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30/08/2021 Saúde íntima

A maternidade faz parte dos planos de muitas mulheres, e essa escolha exige uma série de preparativos. No caso daquelas que desejam gestar, esses preparativos incluem um acompanhamento ginecológico. Normalmente é nesta etapa do processo, entre tentativas e exames clínicos, que estas mulheres podem esbarrar na infertilidade. 

A dificuldade para engravidar está associada a diversos fatores. Infelizmente, esse assunto ainda é cercado de tabus e existe uma grande quantidade de informações falsas circulando, o que não ajuda nem um pouco as mulheres que estão passando por essa situação. 

A infertilidade feminina é um assunto delicado, e deve ser tratado com seriedade e carinho. Acolher as futuras mamães é fundamental para que elas se sintam seguras neste momento tão importante de suas vidas, e o acesso à informação de qualidade é o primeiro passo para resolver este problema.

Por isso, preparei este artigo para explicar melhor alguns dos principais mitos e verdades sobre a fertilidade feminina. Boa leitura!

 

Os tratamentos sempre funcionam?

Mito. Existem muitos fatores que podem dificultar a gravidez e nem sempre é possível diagnosticar todos eles. Os tratamentos podem ajudar, porém os resultados variam conforme a condição específica de cada mulher. Por isso, algumas vezes é preciso várias tentativas até a gravidez se concretizar. 

 

Mulheres com SOP sempre terão infertilidade?

Mito. A SOP está relacionada com problemas hormonais que afetam a evolução, mas isso não significa que mulheres com ovários policísticos são inférteis. Existem uma série de tratamentos para mulheres com SOP que desejam engravidar. Além disso, bons hábitos de saúde também ajudam, como alimentação saudável e atividade física.  

 

Endometriose causa infertilidade?

Mito. Existem diversos tratamentos, entre hormonais e procedimentos cirúrgicos, que possibilitam que mulheres com endometriose tenham uma gravidez segura, mesmo com a doença. 

 

Abortos espontâneos com frequência podem ser sinal de um problema no útero? 

Verdade. Abortos espontâneos e frequentes precisam ser investigados, pois podem ocorrer em função de alguma malformação do útero; de uma alteração inflamatória, como a endometriose; ou ainda em razão de algum problema imunológico. Para um diagnóstico eficiente, é fundamental uma avaliação médica e exames clínicos. 

 

Útero retrovertido dificulta a gravidez?

Mito. Essa condição também é conhecida como útero invertido e é algo normal, que não impacta na fertilidade natural da mulher ou nos tratamentos para reprodução. 

 

Mulheres que só tem um ovário podem engravidar?

Verdade. Problemas em um dos ovários ou em uma das trompas, ou mesmo a retirada de um deles, pode prejudicar a fertilidade, mas não impedem a possibilidade de uma gravidez espontânea. 

 

A vitamina D é um fator muito importante na fertilidade feminina. Clique aqui para saber como essa relação funciona. 

 

Líbido alta é sinônimo de fertilidade?

Mito. Muita gente pensa que alimentos afrodisíacos podem ajudar a resolver a infertilidade feminina. Eles impactam no desejo sexual, mas isso não significa que aumentam as chances de uma gravidez. 

 

A idade pode significar infertilidade?

Verdade. A mulher perde óvulos de forma contínua ao longo da vida e, com o passar dos anos, os óvulos também envelhecem e perdem eficiência. Ou seja, quanto mais jovem e saudável a mulher for, mais fácil será para conseguir uma gravidez. 

 

A infertilidade é sempre uma questão da mulher?

Mito. Homens e mulheres podem ter problemas de fertilidade. Inclusive, as taxas de infertilidade entre ambos são bastante semelhantes, cerca de 40%. 

 

Quem malha tem mais dificuldade para engravidar?

Verdade. Alguns exercícios, principalmente os que exigem muito esforço físico, assim como uma dieta pobre em gordura e uma carga excessiva de estresse podem provocar a amenorréia, que é ausência da menstruação. Esses fatores também podem interferir na produção de estrogênio, que quando reduzido, dificulta a gravidez. 

