

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Por que é errado chamar os implantes hormonais de “chip da beleza”?

Notou que, entre os benefícios citados acima, eu não falei sobre estética? Isso porque os ganhos estéticos não devem ser o motivo para você adotar os implantes hormonais. 

Na realidade, estes benefícios são apenas consequências positivas do uso de um método que busca trazer mais saúde e qualidade de vida para as mulheres.  

Alguns exemplos das consequências estéticas para quem adotou os implantes hormonais são a redução da gordura corporal, e a maior facilidade em ganhar massa muscular. Isso ocorre em função da alta nos níveis do hormônio testosterona no corpo. 

 Por sua vez, ao adotar os implantes hormonais sem indicação médica, a mulher pode acabar sofrendo diversos efeitos indesejáveis e prejudiciais à saúde. Por exemplo: masculinização de algumas características corporais, como o aumento de pêlos e engrossamento da voz; impacto negativo na glicemia; e sobrecarga hormonal nos órgãos.

 

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Espero que este conteúdo tenha lhe ajudado a compreender como funcionam e para quem é indicado os implantes hormonais. Se você ficou com alguma dúvida ou quer saber mais sobre o uso deste método, entre em contato comigo por aqui.

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Até o próximo artigo!


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Os implantes hormonais são grandes aliados no tratamento de doenças ginecológicas, como endometriose e adenomiose. O método é utilizado há muitos anos e pode trazer ainda outros benefícios, como melhora nos sintomas do climatério e da menopausa, além do efeito anticoncepcional. 

Quer saber mais sobre como funcionam os implantes hormonais? Então confira o artigo que preparei com muito carinho para você.

 

O que são implantes hormonais:

Os implantes hormonais são um método de tratamento e uma forma alternativa de uso dos hormônios, para além da pílula oral.  Eles têm a forma de um tubinho, de 3 a 5 cm, feito de silástico, um material semelhante à borracha das próteses utilizadas por humanos. 

O implante é preenchido por hormônios, que vão diretamente para a corrente sanguínea, de forma segura e controlada. Os implantes hormonais normalmente são inseridos na região dos glúteos, no tecido subcutâneo.

Mas atenção: alguns implantes hormonais ficaram conhecidos como “chips da beleza”. Eles receberam esse apelido em função de alguns dos seus efeitos secundários, como auxiliar na diminuição da gordura corporal, da celulite e da flacidez. Porém, é um grande erro utilizar os implantes apenas com foco nestes efeitos. 

Os implantes hormonais podem trazer inúmeros benefícios, se utilizados corretamente, com indicação médica, e para melhorar a qualidade de vida com foco no tratamento de algumas doenças. Caso contrário, podem, inclusive, prejudicar a sua saúde. 

 

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Quem deve usar?

Como expliquei no item anterior, os implantes hormonais podem melhorar muito a qualidade de vida e a saúde da mulher. Porém, só devem ser adotados com indicação de um profissional especializado.

Entre estas indicações, está o uso dos implantes para amenizar os sintomas do climatério e da menopausa. São sintomas causados pela queda da produção estrogênio nesta fase da vida, como  os fogachos e as dificuldades para dormir. 

Além disso, os implantes também podem ser indicados como método contraceptivo para quem tem intolerância à pílula. Ou ainda, para mulheres com queixas de queda de libido pelo uso do anticoncepcional oral, ou frequentemente esquecem de tomar da forma correta. 

Quem sofre de endometriose e adenomiose, apresenta cólicas menstruais severas ou sangramento menstrual excessivo também pode se beneficiar com os implantes hormonais.  

 

Tipos de implantes:

Se você está se perguntando se os implantes hormonais são todos iguais, a resposta é não! Existem diferentes tipos de implantes, e cada um é escolhido com base no diagnóstico individual de cada mulher, após consulta com um ginecologista e exames detalhados. 

Conheça alguns tipos de implantes hormonais abaixo:

  • Gestrinona

Duram cerca de um ano e contém 40g do hormônio gestrinona. Costuma ser indicado como anticoncepcional para quem tem problemas com a libido e sangramento menstrual excessivo. Porém, a Gestrinona não pode ser usada durante a amamentação e não é indicada para pacientes que já tiveram trombose e câncer de mama ou endométrio, por exemplo.  

 

  • Estradiol 

O implante de Estradiol costuma ser o mais indicado para mulheres no climatério, por auxiliar no tratamento dos sintomas. Também tem duração de um ano e contém aproximadamente 50 mg do hormônio. 

