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07/06/2021 Saúde íntima

Alguns acreditam que o melhor momento para a primeira consulta no ginecologista seja após a primeira menstruação. Outros acham que o correto é esperar o início da vida sexual. Mas será que existe uma idade ou momento certo para iniciar o acompanhamento ginecológico? Vou responder a esta pergunta no texto abaixo.

 

Qual a função do ginecologista?

O ginecologista é o médico especialista no cuidado com a saúde da mulher. Desta forma, ele é responsável por identificar e tratar doenças do sistema reprodutor, e das mamas. Por exemplo, é o ginecologista que faz o diagnóstico e orienta o tratamento da endometriose, da síndrome dos ovários policísticos, e de miomas e cistos.

Mas, além disso, o ginecologista também tem como função orientar métodos contraceptivos, auxiliar no planejamento familiar, e orientar o melhor tratamento para os sintomas da menopausa. 

Desta forma, podemos dizer que o papel do ginecologista vai além de consultas e exames. Ele é a principal fonte de informação sobre a saúde e o corpo feminino, e também o responsável por oferecer suporte fundamental no início da vida sexual das meninas. 

 

Por que a primeira consulta é tão importante? 

Infelizmente a primeira consulta no ginecologista ainda é motivo de tabu. Algumas pessoas pensam que este gesto de carinho e cuidado pode acelerar algum momento da vida da menina, como o início da vida sexual. 

Como sempre explico as minhas pacientes, durante a primeira consulta é realizada uma avaliação completa, para compreender a saúde da paciente de forma geral. Esse momento é muito importante para evitar futuras complicações. E, também, é uma forma de empoderar as meninas ao permitir que elas tenham conhecimento sobre o seu corpo e sobre como cuidar dele. 

Também é fundamental que este momento signifique um tempo de qualidade entre médico e paciente, pois muitos sintomas ginecológicos podem estar associados a alguma causa emocional. 

Para identificar estes casos, é preciso que nós, ginecologistas, possamos conhecer bem a pessoa que está sentada à nossa frente e, para isso, a paciente precisa se sentir confortável e a vontade com o seu médico. E isso vale para todas as idades, não apenas na primeira consulta!

 

Clique aqui e descubra quais fatores considerar ao escolher um ginecologista. 

 

Quando devo levar minha filha na primeira consulta no ginecologista?

A primeira consulta no ginecologista é um momento de avaliação da saúde da paciente, e também de orientação. Desta forma, o ideal é que não se espere o início da vida sexual para procurar o ginecologista. Também não se deve esperar o aparecimento de algum sintoma, incômodo, dor ou problema de saúde para procurar o acompanhamento médico.

A minha orientação é que os pais agendem uma consulta no ginecologista a partir da primeira menstruação, ou com o início da puberdade. Desta forma, o médico poderá orientar a menina sobre todas as mudanças que essa importante fase da vida traz para o corpo. Além de ensiná-la sobre cuidados com a saúde, prevenção de doenças, e também sobre como identificar e se proteger de possíveis abusos.

Quanto mais acolhida e informada a menina estiver, maiores as chances de se prevenir uma gravidez precoce ou complicações de saúde.

 

Você sabe como funciona o seu ciclo menstrual? Clique aqui e descubra como ele influencia na sua saúde.

 

Espero que este conteúdo tenha lhe ajudado a compreender a importância da primeira consulta com o ginecologista. Esse momento não deve ser visto com receio, mas como um marco na vida da menina e uma forma de empoderá-la e de garantir um futuro mais saudável. 

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Até o próximo artigo!


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31/05/2021 Saúde íntima

Você também chega na consulta cheia de perguntas ao ginecologista? A ginecologia tem como foco a saúde da mulher, mas é uma especialidade bem ampla. 

Além de responsável pelo diagnóstico e tratamento de doenças, o ginecologista também acompanha os cuidados com a saúde feminina desde a puberdade, até a menopausa. E ele ainda tem um papel muito importante no preparo para uma possível gravidez, durante a gestação, e no pós parto. 

Desta forma, é bastante comum as mulheres chegarem no consultório com uma lista de perguntas ao ginecologista. As dúvidas que mais recebo costumam ser sobre fertilidade, cólicas, e doenças, como a endometriose. Talvez você também se questione sobre estes temas, então listei as cinco perguntas mais frequentes entre as minhas pacientes e as respondi no texto abaixo. Espero que ele te ajude a compreender melhor o seu corpo e o cuidado com a sua saúde!

