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A endometriose é uma doença inflamatória que, só no Brasil, afeta milhões de mulheres. Além de causar dor e muito desconforto, também pode prejudicar a fertilidade e a qualidade de vida de quem sofre com os sintomas.

Apesar disso, esta doença tem tratamento e quanto mais cedo o seu diagnóstico, melhores serão os resultados. Preparei este artigo para explicar um pouco sobre este tema e sobre como é realizado o diagnóstico da endometriose. Boa leitura!

 

O que é endometriose?

Antes de falarmos sobre diagnóstico, precisamos entender como esta doença funciona. O interior do útero é revestido por um tecido chamado endométrio, que se desenvolve ao longo do ciclo reprodutivo da mulher e, quando não ocorre a gravidez, é eliminado por meio da menstruação.

No entanto, em algumas mulheres, ocorre um crescimento do endométrio na parte externa do útero, ou sobre outros órgãos, como ovários, intestino e bexiga. Entre os principais sintomas estão cólica menstrual intensa, dificuldades para engravidar, dores durante a relação sexual, e muitas vezes dores ao urinar ou evacuar, principalmente quando a mulher está no período menstrual

Ainda não existe um consenso científico sobre as causas da endometriose, mas sabe-se que existe influência genética e do ambiente. Ou seja, se a sua mãe ou irmãs têm endometriose, você tem mais chances de desenvolver a doença. 

Ainda, uma dieta pobre em nutrientes e rica em gorduras saturadas e alimentos processados pode influenciar no desenvolvimento da doença, e também na piora dos sintomas. 

Você sabia que o consumo em excesso de açúcar também pode piorar os sintomas da endometriose? Clique aqui e saiba mais sobre os efeitos negativos do açúcar na saúde íntima da mulher. 

 

Mais informações sobre a endometriose:

  • Estima-se que uma em cada 5 mulheres irá desenvolver  endometriose em algum momento da vida;
  • Pode surgir já nas primeiras menstruações e se estender até a última;
  • Na maioria dos casos, o diagnóstico ocorre quando a paciente está na faixa dos 30 anos;
  • Não tem cura, mas tem tratamento;
  • Apesar disso, a doença é benigna e existem tratamentos que se mostram bastante eficazes para amenizar os sintomas, inclusive a infertilidade;
  • A pílula anticoncepcional não causa endometriose;
  • Excesso de álcool é um dos hábitos que são associados ao aumento de risco da doença, enquanto a prática de atividades físicas está associada à prevenção e melhora nos sintomas;
  • A alimentação tem papel fundamental no tratamento e na prevenção.

 

Preparei um vídeo para explicar melhor a relação entre a endometriose e a alimentação, em especial, a importância da ingestão de nutrientes como o ômega 3 na rotina alimentar das mulheres. Confira:

 

Endometriose causa infertilidade? Clique aqui e descubra este e outros mitos e verdades sobre a infertilidade feminina. 

 

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da endometriose só pode ser realizado por um médico ginecologista. Após uma avaliação individual, o ginecologista pode solicitar exames laboratoriais e de imagem. Isso porque a endometriose é uma doença difícil de se confirmar apenas com o exame físico, realizado em consultório. 

Desta forma, exames de imagem, como a ultrassonografia transvaginal e a  ressonância magnética são os mais indicados para apontar a presença da endometriose na cavidade abdominal. Os exames laboratoriais são considerados complementares e indicam a dosagem de marcadores que podem confirmar a doença. 

 

Tratamento

Apesar de ainda não existir uma cura, os tratamentos para a endometriose costumam ser bastante eficientes. Estes tratamentos podem ser feitos de diversas formas e são indicados conforme as individualidades de cada paciente. Desta forma, cabe ao ginecologista avaliar o quadro e recomendar o tratamento ideal.

Uma das formas de tratar a endometriose é através de medicamentos, como analgésicos e anti-inflamatórios, com dosagem e duração orientada pelo médico. Alguns casos também podem ser tratados por meio de procedimentos cirúrgicos, conforme a gravidade do quadro.

Outro tratamento que se mostra muito eficaz para aliviar os sintomas da endometriose e garantir mais qualidade de vida é a reposição hormonal. Muitas pacientes respondem tão bem ao tratamento com os implantes que podem, inclusive, ficar assintomáticas sem necessidade de cirurgia. Clique aqui para saber mais sobre como os implantes hormonais podem ajudar no tratamento desta doença;  

Quanto antes a endometriose for detectada, melhor será a efetividade do tratamento e o alívio dos sintomas. Por isso é muito importante que você mantenha uma rotina de acompanhamento ginecológico, faça exames regulares e busque por um profissional de saúde diante de qualquer sintoma.

 

Espero que este artigo tenha lhe ajudado a compreender melhor como é feito o diagnóstico da endometriose e como esta doença funciona. Se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

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Até o próximo artigo!