 

Você sabia que a alimentação tem impacto direto na saúde íntima da mulher. Clique aqui e acesse um artigo onde explico quais são os efeitos negativos do excesso de açúcar na saúde feminina. 

 

Tomar pílula por um longo período causa infertilidade? 

Mito. Independente do tempo que a mulher passou usando a pílula, ao interromper o uso, ela já está apta a engravidar. Mas atenção: a pílula não causa infertilidade, mas pode mascarar sintomas de problemas já existentes e que podem prejudicar as tentativas de gravidez, como a endometriose ou uma baixa reserva ovariana.  

 

Espero que este artigo tenha lhe ajudado a compreender melhor alguns dos fatores podem ou não dificultar a fertilidade feminina. Se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

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Até o próximo artigo!


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27/07/2021 Saúde íntima

Você sabe qual a relação do açúcar com a saúde íntima feminina? O consumo em excesso de açúcar pode ocasionar uma série de prejuízos à saúde. E quando olhamos para as mulheres, esse consumo reflete até mesmo na saúde íntima, ao propiciar o surgimento ou o agravamento de doenças já existentes, como a SOP e a endometriose. 

Confira o artigo que preparei a seguir e saiba mais sobre como o consumo em excesso de açúcar pode ter efeitos negativos no organismo das mulheres. 

 

Como o açúcar impacta na fertilidade e em doenças como a SOP 

Ao ser consumido em excesso, o açúcar se torna um grande vilão para a saúde de homens e mulheres. No caso delas, este ingrediente comum em tantos alimentos pode influenciar o organismo de diversas formas, o que impacta até mesmo na saúde íntima. 

Entre os efeitos nocivos do excesso de açúcar na saúde íntima feminina, estão alterações hormonais e mudanças no pH vaginal, que podem propiciar o surgimento ou a complicação de doenças como a SOP e a candidíase. Além disso, o açúcar em excesso pode contribuir até mesmo para a infertilidade da mulher.

Para reduzir o impacto do açúcar na saúde do aparelho reprodutor feminino, é fundamental estar atenta à dieta, e evitar ou reduzir a ingestão de alimentos ricos em açúcar, como processados e refinados. Também é importante adotar uma alimentação mais natural, balanceada, e rica  em vitaminas e sais minerais. 

A seguir vou listar alguns exemplos de doenças para as quais uma alimentação com excesso de açúcar pode ser um complicador. 

 

  • Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)

A SOP é uma doença que afeta muitas mulheres, mas apesar de comum, pouco se sabe sobre a sua origem. A resposta mais aceita pelos especialistas é que as causas da SOP são uma combinação de fatores genéticos e ambientais, entre eles, a alimentação. 

A SOP é um distúrbio endócrino. Ou seja, ela afeta as glândulas responsáveis pela produção de hormônios que regulam diversas funções corporais, como estresse, sono e reprodução. 

A SOP está associada à resistência à insulina, um hormônio que atua na metabolização da glicose no organismo. Sendo assim, o consumo em excesso de açúcar pode levar os ovários a produzir uma quantidade ainda maior de testosterona e, desta forma, agravar os sintomas.

Saiba mais sobre a SOP, suas causas, sintomas e tratamento no vídeo abaixo.

 

  • Candidíase

A candidíase é outra doença bem conhecida entre as mulheres. Ela causa uma infecção devido a proliferação em excesso de um tipo de fungo. Esse fungo habita a flora vaginal normalmente, porém, se alimenta de glicose para se espalhar pelo organismo. Desta forma, quanto mais açúcar a mulher tiver no sangue, mais chances de desenvolver um quadro de candidíase.

Fique atenta aos sintomas: a candidíase costuma causar coceira, corrimento branco e pastoso, inchaço e vermelhidão na vulva.  O tratamento pode ser feito através de antibióticos, mas precisa ser orientado por um médico ginecologista.

 

Não sabe o que considerar ao escolher um ginecologista? Clique aqui e confira o conteúdo que preparei com dicas para lhe ajudar.

 

  • Endometriose

A endometriose é outra doença bastante conhecida entre as mulheres. Ela se caracteriza pelo crescimento do tecido que reveste as paredes uterinas, chamado de endométrio, fora do útero. Entre os sintomas estão menstruação irregular, dificuldade para engravidar e dores agudas. A endometriose tem tratamento, realizado por meio de medicação e orientado por um ginecologista, mas não tem cura. A alimentação, porém, é um fator muito importante no trato dos sintomas.