 

Na dúvida sobre como escolher o seu ginecologista? Clicando aqui eu te conto quais fatores você deve considerar ao escolher o seu médico. 

 

Pergunta nº 1:

“Doutora, eu vou poder engravidar?”

Acredito que esta seja uma das mais frequentes perguntas ao ginecologista. Para sabermos se uma mulher poderá engravidar, a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que mulheres abaixo de 35 anos tentem por um ano. E aquelas com mais de 35 anos devem tentar durante seis meses. 

Antes ou durante este período não deve ser realizado nenhum rastreamento, pois neles podem aparecer pequenas alterações que acabam gerando ansiedade na paciente, o que prejudica a fertilidade. 

Passado esse período, caso a paciente não consiga engravidar, o primeiro passo é avaliar possíveis alterações orgânicas. Neste caso checamos se existe alguma disfunção na tireoide e nos hormônios sexuais, que podem impactar no funcionamento dos ovários ou na ovulação. 

Também são avaliadas questões anatômicas da fecundidade, como miomas e endometriose. A partir desta conversa detalhada, e de um exame físico bem minucioso, fazemos exames complementares. 

São eles o ultrassom transvaginal, o espermograma (no caso dos homens), exames laboratoriais focados na parte hormonal, e um exame chamado histerossalpingografia. Este exame serve para identificar se existe alguma obstrução do útero que possa estar impedindo o óvulo de encontrar o espermatozoide.

 

Pergunta nº 2: 

“É normal ter cólica?”

A cólica normal é a cólica da ovulação, que ocorre cerca de duas semanas depois do período menstrual. Mas se você tem muita cólica durante a relação sexual, a sua menstruação é muito dolorosa, tem sangramento aumentado, desconforto para evacuar, ou está com dificuldade para engravidar, essa cólica pode ser um sinal de doença.

Nestes casos, é preciso fazer uma investigação. Eventualmente podem ser feitos exames como um ultrassom com protocolo para endometriose, ou uma ressonância magnética. Nem toda cólica é doença, mas se a cólica está fora do período da ovulação, precisa ser investigada.

 

Você sabe como ocorre o ciclo menstrual? Clique aqui e entenda como o seu funcionamento é importante para a sua saúde.

 

Pergunta nº 3: 

“O hormônio engorda?”

Quando a mulher entra na menopausa, ela tem um déficit progressivo nos hormônios. Essa mudança leva a menos ganho de massa muscular e mais acúmulo de gordura, principalmente na região abdominal. Nestes casos, a reposição hormonal, com hormônio bioidêntico, na dose adequada, combinada com um estilo de vida regrado, evitaria o acúmulo de gordura. 

O hormônio que pode culminar em um acúmulo de gordura é a pílula anticoncepcional oral. Isso ocorre porque ela diminui a testosterona livre e faz com que a paciente tenha menos ganho de massa muscular. 

 

Pergunta nº 4: 

“Tenho ovário policístico ou endometriose. É verdade que não vou conseguir engravidar?”

Outra perguntas ao ginecologista que aparece muito nas consultas. Essas duas situações são mitos. Muitas pacientes que têm ovário policístico e endometriose podem engravidar. Na verdade, é comum observarmos estas duas doenças coexistirem. O que acontece no caso destas pacientes é que, quando a doença está desequilibrada, há uma incidência maior de infertilidade. 

Por exemplo: de cada 10 mulheres que não conseguem engravidar, cinco têm endometriose. Mas, na medida em que a doença tiver um diagnóstico precoce e sejam tomadas as medidas oportunas, é possível que a paciente consiga engravidar sem grandes intervenções.

 

Pergunta nº 5: 

“A pílula anticoncepcional trata a endometriose?”

A endometriose é uma doença autoimune e inflamatória. Além disso, ela é progressiva enquanto a mulher está no período fértil, e dependente de um hormônio chamado estrogênio. Desta forma, quando pensamos em um tratamento específico para a endometriose, utilizamos medicamentos com ação antiestrogênica, coisa que a pílula não é capaz de fazer.