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A menopausa é uma fase muito significativa na vida das mulheres. Embora seja inevitável, infelizmente esse ainda é um momento cercado de tabus. Por isso, muitas mulheres têm pouco conhecimento sobre o assunto e, com a chegada da maturidade, chega também a dúvida: será que o que estou sentindo é sintoma da menopausa? Só quem pode determinar isso é um médico ginecologista, a partir de uma avaliação e de alguns exames. Preparei o artigo a seguir para responder suas dúvidas sobre climatério e menopausa, além de explicar um pouco sobre os exames que costumam ser solicitados para este diagnóstico. 

 

Qual a diferença entre climatério e menopausa?

Vamos começar com uma dúvida bastante frequente entre as mulheres: afinal, qual a diferença entre climatério e menopausa? Muita gente confunde os dois e, apesar de estarem diretamente ligados, são coisas bem diferentes.

Chamamos de menopausa a última menstruação. Ele ocorre durante o climatério, que é o período onde aparecem os famosos sintomas atribuídos à menopausa, como as ondas de calor e as alterações de humor. 

Ou seja: o climatério é o período de transição entre a vida reprodutiva e a vida não reprodutiva da mulher. A menopausa marca o fim da vida reprodutiva. 

Porém, durante o climatério, é comum que a menstruação ocorra de forma mais espaçada, ou seja, falhe em alguns meses. Desta forma, a menopausa só pode ser considerada após 12 meses sem menstruar. 

 

Climatério e menopausa: como saber se cheguei lá?

A maioria das mulheres entra na fase do climatério quando chega na faixa etária entre os 40 e os 50 anos. Como cada corpo é único, esse momento será bastante particular para cada mulher e não é possível generalizar os sintomas. Porém, existem aqueles que são mais comuns e conhecidos, como:

  • Ondas de calor;
  • Irregularidade menstrual
  • Alteração no humor;
  • Baixa libido.

Ao sentir algum destes sintomas dentro da faixa etária considerada, é bastante importante procurar um médico ginecologista para fazer uma avaliação. Através de alguns exames será possível determinar se são sinais da chegada do climatério ou de alguma outra complicação.

 

Você sabia que o consumo em excesso de açúcar pode impactar na íntima da mulher? Clique aqui para saber mais sobre isso.

 

Além disso, há mulheres que entram no climatério um pouco antes do esperado. Por isso, mesmo que você não tenha sintomas ginecológicos, é sempre importante manter um acompanhamento com o seu ginecologista. Assim, é possível não apenas detectar doenças em fase inicial e, por consequência, tratar com mais facilidade, como também se preparar melhor para a chegada da menopausa. 

 

Exames realizados para detectar a chegada da menopausa

Você chegou à maturidade, sentiu alguns sintomas e ficou na dúvida se realmente está no climatério. O primeiro passo é procurar o seu ginecologista que, além de uma avaliação, irá solicitar alguns exames de sangue. São exemplos:

FSH: este exame mede a taxa do hormônio folículo-estimulante, um hormônio relacionado à fertilidade, que tem como função promover a maturação dos óvulos. Os valores do FSH variam conforme o período do ciclo menstrual e a idade da paciente, mas níveis muito elevados podem indicar a diminuição da função dos ovários. 

LH: outro hormônio que atua na ovulação e na produção da progesterona, que está associada à fertilidade. Os níveis do LH também mudam conforme o período do ciclo menstrual, mas valores muito elevados podem ser considerados um indicativo da chegada da menopausa. 

Cortisol: o cortisol é produzido pelo organismo com o objetivo de ajudar no controle do estresse. Quando o nível deste hormônio fica elevado, pode alterar o ciclo menstrual ao desregular outros hormônios, afetando a menstruação. Desta forma, investigar os níveis de cortisol serve para verificar se a irregularidade na menstruação é sinal de menopausa ou é consequência de alterações hormonais causadas pelo estresse. 

Prolactina: responsável pela produção de leite durante a gestação e amamentação, a prolactina também atua, aliada a outros hormônios, na ovulação e na menstruação. Desta forma, altos níveis de prolactina no sangue fora da gravidez ou do período de amamentação podem contribuir para o surgimento de sintomas da menopausa. 

hCG: este hormônio é produzido durante a gravidez e tem como função manter a gestação saudável ao evitar a descamação do endométrio, fenômeno que ocorre durante a menstruação. O hCG pode ser medido pelo sangue ou através da urina, e serve para identificar se um sintoma como a falta da menstruação é sinal de gravidez ou da menopausa. 

 

Espero que este artigo tenha ajudado a compreender a diferença entre climatério e menstruação, e como é possível identificar se você chegou nesta fase da vida.

Lembre-se: a menopausa não é nenhum bicho papão! Ela traz muitas mudanças para o corpo e para a rotina da mulher, mas não precisa ser sinônimo de sofrimento. Com acompanhamento médico e alguns cuidados, é possível viver a menopausa com leveza e qualidade de vida.

Um exemplo de tratamento muito eficiente para amenizar os sintomas da menopausa é a reposição hormonal. Clique aqui para saber tudo sobre esta terapia! 