 

  • Levonorgestrel

Os implantes de Levonorgestrel são indicados para mulheres menopausadas, quando associado ao estradiol e à testosterona. Além disso, também podem ser indicados como anticoncepcionais. 

 

Quer saber mais sobre estes e outros tipos implantes hormonais? Então confira o vídeo onde explico mais sobre os diferentes tipos de implantes e suas indicações:

 

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Como ocorre o procedimento: 

Os implantes hormonais são subcutâneos, ou seja, são colocados embaixo da pele, normalmente na região glútea. O procedimento pode ser simples e indolor, feito com anestesia local, e sem necessidade de pontos. Mas lembre-se: deve ser feito sempre com indicação de um ginecologista e aplicado em consultório médico, por um profissional qualificado. 

Os implantes duram de 6 meses a  3 anos. Quer saber mais sobre os implantes hormonais, saúde da mulher ou envelhecimento saudável? Então clique aqui e entre em contato para eu te ajudar com todas as suas dúvidas!


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Com o passar dos anos, o corpo das mulheres sofre diversas mudanças. Desta forma, a reposição hormonal feminina surge como uma grande aliada para uma vida com mais qualidade. Você já ouviu falar sobre esta terapia? Sabe como ela funciona e todos os seus benefícios? Neste artigo vou te explicar um pouco sobre como a reposição hormonal feminina pode te ajudar. 

 

Por que a reposição hormonal feminina pode ser uma aliada?

Os hormônios são responsáveis por diversas funções no organismo feminino, como o  equilíbrio no ciclo menstrual, por exemplo. Ao longo da vida, é natural que os níveis de hormônios como estrogênio e progesterona oscilem. Principalmente, com a chegada do climatério e da menopausa.

O climatério é um processo de transição hormonal. Ele tem início após os 45 anos, e segue até, mais ou menos, os 65 anos. Após o climatério, chega a menopausa, período onde ocorre a perda espontânea dos hormônios. Os sintomas destas alterações, muitas vezes, interferem na rotina e na autoestima das mulheres. 

 

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O que a reposição hormonal feminina faz? 

A reposição hormonal feminina consiste no uso de hormônios sintetizados em laboratório para suprir a falta dos hormônios naturais. Estes hormônios sintéticos têm a mesma composição química dos produzidos pelo organismo, e agem da mesma forma quando administrados no corpo feminino. 

A reposição hormonal feminina tem efeito curativo e preventivo. Ou seja, auxilia na diminuição dos sintomas do climatério e da menopausa. Também ajuda a evitar complicações que possam surgir pela diminuição da produção de hormônios pelo corpo. 

A indicação de reposição hormonal sempre deve partir de um médico ginecologista, após avaliação da paciente, e apenas caso exista necessidade. 

 

Sabia que a sua alimentação também pode ajudar no tratamento dos sintomas da menopausa? Saiba mais clicando aqui.

 

Tipos de reposição hormonal

Estrogênio + progesterona: tratamento mais utilizado para mulheres que ainda têm útero. A medicação contém progesterona natural, ou pode ser uma combinação de progesterona sintética e estrogênio.

Apenas estrogênio: mais indicado para mulheres que tenham retirado o útero. A medicação contém apenas o hormônio estrogênio, idêntico ao que o ovário produz. 

Natural: outra alternativa é consumir alimentos que tenham fitoestrogênio, como soja, linhaça e amora. Uma rotina de exercícios físicos regulares também podem ajudar.

 

Benefícios:

  • Minimizar as ondas de calor comuns durante o climatério;
  • Aliviar os picos de suor noturno;
  • Melhorar a qualidade do sono e amenizar a insônia;
  • Auxiliar na prevenção da perda de massa óssea, que leva à osteoporose;
  • Diminuir as chances de infecção urinária;
  • Amenizar a irritabilidade;
  • Prevenir sintomas depressivos;
  • Retardar sinais de envelhecimento;
  • Melhorar o desempenho sexual, uma vez que a queda dos níveis hormonais diminui a lubrificação vaginal.

A reposição hormonal pode melhorar muito a qualidade de vida das mulheres durante o climatério e a menopausa, também ajudando na autoestima e trazendo mais disposição para as atividades do dia a dia. Mas lembre-se: é essencial o suporte de um ginecologista para avaliar as necessidades individuais de cada mulher. 

 

Dúvidas sobre a menopausa? Descubra aqui o que é menopausa precoce e como diagnosticar.

Saiba o que muda na saúde íntima durante a menopausa clicando aqui. 