A pílula bloqueia temporariamente o funcionamento dos ovários, mas ela não inibe o estrogênio do corpo da mulher. Tanto que um dos lugares que se produz muito estrogênio é na gordura. Ou seja, o tratamento efetivo para a endometriose são medidas antiestrogênicas. 

Alguns exemplos destas medidas são:

  • Alimentação saudável, livre de agrotóxicos e com redução de hormônio;
  • Redução do uso de plásticos, principalmente de garrafas pet e recipientes plásticos aquecidos no microondas; 
  • Um estilo de vida mais regrado, com atividade física, pela sua ação anti-inflamatória; 
  • E a modulação de estresse. 

 

Quer saber mais sobre os implantes hormonais? Clicando aqui você acessa um conteúdo onde te explico como eles funcionam e quais os seus benefícios.

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Até o próximo artigo!


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24/05/2021 Saúde íntima

Consultar um ginecologista regularmente é fundamental para a saúde das mulheres. Esse cuidado deve iniciar com a puberdade, lá pelos 12 anos, e seguir ao longo da vida. Porém, por serem cuidados mais íntimos, muitas mulheres têm dúvidas sobre como escolher um ginecologista. É o seu caso também? Para te ajudar, vou listar a seguir alguns pontos para prestar atenção na hora de escolher o seu médico. 

 

Primeiro passo para escolher um ginecologista: o que esse médico faz?

O médico ginecologista tem como foco a saúde da mulher. Desta forma, esse profissional é responsável por realizar exames preventivos, tratar doenças do aparelho reprodutor feminino, e também das mamas. Por exemplo, é ele quem identifica e trata condições como endometriose, cistos, miomas, candidíase e infecções sexualmente transmissíveis. 

Além disso, o ginecologista também orienta métodos contraceptivos, auxilia no planejamento familiar e tem papel importante ao direcionar o tratamento dos sintomas da menopausa. 

Reposição hormonal feminina: clique aqui e saiba como ela pode ajudar na qualidade de vida durante a menopausa.

Muitos ginecologistas atuam como obstetras. Ou seja, também têm como especialidade acompanhar o planejamento da gravidez, a gestação, o parto e o período pós parto.  O ideal é que as mulheres comecem a realizar acompanhamento ginecológico a partir do início da puberdade, ou então quando apresentarem sintomas ginecológicos. Alguns exemplos destes sintomas são corrimento vagina ou alterações mamárias. Após a puberdade, o indicado é consultar o ginecologista pelo menos uma vez por ano, para realizar exames preventivos.

 

Você sabe como funciona o ciclo menstrual? Clique aqui e descubra como essa informação é importante para a sua saúde.

 

Como escolher o ginecologista: 

É fundamental que você confie e se sinta segura com o profissional que cuida da sua saúde. Por isso, escolher o ginecologista é um processo bem importante, e deve ser feito com atenção e carinho. Aproveite as dicas a seguir para fazer a sua escolha: 

 

  • O foco são as suas necessidades

A primeira informação a se considerar é o motivo que te faz escolher um ginecologista. O indicado é que o acompanhamento inicie ainda na adolescência. Por isso, é comum que a mãe leve a filha ao médico de sua confiança. 

Mas isso não precisa ser uma regra. Caso a adolescente não se adapte, é importante continuar procurando até encontrar um profissional com quem ela se sinta à vontade. 

Nesta fase da vida, o ginecologista tem papel importante na orientação sobre o início da vida sexual. Por isso, ele vai falar sobre exames como o Papanicolau, importante para o diagnóstico do câncer de útero, e também ensinar sobre doenças sexualmente transmissíveis. Desta forma, também irá responder todas as dúvidas da paciente sobre saúde da mulher. 

Se você está planejando uma gravidez, ou suspeita estar grávida, é importante buscar um profissional que também seja obstetra. 

 

  • Busque recomendações

Procurar por indicações é uma das formas mais tranquilas e fáceis de escolher um ginecologista. Converse com as suas amigas e familiares para pedir recomendações. Muitas vezes, consultar com um ginecologista indicado por uma amiga pode te trazer mais confiança. 

Mas claro, isso também não precisa ser uma regra. Lembre-se que não é porque o profissional é ótimo para a pessoa que o indicou, que também será para você. Por isso, considere mais de uma indicação. 