E se você quer saber mais sobre menopausa e envelhecimento saudável, entre em contato comigo por aqui.

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Até o próximo artigo!


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Os hormônios são como o combustível que rege o nosso corpo. Por isso, a  reposição hormonal pode ser uma grande aliada das mulheres que buscam amenizar os sintomas da menopausa, e que querem envelhecer com mais saúde e qualidade de vida. 

Mas atenção! Antes de iniciar a reposição de hormônios, é preciso considerar uma série de fatores. No artigo a seguir explico um pouco sobre como funciona este tratamento, quais os seus benefícios e para quem é indicado.

 

Reposição hormonal: entenda como funciona

A chegada da menopausa traz grandes mudanças na vida da mulher. Os sintomas, além de gerar desconforto, também afetam a saúde física, o emocional e a autoestima. 

Muitos destes sintomas são resultados da diminuição da produção natural de hormônios pelo corpo da mulher nesta fase da vida. Por isso, a reposição hormonal se destaca como uma alternativa não só para melhorar a saúde, mas também para garantir uma menopausa mais tranquila e com mais qualidade de vida. 

Além disso, esta terapia também pode ajudar mulheres que sofrem com doenças ginecológicas, como a endometriose, ou que têm um ciclo menstrual difícil. Vou falar um pouco mais sobre isso a seguir.

Existem diversas formas de realizar a reposição hormonal, que pode ser feita por via oral ou por meio de implantes subcutâneos, por exemplo. O tratamento também pode incluir hormônios como estrogênio, progesterona, gestrinona, estradiol e levonorgestrel. 

O tipo de hormônio, a dosagem e o tempo de tratamento só podem ser determinados por um médico ginecologista, após uma avaliação criteriosa de cada caso. A seguir, deixo um vídeo que preparei para explicar de forma bem didática como a reposição hormonal funciona. Confira!

 

Você sabe qual o papel dos hormônios na libido feminina? Clique aqui e descubra.

 

Alguns benefícios da reposição hormonal

  • Ajuda a amenizar as ondas de calor do climatério; 
  • Melhora a qualidade para o sono;
  • Para as mulheres passando pela menopausa, a reposição auxilia na prevenção da perda de massa óssea, que pode levar à osteoporose;
  • Também ajuda na perda da massa muscular comum durante a menopausa;
  • Melhora a lubrificação vaginal, que costuma ficar comprometida durante a menopausa;
  • Pode ajudar na libido feminina, que também é impactada pela chegada da menopausa;
  • Suaviza sintomas da TPM;
  • Ameniza as cólicas intensas e o fluxo menstrual excessivo.

Quando é hora de fazer reposição hormonal?

Apesar de trazer muitos benefícios, a reposição hormonal não é indicada para todas as mulheres. Desta forma, só quem poderá orientar o uso desta terapia é um médico ginecologista, após a avaliação da paciente.

A reposição hormonal é normalmente indicada para mulheres que sofrem com doenças ginecológicas, como a endometriose, ou que tenham sintomas muito acentuados durante o ciclo menstrual, como cólicas muito fortes e fluxo intenso.

Além disso, a reposição hormonal costuma ser uma orientação para mulheres que estão passando pela menopausa. Isso porque a reposição auxilia na regulação de uma série de sintomas comuns nesta fase da vida. 

Por exemplo, a reposição hormonal ajuda a diminuir os fogachos e a sudorese noturna. Estes são alguns dos sintomas mais comuns da menopausa, e costumam atingir cerca de 70% das mulheres. Além de gerar grande desconforto, prejudicam o sono, a produtividade e a qualidade de vida da mulher. 

A reposição de hormônios também ajuda na manutenção da saúde cognitiva e atua também em outros fatores que são influenciados pela diminuição da produção natural de hormônios, como a perda de massa óssea e muscular, a qualidade do sono, as alterações de humor, a lubrificação vaginal, a textura da pele e do cabelo.

A adoção da terapia hormonal considera fatores como a idade da paciente, a gravidade dos sintomas, e possíveis contraindicações. No caso das mulheres que querem adotar a reposição hormonal para melhorar os sintomas da menopausa, o indicado é iniciar antes dos 60 anos, caso tenha entrado na menopausa há menos de dez anos e tenha baixo risco cardiovascular e para câncer de mama.

Para quem tem 60 anos ou mais, entrou na menopausa a mais de dez anos e tem risco moderado de doença cardiovascular ou câncer de mama, a terapia hormonal pode ser considerada, conforme orientação médica. Porém, mulheres com alto risco de doença cardiovascular ou câncer de mama devem evitar a reposição hormonal.

 

Clique aqui para saber mais como a reposição de hormônios pode melhorar a sua qualidade de vida.

 

Espero que este artigo tenha lhe ajudado entender melhor como funciona a reposição de hormônios e como ela pode garantir mais saúde e qualidade de vida para as mulheres. Se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

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Até o próximo artigo!