Assim como a SOP, não se sabe ao certo as causas da endometriose, mas o consumo de açúcar pode estar relacionado, tanto ao surgimento, como ao agravamento dos sintomas. 

Isso porque o excesso de açúcar contribui para uma sobrecarga tóxica no organismo, o que resulta em uma inflamação crônica. Essa inflamação propicia o surgimento e o agravamento de doenças inflamatórias, como a endometriose. 

 

  • Fertilidade

Segundo estudos, a produção de testosterona e estrogênio pode ser influenciada de forma negativa pelo consumo de açúcar. Estes hormônios são protagonistas no processo de fertilidade feminina. Ou seja, o consumo de açúcar em excesso pode ser associado à dificuldade de engravidar.

Saiba mais sobre o papel da testosterona e do estrogênio na fertilidade feminina clicando aqui.

Além disso, o açúcar aumenta os níveis de insulina no corpo. Quando a quantidade de insulina está maior do que o normal, os ovários são afetados, o que impacta de forma negativa na ovulação. E sem uma ovulação saudável, não é possível uma gravidez. 

 

Espero que este artigo tenha ajudado a compreender a relação entre o consumo em excesso de açúcar e doenças que infelizmente ainda atingem muitas mulheres, como a endometriose e a SOP. 

Se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

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Até o próximo artigo!


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São muitos os fatores que influenciam na libido, entre eles, as condições emocionais e a saúde física. Mas podemos destacar os hormônios como protagonistas quando falamos em desejo sexual. No artigo a seguir vou explicar um pouco sobre esta ligação entre hormônios e libido, e como ela funciona.

Mas o que é libido?

Antes de entendermos a relação entre hormônios e libido, precisamos compreender o que é e como funciona a libido. Podemos definir a libido como o desejo sexual que surge a partir de algum estímulo, seja visual, olfativo ou auditivo, por exemplo.

A libido funciona de formas diferentes para homens e mulheres. Além disso, ela não está vinculada apenas à questão hormonal. O desejo sexual sofre grande interferência da saúde física, de forma que algumas doenças e o uso de determinados medicamentos podem impactar na forma como a pessoa se relaciona com a libido. 

Além disso, questões emocionais e psicológicas também são determinantes. Outros exemplos de fatores que podem comprometer o desejo sexual são:

  • Consumo excessivo de álcool;
  • Sedentarismo;
  • Tabagismo;
  • Estresse;
  • Alimentação inadequada;
  • Pílula anticoncepcional.

 

Clique aqui para descobrir como a pílula anticoncepcional interfere na libido.

 

Hormônios e libido

Quando uma paciente chega no consultório com queixas sobre o desejo sexual, sempre buscamos investigar o funcionamento hormonal. Isso porque os hormônios são um dos fatores mais importantes quando falamos em libido e, inclusive, se relacionam com outros elementos que citei anteriormente. 

Por exemplo, pessoas que convivem com a depressão sofrem com os impactos dessa doença na parte hormonal, pois ela interfere nos níveis de ocitocina e serotonina, importantes neurotransmissores responsáveis por promover sensação de bem-estar e felicidade.

No caso das mulheres que fazem uso de pílula anticoncepcional, a questão está na produção dos hormônios sexuais. A pílula interfere na ovulação e nos níveis de hormônios importantes para a libido, como a testosterona.  

 

Saiba quais são os hormônios sexuais e qual o seu papel clicando aqui.

 

Para identificar quando a causa da queda na libido está relacionada aos níveis hormonais é necessário realizar uma avaliação completa, orientada pelo seu ginecologista. 

Entre os hormônios avaliados estão a testosterona e o estrogênio. Ambos são hormônios sexuais muito importantes para o ciclo menstrual e, por consequência, na libido. 