Você também pode procurar na internet por ginecologistas com boas avaliações, ou que ofereçam tratamentos diferenciados. O principal é buscar por um profissional ético, empático e comprometido com a sua saúde. 

 

  • De olho no consultório

Outro aspecto importante na escolha é a clínica ou consultório. As instalações precisam ser acessíveis e confortáveis, para que você se sinta bem e acolhida. Mas, ainda mais importante é a higiene do local. Esteja atenta, por exemplo, se o protetor da cama foi trocado antes de você ser atendida. 

 

  • Disponibilidade

Questione o profissional se ele tem disponibilidade para atendimentos em casos de urgência. Principalmente se você estiver grávida ou tratando alguma doença. Pode parecer algo pequeno, mas faz toda a diferença no seu tratamento.

Depois destas dicas, lembre-se também que você pode trocar de ginecologista sempre que considerar necessário. Esta é uma relação que vai lhe acompanhar ao longo de toda a sua vida e, por esse motivo, precisa ser construída com base na confiança e no seu bem-estar. 

Para saber mais: clique aqui e descubra qual o papel dos hormônios sexuais na sua saúde.

 

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Até o próximo artigo!

 


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A vitamina D é muito importante para as mulheres grávidas e para aquelas que estão tentando engravidar. Isso porque a vitamina D tem papel fundamental na fertilidade, e também na formação e na saúde do bebê. Vou te explicar mais sobre isso no artigo a seguir.  

 

A vitamina D afeta a fertilidade das mulheres e também a gravidez

Podemos dizer que vitamina D e fertilidade estão totalmente relacionadas. Este nutriente é fundamental para o funcionamento correto do sistema imunológico, tanto para os homens, quanto para as mulheres. 

Porém, no caso delas, os órgãos do sistema reprodutor têm receptores especiais que absorvem a vitamina D. A relação entre a  deficiência da vitamina e a infertilidade, nas mulheres, ocorre em função desta característica.

No caso das mulheres que já estão gestando, a vitamina D reduz as chances de aborto no primeiro semestre da gravidez. Ela também atua na formação óssea do bebê, que inicia a partir da 12ª semana de gestação. 

Desta forma, mulheres na fase pré gestação, e também durante a gravidez, costumam se beneficiar muito com a suplementação de vitamina D, que deve sempre ser orientada por um médico, caso exista a necessidade. 

Quando a mulher está com os níveis de vitamina D baixos, ela também está mais suscetível ao surgimento de doenças e problemas de saúde. Alguns deles, inclusive, também afetam a sua fertilidade. Alguns exemplos são:

  • Miomas
  • Endometriose
  • Síndrome dos ovários policísticos
  • Óvulos com pouca qualidade
  • No caso de tratamento de fertilização in vitro, dificuldade de implantar os embriões

 

Além da vitamina D, as atividades físicas também são fundamentais para a saúde da mãe e do bebê. Saiba como clicando aqui. 

 

Pretende engravidar em breve? A preparação para a chegada de mais um integrante na família envolve uma série de cuidados. São detalhes fundamentais, que vão garantir a saúde da mulher, enquanto gestante, e também do bebê. Neste vídeo eu te conto tudo sobre isso.

 

O que é a vitamina D?

A vitamina D é um nutriente fundamental para a saúde de todos, não só das gestantes e futuras mamães. Esta vitamina é produzida de forma natural pelo corpo, com uma ajuda da exposição da pele à luz solar. Além disso, também pode ser obtida por meio da alimentação. Alguns exemplos de alimentos ricos em vitamina D são peixes, gema do ovo e leite. 

Além de atuar na fertilidade, a vitamina D também tem papel importante na saúde dos ossos. Ela ainda trabalha na regulação do crescimento, na saúde dos sistemas imunológico e cardiovascular, na formação dos músculos, e no bom funcionamento do metabolismo. 

A suplementação de vitamina D ocorre quando um médico, através de exames, identifica a deficiência do nutriente no organismo. Assim, ele orienta a quantidade e o período em que deve ocorrer a reposição.

 

Sabia que a vitamina D também pode ser uma aliada no combate ao COVID-19? Descubra como neste artigo. 

 

Vitamina D: importante antes e durante a gestação

Uma pesquisa do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos reuniu mulheres de 18 a 40 anos, que estavam tentando engravidar, mas que também já haviam passado por abortos espontâneos anteriormente. 