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São muitos os fatores que influenciam na libido, entre eles, as condições emocionais e a saúde física. Mas podemos destacar os hormônios como protagonistas quando falamos em desejo sexual. No artigo a seguir vou explicar um pouco sobre esta ligação entre hormônios e libido, e como ela funciona.

Mas o que é libido?

Antes de entendermos a relação entre hormônios e libido, precisamos compreender o que é e como funciona a libido. Podemos definir a libido como o desejo sexual que surge a partir de algum estímulo, seja visual, olfativo ou auditivo, por exemplo.

A libido funciona de formas diferentes para homens e mulheres. Além disso, ela não está vinculada apenas à questão hormonal. O desejo sexual sofre grande interferência da saúde física, de forma que algumas doenças e o uso de determinados medicamentos podem impactar na forma como a pessoa se relaciona com a libido. 

Além disso, questões emocionais e psicológicas também são determinantes. Outros exemplos de fatores que podem comprometer o desejo sexual são:

  • Consumo excessivo de álcool;
  • Sedentarismo;
  • Tabagismo;
  • Estresse;
  • Alimentação inadequada;
  • Pílula anticoncepcional.

 

Clique aqui para descobrir como a pílula anticoncepcional interfere na libido.

 

Hormônios e libido

Quando uma paciente chega no consultório com queixas sobre o desejo sexual, sempre buscamos investigar o funcionamento hormonal. Isso porque os hormônios são um dos fatores mais importantes quando falamos em libido e, inclusive, se relacionam com outros elementos que citei anteriormente. 

Por exemplo, pessoas que convivem com a depressão sofrem com os impactos dessa doença na parte hormonal, pois ela interfere nos níveis de ocitocina e serotonina, importantes neurotransmissores responsáveis por promover sensação de bem-estar e felicidade.

No caso das mulheres que fazem uso de pílula anticoncepcional, a questão está na produção dos hormônios sexuais. A pílula interfere na ovulação e nos níveis de hormônios importantes para a libido, como a testosterona.  

 

Saiba quais são os hormônios sexuais e qual o seu papel clicando aqui.

 

Para identificar quando a causa da queda na libido está relacionada aos níveis hormonais é necessário realizar uma avaliação completa, orientada pelo seu ginecologista. 

Entre os hormônios avaliados estão a testosterona e o estrogênio. Ambos são hormônios sexuais muito importantes para o ciclo menstrual e, por consequência, na libido. 

A testosterona, por exemplo, interfere no desejo, e nos pensamentos e fantasias sexuais. Já o estrogênio influencia na circulação sanguínea na região íntima e na lubrificação vaginal. Além destes, outros hormônios que podem impactar na libido são:

  • Prolactina
  • Dopamina
  • Ocitocina
  • Serotonina
  • Melatonina
  • Hormônios tireoidianos

 

A idade também é um fator importante quando pensamos em libido. Com o passar dos anos, nossa forma de sentir e viver o prazer sexual muda. Você pode ler mais sobre isso clicando aqui.

No caso das mulheres, com a chegada da menopausa, os níveis hormonais sofrem grandes alterações, principalmente no caso dos hormônios sexuais. Mas claro que isso não precisa determinar o fim da libidio. Descubra clicando aqui quais hábitos melhoram a libido durante a menopausa. 

 

Espero que este artigo tenha ajudado a compreender a relação entre os hormônios e libido. Se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

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Até o próximo artigo!


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Você já ouviu falar do “chip da beleza”? Os implantes hormonais receberam este apelido depois que a mídia passou a destacar os seus benefícios estéticos. Porém, adotar este método contraceptivo apenas pelos ganhos estéticos é errado, e pode ser perigoso para a saúde. Neste artigo vou explicar para quem são os implantes hormonais e como eles atuam no organismo.  

Implante hormonal: o que é isso?

Os implantes hormonais podem melhorar muito a qualidade de vida de quem utiliza. Mas, antes de considerar a adoção deste método, você precisa estar ciente de para quem são os implantes hormonais e como eles funcionam. 

Os implantes hormonais são uma alternativa aos anticoncepcionais orais, ou seja, a pílula. Eles têm o formato de um pequeno tubo, feito de um material parecido com o utilizado em próteses humanas, e medem entre 3 e 5 centímetros. 

Estes implantes são preenchidos com hormônios, que variam conforme a formulação indicada pelo ginecologista, e que são liberados diretamente na corrente sanguínea. Sendo assim, a quantidade de hormônio liberada no sangue e absorvida pelo organismo é controlada, diferente da pílula.

Eles são inseridos sob a pele, normalmente na região dos glúteos, por meio de uma pequena cirurgia. O procedimento é feito em consultório médico, por um profissional especializado, com anestesia local e sem necessidade de pontos. Os implantes podem durar de seis meses a três anos e, após este período, precisam ser substituídos. 

 

Você sabe qual é o papel dos hormônios sexuais no seu corpo? Clique aqui e descubra como eles influenciam na sua saúde e na sua vida.

 

Para quem são os implantes hormonais

Os implantes hormonais não são indicados para todas as mulheres. Desta forma, somente um médico ginecologista poderá indicar a adoção deste método, isso depois de uma avaliação criteriosa de cada caso. 