A testosterona, por exemplo, interfere no desejo, e nos pensamentos e fantasias sexuais. Já o estrogênio influencia na circulação sanguínea na região íntima e na lubrificação vaginal. Além destes, outros hormônios que podem impactar na libido são:

  • Prolactina
  • Dopamina
  • Ocitocina
  • Serotonina
  • Melatonina
  • Hormônios tireoidianos

 

A idade também é um fator importante quando pensamos em libido. Com o passar dos anos, nossa forma de sentir e viver o prazer sexual muda. Você pode ler mais sobre isso clicando aqui.

No caso das mulheres, com a chegada da menopausa, os níveis hormonais sofrem grandes alterações, principalmente no caso dos hormônios sexuais. Mas claro que isso não precisa determinar o fim da libidio. Descubra clicando aqui quais hábitos melhoram a libido durante a menopausa. 

 

Espero que este artigo tenha ajudado a compreender a relação entre os hormônios e libido. Se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

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Até o próximo artigo!


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Conforme envelhecemos, muita coisa muda. Nosso corpo, nossas necessidades, nossa rotina e nossa forma de enxergar o mundo. Desta forma, o prazer sexual também sofre uma transformação ao longo da vida. 

Se você tem observado mudanças na intimidade com o seu parceiro ou parceira, e tem se questionado sobre isso, este artigo é para você. Vou falar um pouco sobre essas mudanças e como a maturidade não é sinônimo de perda de desejo ou de abrir mão do prazer sexual. 

 

Prazer sexual: homens e mulheres evoluem de formas distintas

O prazer sexual muda ao longo da vida, e essas mudanças vão ocorrendo de forma gradativa, com o passar dos anos, e de formas diferentes para homens e mulheres.

Por exemplo, os homens alcançam o auge da condição física e passam por um pico hormonal aos 20 anos. Esse pico hormonal é causado principalmente pela testosterona, hormônio que é responsável pelas características masculinas e também pelo desejo sexual. 

Porém, a insegurança com a pouca idade ou falta de experiência pode muitas vezes impactar no prazer sexual de forma negativa. Entre os 30 e os 40 anos, os níveis de testosterona começam a diminuir lentamente. 

Apesar disso, o desejo sexual continua em alta, mas pode ser influenciado por situações típicas desta idade, como estresse com o trabalho, ou preocupações com a família e com a vida financeira. 

Já as mulheres passam pelo período mais fértil da vida aos 20 anos. O auge do desejo sexual ocorre entre os 20 e os 30, mas este também é um momento de muitas cobranças na vida da mulher, seja em relação à profissão, ou em relação à maternidade. Conflitos que também impactam no prazer sexual.

Ainda, no caso das mulheres que optam pela maternidade, a gravidez e o parto têm grande impacto na vida sexual. Isso porque, durante e após a gestação, o corpo muda e os níveis hormonais também sofrem alterações, o que interfere na libido. 

 

Você sabe quais são os hormônios sexuais? Clique aqui e descubra quem são eles e de que forma impactam na sua saúde e na sua vida.

 

O prazer sexual na maturidade

Infelizmente, muita gente ainda pensa que prazer sexual é coisa de jovem. E que os mais velhos perdem o desejo ou a capacidade de viver essa parte dos relacionamentos. 

Essa ideia é uma grande mentira. É possível ter desejo e sentir prazer sexual na maturidade, o que muda ao longo do tempo é a resposta sexual, tanto para homens, quanto para mulheres.

No caso das mulheres, a menopausa é um personagem bastante importante no prazer sexual durante a maturidade. Isso porque ela é a responsável pela maior parte das mudanças físicas e psicológicas que as mulheres vivem a partir dos 45 anos. 

Durante a menopausa, os níveis hormonais passam por alterações bastante significativas. Por exemplo: nesta fase da vida, o corpo começa a produzir uma quantidade menor de estrogênio e de testosterona, o que impacta na libido feminina. 

Além disso, a queda no estrogênio altera os tecidos vaginais e vulvares. Isso faz com que o fluxo sanguíneo na região seja prejudicado. A capacidade de lubrificação natural da vagina e a contratilidade do músculo também diminuem. Por sua vez, a menor quantidade de testosterona no corpo feminino afeta a energia e a capacidade de chegar ao orgasmo.  

 

É possível viver a menopausa com leveza e sem abrir mão dos prazeres da vida. Clique aqui e descubra como melhorar a libido feminina nesta fase da vida.