Foram coletadas amostras de sangue dessas mulheres em dois momentos: antes da concepção, e durante a oitava semana da gravidez. Esse estudo comprovou que a vitamina D é fundamental no período em que a mulher se prepara para engravidar.

 

Um nutriente fundamental para a saúde de todos:

Achou que a relação entre falta de vitamina D e infertilidade é um fator apenas do corpo feminino? Não mesmo. Existem estudos que apontam a relação entre o nutriente e a fertilidade também nos homens. No caso deles, os baixos níveis da vitamina podem afetar a qualidade do sêmen. 

Ainda no caso das gestantes, a falta de vitamina D pode também facilitar o surgimento de diabetes gestacional e hipertensão. Estas condições prejudicam o bebê e podem, inclusive, causar um parto prematuro.

Níveis baixos de vitamina D podem ser responsáveis por aumentar o risco de contrair infecções, dores musculares e nos ossos, queda de cabelo, dificuldade de cicatrização de lesões, e até depressão. 

Muitas vezes, apesar da alimentação correta e da exposição da pele à luz solar, a suplementação da vitamina D é necessária. Mas isso pode ser bastante benéfico, para a saúde de todos, principalmente de uma futura mamãe e do seu bebê.  Então, se você é gestante, ou uma gravidez está nos seus planos próximos, consulte o seu médico e converse com ele sobre a vitamina D.

 

Espero ter te ajudado com as suas dúvidas sobre este tema. Confira os demais conteúdos aqui do blog e me acompanhe também no Facebook, no Instagram e no Youtube.  Até o próximo artigo!


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Durante a menopausa diversas coisas mudam no corpo da mulher e entre essas mudanças temos a saúde íntima na menopausa. Isso porque a queda de hormônios como o estrogênio e a progesterona afeta diretamente funções fundamentais do nosso corpo, como a saúde íntima. No artigo de hoje quero te ajudar a entender como a sua saúde íntima é afetada durante a menopausa, vamos juntas?

1. A sua lubrificação muda

A lubrificação vaginal é uma função fundamental para uma boa vida sexual, e nós já sabemos como isso é importante em todas as fases da vida da mulher, não é? Mas além disso, a lubrificação também tem função de manter a vagina saudável independente de existir excitação sexual ou não, já que a região vaginal é naturalmente úmida. Para eu te explicar melhor, vamos dar uma olhada na nossa amiguinha?

fonte: catraca livre

A nossa vagina possui dois conjuntos de glândulas que viabilizam nossa lubrificação: as glândulas de Skeene, as quais se localizam na entrada do útero e têm funções de manter a região úmida no dia a dia. Já as glândulas de Bartholin, as quais ficam bem no início do nosso canal vaginal, possuem funções maiores de lubrificação durante a excitação sexual. Durante a menopausa a saúde íntima sofre “cortes” na produção hormonal, diminuindo a atuação dessas glândulas, gerando a tão temida secura vaginal.

2. As coisas mudaram, mas nem tanto assim

Nós mulheres temos uma cultura muito forte em nos preocuparmos com a saúde da nossa vagina: diferente dos homens nós frequentamos médicos ginecologistas desde muito jovens. Esses cuidados básicos que aprendemos desde antes do início da vida sexual seguem valendo. A sua saúde íntima na menopausa depende dos cuidados básicos como manter o uso de camisinha em relações sexuais (porque camisinha não previne somente gravidez, não esqueçam meninas).

Além disso, mantenha sua região íntima higienizada. Aqui não é necessário fazer uso de produtos para “perfumar” a área como muitas vezes somos levadas a acreditar. Eu sempre diso que o ideal é você sempre optar por um sabonete neutro e ficar atenta aos sinais que sua vagina dá, como corrimentos, mudanças de textura ou sangramentos.

3. Facidez é normal

Nós somos acostumadas, desde jovens, a pensar que os corpos representados na mídia são os ideais, e isso se aplica a nossa vagina também. Por isso os padrões de juventude e de vaginas padronizadas podem nos levar a pensar que existe algo de errado com nossa saúde íntima na menopausa, já que nessa fase ocorre o fenômeno da flacidez.