Os implantes hormonais costumam ser indicados nos seguintes casos:

  • Para melhorar a qualidade de vida de mulheres que estão sofrendo com os sintomas do climatério e da menopausa. Isso porque estes sintomas estão associados à queda na produção hormonal durante esta fase da vida;

 

  • Mulheres que apresentam intolerância à pílula, ou não podem utilizá-la em razão de alguma complicação de saúde, como no caso de mulheres que têm tendência genética a desenvolver trombose, por exemplo;

 

  • Mulheres com queda de libido em função do anticoncepcional oral;

 

  • Pacientes com doenças ginecológicas, como endometriose e adenomiose; 

 

  • Quem sofre com cólica e sangramento menstrual intensos. 

 

Alguns dos benefícios dos implantes hormonais:

  • Amenizam os sintomas do climatério, como as ondas de calor;
  • Melhoram a qualidade dos sono;
  • No caso das mulheres passando pelo climatério, os implantes ajudam a prevenir a perda de massa óssea, que pode levar à osteoporose;
  • Ajudam a suavizar sintomas da TPM, como a irritabilidade;
  • Atuam na diminuição das cólicas intensas e do fluxo menstrual excessivo.

 

Clique aqui e descubra como funciona a reposição hormonal durante a menopausa.

 

Por que é errado chamar os implantes hormonais de “chip da beleza”?

Notou que, entre os benefícios citados acima, eu não falei sobre estética? Isso porque os ganhos estéticos não devem ser o motivo para você adotar os implantes hormonais. 

Na realidade, estes benefícios são apenas consequências positivas do uso de um método que busca trazer mais saúde e qualidade de vida para as mulheres.  

Alguns exemplos das consequências estéticas para quem adotou os implantes hormonais são a redução da gordura corporal, e a maior facilidade em ganhar massa muscular. Isso ocorre em função da alta nos níveis do hormônio testosterona no corpo. 

 Por sua vez, ao adotar os implantes hormonais sem indicação médica, a mulher pode acabar sofrendo diversos efeitos indesejáveis e prejudiciais à saúde. Por exemplo: masculinização de algumas características corporais, como o aumento de pêlos e engrossamento da voz; impacto negativo na glicemia; e sobrecarga hormonal nos órgãos.

 

Descubra clicando aqui como a reposição hormonal pode melhorar a qualidade de vida feminina.

 

Espero que este conteúdo tenha lhe ajudado a compreender como funcionam e para quem é indicado os implantes hormonais. Se você ficou com alguma dúvida ou quer saber mais sobre o uso deste método, entre em contato comigo por aqui.

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Até o próximo artigo!


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Os implantes hormonais são grandes aliados no tratamento de doenças ginecológicas, como endometriose e adenomiose. O método é utilizado há muitos anos e pode trazer ainda outros benefícios, como melhora nos sintomas do climatério e da menopausa, além do efeito anticoncepcional. 

Quer saber mais sobre como funcionam os implantes hormonais? Então confira o artigo que preparei com muito carinho para você.

 

O que são implantes hormonais:

Os implantes hormonais são um método de tratamento e uma forma alternativa de uso dos hormônios, para além da pílula oral.  Eles têm a forma de um tubinho, de 3 a 5 cm, feito de silástico, um material semelhante à borracha das próteses utilizadas por humanos. 

O implante é preenchido por hormônios, que vão diretamente para a corrente sanguínea, de forma segura e controlada. Os implantes hormonais normalmente são inseridos na região dos glúteos, no tecido subcutâneo.

Mas atenção: alguns implantes hormonais ficaram conhecidos como “chips da beleza”. Eles receberam esse apelido em função de alguns dos seus efeitos secundários, como auxiliar na diminuição da gordura corporal, da celulite e da flacidez. Porém, é um grande erro utilizar os implantes apenas com foco nestes efeitos. 

Os implantes hormonais podem trazer inúmeros benefícios, se utilizados corretamente, com indicação médica, e para melhorar a qualidade de vida com foco no tratamento de algumas doenças. Caso contrário, podem, inclusive, prejudicar a sua saúde. 

 

Você sabe qual o papel dos hormônios sexuais na sua saúde e qualidade de vida? Clique aqui e descubra mais sobre isso. 

 

Quem deve usar?

Como expliquei no item anterior, os implantes hormonais podem melhorar muito a qualidade de vida e a saúde da mulher. Porém, só devem ser adotados com indicação de um profissional especializado.

Entre estas indicações, está o uso dos implantes para amenizar os sintomas do climatério e da menopausa. São sintomas causados pela queda da produção estrogênio nesta fase da vida, como  os fogachos e as dificuldades para dormir. 

Além disso, os implantes também podem ser indicados como método contraceptivo para quem tem intolerância à pílula. Ou ainda, para mulheres com queixas de queda de libido pelo uso do anticoncepcional oral, ou frequentemente esquecem de tomar da forma correta. 