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Talvez você já tenha ouvido falar sobre a reposição hormonal na menopausa. De um lado temos fortes opiniões contrárias, enquanto de outro temos a defesa desse procedimento. Vamos desmistificar esse tema juntas?

O que é a reposição hormonal?

A partir dos anos 60, com a disseminação da pílula anticoncepcional, os estudos sobre hormônios começam a tomar mais espaço no campo médico. Nesse período, a reposição hormonal começou a ser usada. Mas sem muito direcionamento ou estudos para embasar melhor o seu uso.

Nos dias atuais, essa situação já mudou. Hoje temos várias formas de fazer a reposição hormonal através de combinações de estrogênio e a progesterona. A reposição funciona para amenizar os sintomas da menopausa, já que os hormônios são importantes reguladores do corpo. Quer ver só quantos problemas a reposição hormonal na menopausa te ajuda a resolver?

  • Melhora da satisfação sexual por devolver a lubrificação vaginal e diminui a dor durante as relações
  • Diminui os fogachos 
  • Melhora o humor
  • Previne a perda óssea
Não basta sobreviver, é preciso qualidade de vida

Um dos pontos mais importantes da reposição hormonal é a qualidade de vida da mulher. Em um dos vídeos lá no meu canal, eu comento como a vida das mulheres mais velhas tende a ser muito difícil. E grande parte do problema é resolvido quando o corpo volta a receber os hormônios. Isso porque os sintomas depressivos e de irritabilidade podem ser atenuados, e você não precisa ver a menopausa como sinônimo de tristeza.

De que forma os hormônios são inseridos no corpo?

A reposição hormonal é feita através do tratamento medicamentoso. Você pode optar por duas modalidades: os adesivos ou os comprimidos. Além disso, a reposição pode ser feita com apenas estrogênio ou com a combinação de estrogênio e progesterona. Após o início do tratamento, você sentirá os resultados logo nas primeiras semanas e pode seguir o tratamento por até cinco anos.

Entenda mais sobre a reposição hormonal

Fazer ou não fazer: eis a questão

Depende. Essa fase tem sido difícil para você? O ginecologista responsável precisa ponderar tanto os fatores biológicos e emocionais para dizer se você preciso ou não fazer a reposição hormonal. Se você quiser conversar sobre esse assunto, é só clicar nesse link.


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Você com certeza já ouviu falar deles, mas sabe qual é o papel dos hormônios sexuais no seu corpo? Neste artigo quero te ajudar a compreender o que são estes hormônios, de que forma eles atuam no seu corpo e como influenciam na sua saúde e na sua vida. Vem comigo?

Hormônios sexuais: o que é isso?

Os hormônios sexuais atuam como mensageiros químicos no seu corpo. Eles são produzidos e liberados na corrente sanguínea pelas glândulas suprarrenais, e pelas gônadas, órgãos que produzem as células sexuais (gametas), como os ovários e os testículos. 

Além de influenciar na puberdade, no desenvolvimento sexual, no desejo sexual e na reprodução, os hormônios sexuais também têm papel importante na regulação do crescimento ósseo e muscular, nas respostas inflamatórias do organismo, no controle dos níveis de colesterol, na distribuição de gordura no corpo e até mesmo no crescimento do cabelo.

Ao longo da vida, é normal que os níveis dos hormônios sexuais variem, como durante a menstruação, ou no período da menopausa, por exemplo. O uso de algumas medicações e fatores ambientais também podem influenciar, por isso é imprescindível acompanhar o funcionamento hormonal com um ginecologista. 

 

Quais são e qual o papel dos hormônios sexuais femininos?

Os ovários e as glândulas suprarrenais são os principais produtores dos hormônios sexuais femininos: o estrogênio, a progesterona e a testosterona.

  • Estrogênio

Provavelmente você já ouviu falar dele, uma vez que é o hormônio sexual feminino mais conhecido. A maior parte do estrogênio no seu corpo é produzido pelos ovários, mas as glândulas suprarrenais e as células de gordura também têm uma pequena participação na produção. O estrogênio tem função fundamental no desenvolvimento reprodutivo e sexual, que inicia com a puberdade.

  • Progesterona

Importante regulador dos ciclos menstruais, a progesterona também é responsável por preparar o corpo para a gravidez. Este hormônio é produzido pelos ovários, pela glândula suprarrenal e também pela placenta. 

É normal os níveis de progesterona aumentarem durante a ovulação e durante a gravidez, por exemplo, mas quando a quantidade produzida é baixa, pode levar a uma menstruação irregular e dificuldade de engravidar. 

A baixa na progesterona também pode representar um risco maior de complicações no caso de uma gestação já em curso.