A vagina é revestida pela nossa pele, e a pele está sujeita a perda de colágeno. Essa proteína tem sua produção diminuída durante a menopausa, o que deixa nossa pele mais fácida e enrrugada. E isso é normal!

Nenhuma vagina se mantem lisinha para sempre, não fique presa apenas à estética: está tudo bem, o envelhecimento vaginal faz parte da nossa vida, desprenda-se dos padrões.

A fase da menopausa ou climatério não precisa ser tratada com um tabu ou ignorada. É importante que nós normalizemos o momento de vida em que você se encontra é fundamental para se sentir mais feliz e tranquila.

Se você quiser saber mais sobre a menopausa, separei um vídeo lá no meu canal para conversarmos mais, vamos lá?

 


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11/03/2021 Saúde íntima

 

 

Quando você faz sexo pela primeira vez, é normal esperar algum sangramento na relação. Mas se a sua primeira experiência sexual já passou há muito tempo e você notar sangramento depois do sexo, deve ficar atenta.

 

O sangramento durante ou após o sexo ocorre por vários motivos. Um sangramento leve de vez em quando pode não ser grande coisa. 

 

Mas se você tiver outros fatores de risco, uma visita ao seu ginecologista é necessária. Ele fará os exames necessários para identificar a causa e iniciar o melhor tratamento.

 

Abaixo, separei uma lista com as possíveis causas do sangramento na relação sexual. Vamos conferir?

 

Rompimento do hímen

O rompimento do hímen ocorre geralmente durante a primeira relação íntima da mulher. Porém, há vezes em que o hímen se rompe apenas mais tarde. 

 

Ele é uma fina membrana localizada na entrada da vagina, e que tem como objetivo prevenir o surgimento de infecções durante a infância. Na primeira relação sexual, em geral, ele é rompido.

 

Esse rompimento pode causar um pequeno sangramento e desaparece em poucos minutos. Porém, se o sangramento não parar, é necessário buscar ajuda de um ginecologista.

 

Infecções sexualmente transmissíveis

As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como clamídia e gonorreia, podem ser a causa. Elas estão associadas a uma variedade de sintomas vaginais, desde dor pélvica, coceira e queimação até corrimento vaginal e micção dolorosa frequente.

 

A inflamação causada por essas ISTs pode fazer com que os vasos sanguíneos superficiais inchem e rompam mais rapidamente. Isso causará sangramento frequentemente associada à gravidade da infecção. 

 

Outras ISTs, como a sífilis e o herpes genital, podem causar lesões abertas e ulcerativas, que tendem a sangrar se forem irritadas. 

 

Embora as feridas frequentemente apareçam externamente, às vezes podem se desenvolver dentro da vagina. Além disso, podem ser totalmente indolores e despercebidas.

 

Leia também::: Qual é a importância da microbiota vaginal?

 

Pólipos benignos

Crescimentos benignos no colo do útero (pólipos cervicais) ou útero (pólipos uterinos ou endometriais) são uma causa comum de sangramento durante ou após o sexo

 

Às vezes, os pólipos cervicais tendem a se desenvolver em mulheres na faixa dos 40 e 50 anos que tiveram gestações múltiplas. Eles são tipicamente vermelhos ou violetas com uma estrutura semelhante a um tubo rica em capilares que podem sangrar facilmente quando tocados.

 

Os pólipos uterinos são pequenos nódulos macios de tecido que se projetam de dentro do útero. Em princípio, os desse tipo têm tendência a sangrar entre as menstruações, após a menopausa e durante o sexo. Eles também tendem a se desenvolver em mulheres entre 36 e 55 anos.

 

Ectrópio Cervical

Ectrópio cervical é uma condição não cancerosa. Assim, as células que normalmente revestem o interior do colo do útero se projetam para fora através do orifício cervical (a abertura do colo do útero).

 

Aliás, quando isso acontece, a distensão anormal do tecido cervical pode causar a dilatação e inflamação dos vasos sanguíneos já frágeis. 

 

Como resultado, o sangramento é comum devido à relação sexual, ao uso de absorventes internos e até mesmo à inserção de um espéculo durante um exame pélvico.

 

Menopausa

As mulheres na pós-menopausa costumam sangrar durante ou após o sexo. Isso ocorre porque a diminuição dos níveis de estrogênio faz com que as paredes vaginais se tornem literalmente finas e produzam menos muco lubrificante. 