Quem sofre de endometriose e adenomiose, apresenta cólicas menstruais severas ou sangramento menstrual excessivo também pode se beneficiar com os implantes hormonais.  

 

Tipos de implantes:

Se você está se perguntando se os implantes hormonais são todos iguais, a resposta é não! Existem diferentes tipos de implantes, e cada um é escolhido com base no diagnóstico individual de cada mulher, após consulta com um ginecologista e exames detalhados. 

Conheça alguns tipos de implantes hormonais abaixo:

  • Gestrinona

Duram cerca de um ano e contém 40g do hormônio gestrinona. Costuma ser indicado como anticoncepcional para quem tem problemas com a libido e sangramento menstrual excessivo. Porém, a Gestrinona não pode ser usada durante a amamentação e não é indicada para pacientes que já tiveram trombose e câncer de mama ou endométrio, por exemplo.  

 

  • Estradiol 

O implante de Estradiol costuma ser o mais indicado para mulheres no climatério, por auxiliar no tratamento dos sintomas. Também tem duração de um ano e contém aproximadamente 50 mg do hormônio. 

 

  • Levonorgestrel

Os implantes de Levonorgestrel são indicados para mulheres menopausadas, quando associado ao estradiol e à testosterona. Além disso, também podem ser indicados como anticoncepcionais. 

 

Quer saber mais sobre estes e outros tipos implantes hormonais? Então confira o vídeo onde explico mais sobre os diferentes tipos de implantes e suas indicações:

 

Você sabe como funciona a reposição hormonal na menopausa? Clique aqui que eu te explico tudo!

 

Como ocorre o procedimento: 

Os implantes hormonais são subcutâneos, ou seja, são colocados embaixo da pele, normalmente na região glútea. O procedimento pode ser simples e indolor, feito com anestesia local, e sem necessidade de pontos. Mas lembre-se: deve ser feito sempre com indicação de um ginecologista e aplicado em consultório médico, por um profissional qualificado. 

Os implantes duram de 6 meses a  3 anos. Quer saber mais sobre os implantes hormonais, saúde da mulher ou envelhecimento saudável? Então clique aqui e entre em contato para eu te ajudar com todas as suas dúvidas!


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Com o passar dos anos, o corpo das mulheres sofre diversas mudanças. Desta forma, a reposição hormonal feminina surge como uma grande aliada para uma vida com mais qualidade. Você já ouviu falar sobre esta terapia? Sabe como ela funciona e todos os seus benefícios? Neste artigo vou te explicar um pouco sobre como a reposição hormonal feminina pode te ajudar. 

 

Por que a reposição hormonal feminina pode ser uma aliada?

Os hormônios são responsáveis por diversas funções no organismo feminino, como o  equilíbrio no ciclo menstrual, por exemplo. Ao longo da vida, é natural que os níveis de hormônios como estrogênio e progesterona oscilem. Principalmente, com a chegada do climatério e da menopausa.

O climatério é um processo de transição hormonal. Ele tem início após os 45 anos, e segue até, mais ou menos, os 65 anos. Após o climatério, chega a menopausa, período onde ocorre a perda espontânea dos hormônios. Os sintomas destas alterações, muitas vezes, interferem na rotina e na autoestima das mulheres. 

 

Você sabe qual a função dos hormônios sexuais na sua saúde? Clique aqui e descubra. 

 

O que a reposição hormonal feminina faz? 

A reposição hormonal feminina consiste no uso de hormônios sintetizados em laboratório para suprir a falta dos hormônios naturais. Estes hormônios sintéticos têm a mesma composição química dos produzidos pelo organismo, e agem da mesma forma quando administrados no corpo feminino. 

A reposição hormonal feminina tem efeito curativo e preventivo. Ou seja, auxilia na diminuição dos sintomas do climatério e da menopausa. Também ajuda a evitar complicações que possam surgir pela diminuição da produção de hormônios pelo corpo. 

A indicação de reposição hormonal sempre deve partir de um médico ginecologista, após avaliação da paciente, e apenas caso exista necessidade. 

 

Sabia que a sua alimentação também pode ajudar no tratamento dos sintomas da menopausa? Saiba mais clicando aqui.

 

Tipos de reposição hormonal

Estrogênio + progesterona: tratamento mais utilizado para mulheres que ainda têm útero. A medicação contém progesterona natural, ou pode ser uma combinação de progesterona sintética e estrogênio.

Apenas estrogênio: mais indicado para mulheres que tenham retirado o útero. A medicação contém apenas o hormônio estrogênio, idêntico ao que o ovário produz. 

Natural: outra alternativa é consumir alimentos que tenham fitoestrogênio, como soja, linhaça e amora. Uma rotina de exercícios físicos regulares também podem ajudar.