  • Testosterona

Mas testosterona não é um hormônio masculino? Sim, a testosterona é o principal hormônio sexual masculino, mas ela também está presente no corpo feminino, em menores quantidades. 

Ela tem participação na menstruação, na fertilidade e no desejo sexual. Além disso, também influencia na produção de glóbulos vermelhos, e produção de massa óssea. 

Hormônios sexuais: puberdade e menstruação

A puberdade feminina costuma começar entre os 8 os 13 anos, quando o corpo inicia um aumento na produção de estrogênio e progesterona. Isso provoca o desenvolvimento de características como o crescimento de pelos nas axilas, pernas e região pubiana; desenvolvimento das mamas; maior acúmulo de gordura na região dos quadris, coxas e nádegas; alargamento da pelve e quadris; aumento da oleosidade na pele e aumento de altura.

A primeira menstruação pode ocorrer entre os 8 e os 15 anos. O ciclo menstrual regular dura normalmente cerca de 28 dias, mas pode variar entre 24 e 38. Este ciclo é composto por três fases, que coincidem com as mudanças hormonais. O primeiro dia da menstruação representa o início de um novo ciclo. Durante este período, os níveis de estrogênio e progesterona estão baixos, o que pode influenciar na irritabilidade e nas alterações de humor.

A chamada fase folicular compreende o período de crescimento do folículo nos ovários, processo que origina o óvulo. Neste momento, os níveis de estrogênio vão crescendo aos poucos, o que estimula a liberação de endorfinas, que melhoram o humor e aumentam a energia. O estrogênio também é responsável por enriquecer o endométrio, preparando o útero para a gravidez.

Logo em seguida inicia a fase ovulatória, quando os níveis de estrogênio chegam ao pico, fazendo com que o óvulo seja liberado. Por sua vez, na fase lútea da menstruação, é quando o óvulo chega ao útero. O folículo que foi rompido para originar o óvulo libera progesterona, que também fortalece o endométrio. O óvulo se fixa na parede uterina e, se não fertilizado, faz com que os níveis de estrogênio e progesterona diminuam, o que marca a semana pré-menstrual. 

Quando o óvulo não fertilizado e o revestimento do útero deixam o corpo, na forma de menstruação, ocorre o fim de um ciclo e o início de um novo. 

 

Entender o funcionamento do ciclo menstrual é muito importante para a sua saúde. Clique aqui e confira um conteúdo sobre este assunto.

 

Hormônios sexuais na gravidez

Durante a gestação, o corpo da futura mamãe produz diversos hormônios. Inclusive, é o aumento do nível desses hormônios que produz alguns dos primeiros sintomas da gravidez, como náuseas e vômitos. 

A progesterona atua na construção de um colo do útero mais grosso e na formação do tampão mucoso. Além dela e do estrogênio, outros hormônios têm papel importante na gravidez, como a relaxina, que ajuda a evitar contrações do útero antes do parto; e o lactogênio placentário humano (HPL), que auxilia a regular o metabolismo da mãe e a nutrir o feto. 

Com o fim da gravidez, os hormônios voltam ao normal. Porém, quem amamenta pode sofrer uma queda no nível de estrogênio, o que acaba impedindo temporariamente a ocorrência de novas ovulações. 

 

Os hormônios sexuais na menopausa

A menopausa costuma ocorrer por volta dos 50 anos, quando a pessoa para de menstruar e não é mais possível engravidar. Chamamos de perimenopausa o período de transição que antecede a menopausa.  Este momento da vida é marcado por grandes alterações nos níveis hormonais, o que pode trazer diversos sintomas, como irregularidade no ciclo menstrual, secura vaginal, mudanças de humor, dificuldade para dormir, e as famosas ondas de calor. 

Descubra aqui como a nutrição pode ajudar a amenizar os sintomas da menopausa.

A perimenopausa pode durar de 2 a 8 anos. Consideramos que a menopausa chegou quando a pessoa passa um ano inteiro sem menstruar. A partir da menopausa, os ovários continuam a produzir estrogênio e progesterona, mas em quantidades muito menores. Os níveis baixos de estrogênio podem levar à redução do desejo sexual e à perda da densidade óssea, por isso, é importante estar alerta em relação à osteoporose. A alteração nos hormônios nesta fase da vida também pode aumentar os riscos de doenças cardíacas e acidente vascular cerebral (AVC).


Dra. Patricia Bretz é Ginecologista, obstetra, especialista em Oncologia Ginecológica, Endometriose, Cirurgia minimamente invasiva, Implantes hormonais e Reprodução humana

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