 

Isso é conhecido como vaginite atrófica, uma condição que também está associada a coceira e queimação vaginal.

 

Além disso, a vaginite atrófica também pode ser tratada com terapia de estrogênio, e lubrificantes vaginais também podem aliviar a secura e diminuir a dor.

 

Endometriose

A endometriose ocorre quando o revestimento do útero (o endométrio) se estende para fora do útero. Dessa forma, o tecido endometrial pode se prender às superfícies de outros órgãos, muitas vezes resultando em dores terríveis e, em alguns casos, infertilidade.

 

Duas das características da endometriose são a relação sexual dolorosa e o orgasmo doloroso. Isso ocorre ​​pela tensão adicional e pela pressão exercida sobre os tecidos já vulneráveis. O sangramento pós-sexo não é incomum quando isso ocorre.

 

Por exemplo, a terapia hormonal reduz os níveis de estrogênio e costuma ser eficaz na redução da dor. É possível reduzir a dor e o sangramento mudando as posições que você normalmente usa durante o sexo. 

 

Trauma

O sexo vigoroso pode causar cortes, arranhões ou rasgos na vagina. E quando isso acontece, é normal haver também sangramento.

 

É mais provável que isso aconteça se houver secura vaginal, como pode ocorrer durante a menopausa.

 

Câncer

Embora o câncer seja uma causa menos provável de sangramento pós-coito, é um dos possíveis sinais de câncer cervical, vaginal e uterino.

 

Os tumores podem variar dependendo do tipo de câncer envolvido. Mas também são alimentados por uma rede densa e aleatória de vasos sanguíneos. Ou seja, à medida que o tumor cresce, esses vasos podem ficar tensos e propensos a estourar. Às vezes, a relação sexual pode causar isso.

 

Fique atenta ao seu corpo

O sangramento durante ou após o sexo nunca deve ser considerado normal. Mesmo que ocorra como resultado de trauma acidental, é melhor examiná-lo apenas para encontrar maneiras de evitar tais lesões no futuro.

 

Além disso, se você não sabe o que está causando o sangramento vaginal durante a relação sexual, não evite consultar um ginecologista por medo de receber um diagnóstico de câncer. 

 

O câncer é, na verdade, uma das causas menos prováveis. Se o câncer for o motivo do sangramento, um diagnóstico precoce proporciona um tratamento mais ágil e uma maior chance de curar a doença antes que se torne séria.

 

Desse modo, como expliquei acima, um dos motivos para o sangramento na relação sexual pode ser a secura vaginal durante a menopausa. E sobre o tema, e como é feita a reposição hormonal, indico o vídeo que postei no meu canal no Youtube. É só dar o play abaixo!

 


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04/03/2021 Saúde íntima

 

 

A microbiota vaginal é o conjunto de bactérias que vivem dentro da vagina. E essa flora desempenha um papel fundamental na saúde da mulher.

 

A microbiota vaginal normal é dominada por várias espécies de lactobacilos. Por exemplo, eles ajudam a manter a vagina saudável, produzindo ácido lático, peróxido de hidrogênio e outras substâncias que inibem o crescimento de leveduras e outros organismos indesejáveis. Eles mantêm a vagina em um pH saudável em torno de 4.

 

Este ambiente levemente ácido ajuda a proteger contra infecções. O mesmo acontece com as outras substâncias que eles produzem. Essas bactérias são uma parte importante de um ecossistema vaginal saudável. 

 

O que é a microbiota vaginal?

A flora vaginal, também conhecida como microbiota vaginal, é o termo coletivo para as colônias de bactérias que vivem dentro da vagina. 

 

Uma flora vaginal saudável e equilibrada é extremamente importante para a saúde íntima. Assim como o intestino, a vagina é o lar de bilhões de bactérias e outros microorganismos, alguns bons, alguns ruins e alguns ‘neutros’.

 

Os tipos de bactérias encontrados na microflora vaginal variam de mulher para mulher, mas uma microbiota vaginal saudável é composto principalmente por um gênero de bactérias chamado Lactobacillus. 