 

Benefícios:

  • Minimizar as ondas de calor comuns durante o climatério;
  • Aliviar os picos de suor noturno;
  • Melhorar a qualidade do sono e amenizar a insônia;
  • Auxiliar na prevenção da perda de massa óssea, que leva à osteoporose;
  • Diminuir as chances de infecção urinária;
  • Amenizar a irritabilidade;
  • Prevenir sintomas depressivos;
  • Retardar sinais de envelhecimento;
  • Melhorar o desempenho sexual, uma vez que a queda dos níveis hormonais diminui a lubrificação vaginal.

A reposição hormonal pode melhorar muito a qualidade de vida das mulheres durante o climatério e a menopausa, também ajudando na autoestima e trazendo mais disposição para as atividades do dia a dia. Mas lembre-se: é essencial o suporte de um ginecologista para avaliar as necessidades individuais de cada mulher. 

 

Dúvidas sobre a menopausa? Descubra aqui o que é menopausa precoce e como diagnosticar.

Saiba o que muda na saúde íntima durante a menopausa clicando aqui. 


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Talvez você já tenha ouvido falar sobre a reposição hormonal na menopausa. De um lado temos fortes opiniões contrárias, enquanto de outro temos a defesa desse procedimento. Vamos desmistificar esse tema juntas?

O que é a reposição hormonal?

A partir dos anos 60, com a disseminação da pílula anticoncepcional, os estudos sobre hormônios começam a tomar mais espaço no campo médico. Nesse período, a reposição hormonal começou a ser usada. Mas sem muito direcionamento ou estudos para embasar melhor o seu uso.

Nos dias atuais, essa situação já mudou. Hoje temos várias formas de fazer a reposição hormonal através de combinações de estrogênio e a progesterona. A reposição funciona para amenizar os sintomas da menopausa, já que os hormônios são importantes reguladores do corpo. Quer ver só quantos problemas a reposição hormonal na menopausa te ajuda a resolver?

  • Melhora da satisfação sexual por devolver a lubrificação vaginal e diminui a dor durante as relações
  • Diminui os fogachos 
  • Melhora o humor
  • Previne a perda óssea
Não basta sobreviver, é preciso qualidade de vida

Um dos pontos mais importantes da reposição hormonal é a qualidade de vida da mulher. Em um dos vídeos lá no meu canal, eu comento como a vida das mulheres mais velhas tende a ser muito difícil. E grande parte do problema é resolvido quando o corpo volta a receber os hormônios. Isso porque os sintomas depressivos e de irritabilidade podem ser atenuados, e você não precisa ver a menopausa como sinônimo de tristeza.

De que forma os hormônios são inseridos no corpo?

A reposição hormonal é feita através do tratamento medicamentoso. Você pode optar por duas modalidades: os adesivos ou os comprimidos. Além disso, a reposição pode ser feita com apenas estrogênio ou com a combinação de estrogênio e progesterona. Após o início do tratamento, você sentirá os resultados logo nas primeiras semanas e pode seguir o tratamento por até cinco anos.

Entenda mais sobre a reposição hormonal

Fazer ou não fazer: eis a questão

Depende. Essa fase tem sido difícil para você? O ginecologista responsável precisa ponderar tanto os fatores biológicos e emocionais para dizer se você preciso ou não fazer a reposição hormonal. Se você quiser conversar sobre esse assunto, é só clicar nesse link.


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Você com certeza já ouviu falar deles, mas sabe qual é o papel dos hormônios sexuais no seu corpo? Neste artigo quero te ajudar a compreender o que são estes hormônios, de que forma eles atuam no seu corpo e como influenciam na sua saúde e na sua vida. Vem comigo?

Hormônios sexuais: o que é isso?

Os hormônios sexuais atuam como mensageiros químicos no seu corpo. Eles são produzidos e liberados na corrente sanguínea pelas glândulas suprarrenais, e pelas gônadas, órgãos que produzem as células sexuais (gametas), como os ovários e os testículos. 

Além de influenciar na puberdade, no desenvolvimento sexual, no desejo sexual e na reprodução, os hormônios sexuais também têm papel importante na regulação do crescimento ósseo e muscular, nas respostas inflamatórias do organismo, no controle dos níveis de colesterol, na distribuição de gordura no corpo e até mesmo no crescimento do cabelo.

Ao longo da vida, é normal que os níveis dos hormônios sexuais variem, como durante a menstruação, ou no período da menopausa, por exemplo. O uso de algumas medicações e fatores ambientais também podem influenciar, por isso é imprescindível acompanhar o funcionamento hormonal com um ginecologista. 

 

Quais são e qual o papel dos hormônios sexuais femininos?

Os ovários e as glândulas suprarrenais são os principais produtores dos hormônios sexuais femininos: o estrogênio, a progesterona e a testosterona.

  • Estrogênio

Provavelmente você já ouviu falar dele, uma vez que é o hormônio sexual feminino mais conhecido. A maior parte do estrogênio no seu corpo é produzido pelos ovários, mas as glândulas suprarrenais e as células de gordura também têm uma pequena participação na produção. O estrogênio tem função fundamental no desenvolvimento reprodutivo e sexual, que inicia com a puberdade.