 

Mas, na verdade estima-se que pelo menos 95% da flora vaginal normal deva ser composta por gêneros de bactérias Lactobacillus. As seguintes espécies do gênero Lactobacillus estão todas presentes na vagina: 

  • reuteri 
  • rhamnosus 
  • crispatus 
  • gasseri 
  • iners 
  • jensenii

 

No entanto, nem todas as cepas de cada uma dessas espécies de bactérias residem na vagina. Algumas cepas podem preferir viver no intestino. 

 

As bactérias são classificadas de acordo com seu gênero, espécie e cepa. As cepas dentro de cada espécie podem ter propriedades muito diferentes e, portanto, “vivem” ou colonizam diferentes áreas do corpo.

 

Leia também::: O que é menopausa precoce e como diagnosticar?

 

Importância da microbiota vaginal

Tendo mencionado que a flora vaginal, ou mais especificamente as bactérias vaginais “amigáveis” ou “boas” ajudam a prevenir a infecção vaginal, vamos dar uma olhada em como elas realmente fazem isso.  

 

Os lactobacilos produzem ácido láctico. Assim, essa função é o que mantém o equilíbrio do pH da nossa vagina em um nível ligeiramente ácido e evita o crescimento de leveduras, bactérias nocivas e outros organismos patogênicos que preferem um ambiente mais alcalino para sobreviver. 

 

Curiosidade: o equilíbrio do pH de uma vagina saudável é de cerca de 4,5, o mesmo que vinho, tomate e cerveja!

 

Além do ácido láctico, os Lactobacilos também produzem peróxido de hidrogênio e outras substâncias que inibem o crescimento de cepas desfavoráveis ​​ou “patogênicas” de bactérias e leveduras. 

 

Qualquer coisa que perturbe o delicado equilíbrio do microbioma vaginal dá aos patógenos a chance de crescer demais e causar infecção íntima na saúde.

 

Bactérias ruins podem crescer na flora vaginal por vários motivos. Relações sexuais, dietas ricas em açúcar, o uso de produtos de limpeza corporal perfumados, antibióticos e até mesmo o estresse. 

 

Além disso, um crescimento excessivo de micróbios ruins ou “hostis” na vagina pode levar a vaginose bacteriana (VB) e infecções fúngicas, conhecidas como sapinhos.

 

A vaginose bacteriana

Uma característica marcante da vaginose bacteriana (VB) é o rompimento dessa flora vaginal normal e a perda de lactobacilos. Isso não só pode ser desagradável por si só. Também pode deixar a mulher mais suscetível ao HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis.

 

Ou seja, a vaginose bacteriana é causada por um crescimento excessivo de bactérias que normalmente existem em níveis baixos na vagina. Quando a população de lactobacilos é interrompida, essas bactérias assumem o controle.

 

As bactérias associadas à VB produzem várias aminas voláteis. Esses produtos químicos são o que causam o odor característico associado à vaginose. Este odor tende a ser mais forte após o sexo, particularmente sexo desprotegido.

 

Cuide do seu corpo!

Em síntese, manter a microbiota vaginal em perfeito equilíbrio é fundamental para uma melhor qualidade de vida. Mas para isso, você deve manter a higiene diária da sua vagina, usando água quente e sabonetes sem perfume para lavar suavemente a área ao redor da vulva.

 

Evite duchas vaginais, pois podem ser muito prejudiciais para a flora vaginal normal. Por outro lado, também não use produtos femininos perfumados ou papel higiênico perfumado. Tome um probiótico regularmente, preferencialmente que contenha cepas de bactérias que gostam de viver na vagina e comprovadamente chegam vivas até ela.

 

Além disso, desfrute de uma dieta variada de alimentos frescos, incluindo frutas e vegetais frescos. Mas fique de olho na ingestão de açúcar, pois isso alimentará o tipo errado de bactéria em seu corpo.

 

Igualmente, fale sobre sua vagina! Ou seja, se você tiver quaisquer preocupações ou dúvidas, compartilhe-as e, se necessário, consulte um médico. Entenda suas complexidades e lembre-se de como as vaginas são incríveis ao longo de nossas vidas.

 

E se quiser mais informações, confira o vídeo que postei no meu canal no Youtube!

 

 


Dra. Patricia Bretz é Ginecologista, obstetra, especialista em Oncologia Ginecológica, Endometriose, Cirurgia minimamente invasiva, Implantes hormonais e Reprodução humana

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