  • Progesterona

Importante regulador dos ciclos menstruais, a progesterona também é responsável por preparar o corpo para a gravidez. Este hormônio é produzido pelos ovários, pela glândula suprarrenal e também pela placenta. 

É normal os níveis de progesterona aumentarem durante a ovulação e durante a gravidez, por exemplo, mas quando a quantidade produzida é baixa, pode levar a uma menstruação irregular e dificuldade de engravidar. 

A baixa na progesterona também pode representar um risco maior de complicações no caso de uma gestação já em curso.

  • Testosterona

Mas testosterona não é um hormônio masculino? Sim, a testosterona é o principal hormônio sexual masculino, mas ela também está presente no corpo feminino, em menores quantidades. 

Ela tem participação na menstruação, na fertilidade e no desejo sexual. Além disso, também influencia na produção de glóbulos vermelhos, e produção de massa óssea. 

Hormônios sexuais: puberdade e menstruação

A puberdade feminina costuma começar entre os 8 os 13 anos, quando o corpo inicia um aumento na produção de estrogênio e progesterona. Isso provoca o desenvolvimento de características como o crescimento de pelos nas axilas, pernas e região pubiana; desenvolvimento das mamas; maior acúmulo de gordura na região dos quadris, coxas e nádegas; alargamento da pelve e quadris; aumento da oleosidade na pele e aumento de altura.

A primeira menstruação pode ocorrer entre os 8 e os 15 anos. O ciclo menstrual regular dura normalmente cerca de 28 dias, mas pode variar entre 24 e 38. Este ciclo é composto por três fases, que coincidem com as mudanças hormonais. O primeiro dia da menstruação representa o início de um novo ciclo. Durante este período, os níveis de estrogênio e progesterona estão baixos, o que pode influenciar na irritabilidade e nas alterações de humor.

A chamada fase folicular compreende o período de crescimento do folículo nos ovários, processo que origina o óvulo. Neste momento, os níveis de estrogênio vão crescendo aos poucos, o que estimula a liberação de endorfinas, que melhoram o humor e aumentam a energia. O estrogênio também é responsável por enriquecer o endométrio, preparando o útero para a gravidez.

Logo em seguida inicia a fase ovulatória, quando os níveis de estrogênio chegam ao pico, fazendo com que o óvulo seja liberado. Por sua vez, na fase lútea da menstruação, é quando o óvulo chega ao útero. O folículo que foi rompido para originar o óvulo libera progesterona, que também fortalece o endométrio. O óvulo se fixa na parede uterina e, se não fertilizado, faz com que os níveis de estrogênio e progesterona diminuam, o que marca a semana pré-menstrual. 

Quando o óvulo não fertilizado e o revestimento do útero deixam o corpo, na forma de menstruação, ocorre o fim de um ciclo e o início de um novo. 

 

Entender o funcionamento do ciclo menstrual é muito importante para a sua saúde. Clique aqui e confira um conteúdo sobre este assunto.

 

Hormônios sexuais na gravidez

Durante a gestação, o corpo da futura mamãe produz diversos hormônios. Inclusive, é o aumento do nível desses hormônios que produz alguns dos primeiros sintomas da gravidez, como náuseas e vômitos. 

A progesterona atua na construção de um colo do útero mais grosso e na formação do tampão mucoso. Além dela e do estrogênio, outros hormônios têm papel importante na gravidez, como a relaxina, que ajuda a evitar contrações do útero antes do parto; e o lactogênio placentário humano (HPL), que auxilia a regular o metabolismo da mãe e a nutrir o feto. 

Com o fim da gravidez, os hormônios voltam ao normal. Porém, quem amamenta pode sofrer uma queda no nível de estrogênio, o que acaba impedindo temporariamente a ocorrência de novas ovulações. 

 

Os hormônios sexuais na menopausa

A menopausa costuma ocorrer por volta dos 50 anos, quando a pessoa para de menstruar e não é mais possível engravidar. Chamamos de perimenopausa o período de transição que antecede a menopausa.  Este momento da vida é marcado por grandes alterações nos níveis hormonais, o que pode trazer diversos sintomas, como irregularidade no ciclo menstrual, secura vaginal, mudanças de humor, dificuldade para dormir, e as famosas ondas de calor. 

Descubra aqui como a nutrição pode ajudar a amenizar os sintomas da menopausa.

A perimenopausa pode durar de 2 a 8 anos. Consideramos que a menopausa chegou quando a pessoa passa um ano inteiro sem menstruar. A partir da menopausa, os ovários continuam a produzir estrogênio e progesterona, mas em quantidades muito menores. Os níveis baixos de estrogênio podem levar à redução do desejo sexual e à perda da densidade óssea, por isso, é importante estar alerta em relação à osteoporose. A alteração nos hormônios nesta fase da vida também pode aumentar os riscos de doenças cardíacas e acidente vascular cerebral (AVC).


Dra. Patricia Bretz é Ginecologista, obstetra, especialista em Oncologia Ginecológica, Endometriose, Cirurgia minimamente invasiva, Implantes hormonais e Reprodução humana

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