 

Sexualidade saudável a vida toda

Apesar das mudanças, envelhecer não significa abrir mão do prazer sexual. Todas as questões que surgem ao longo da vida e que impactam na resposta sexual podem ser tratadas com o auxílio de um profissional de saúde. 

Uma alimentação equilibrada e a prática de exercícios físicos, por exemplo, podem ajudar na prevenção de doenças que interferem na vida sexual, como diabetes, doenças cardíacas e colesterol elevado. 

Além disso, as atividades físicas, combinadas com suporte de um profissional de Psicologia, ajudam a manter a saúde mental em dia. Ao cuidar da sua saúde física e mental, você vive com mais qualidade em todos os aspectos da sua vida, inclusive na sexualidade. 

No caso das mulheres que estão passando pela menopausa, o suporte de um ginecologista é fundamental. Juntos, médico e paciente podem pensar nas melhores alternativas para viver essa fase com leveza e qualidade de vida.

 

Espero que este conteúdo tenha ajudado a responder às suas dúvidas. Mas se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

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Até o próximo artigo!


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07/06/2021 Saúde íntima

Alguns acreditam que o melhor momento para a primeira consulta no ginecologista seja após a primeira menstruação. Outros acham que o correto é esperar o início da vida sexual. Mas será que existe uma idade ou momento certo para iniciar o acompanhamento ginecológico? Vou responder a esta pergunta no texto abaixo.

 

Qual a função do ginecologista?

O ginecologista é o médico especialista no cuidado com a saúde da mulher. Desta forma, ele é responsável por identificar e tratar doenças do sistema reprodutor, e das mamas. Por exemplo, é o ginecologista que faz o diagnóstico e orienta o tratamento da endometriose, da síndrome dos ovários policísticos, e de miomas e cistos.

Mas, além disso, o ginecologista também tem como função orientar métodos contraceptivos, auxiliar no planejamento familiar, e orientar o melhor tratamento para os sintomas da menopausa. 

Desta forma, podemos dizer que o papel do ginecologista vai além de consultas e exames. Ele é a principal fonte de informação sobre a saúde e o corpo feminino, e também o responsável por oferecer suporte fundamental no início da vida sexual das meninas. 

 

Por que a primeira consulta é tão importante? 

Infelizmente a primeira consulta no ginecologista ainda é motivo de tabu. Algumas pessoas pensam que este gesto de carinho e cuidado pode acelerar algum momento da vida da menina, como o início da vida sexual. 

Como sempre explico as minhas pacientes, durante a primeira consulta é realizada uma avaliação completa, para compreender a saúde da paciente de forma geral. Esse momento é muito importante para evitar futuras complicações. E, também, é uma forma de empoderar as meninas ao permitir que elas tenham conhecimento sobre o seu corpo e sobre como cuidar dele. 

Também é fundamental que este momento signifique um tempo de qualidade entre médico e paciente, pois muitos sintomas ginecológicos podem estar associados a alguma causa emocional. 

Para identificar estes casos, é preciso que nós, ginecologistas, possamos conhecer bem a pessoa que está sentada à nossa frente e, para isso, a paciente precisa se sentir confortável e a vontade com o seu médico. E isso vale para todas as idades, não apenas na primeira consulta!

 

Clique aqui e descubra quais fatores considerar ao escolher um ginecologista. 

 

Quando devo levar minha filha na primeira consulta no ginecologista?

A primeira consulta no ginecologista é um momento de avaliação da saúde da paciente, e também de orientação. Desta forma, o ideal é que não se espere o início da vida sexual para procurar o ginecologista. Também não se deve esperar o aparecimento de algum sintoma, incômodo, dor ou problema de saúde para procurar o acompanhamento médico.

A minha orientação é que os pais agendem uma consulta no ginecologista a partir da primeira menstruação, ou com o início da puberdade. Desta forma, o médico poderá orientar a menina sobre todas as mudanças que essa importante fase da vida traz para o corpo. Além de ensiná-la sobre cuidados com a saúde, prevenção de doenças, e também sobre como identificar e se proteger de possíveis abusos.

Quanto mais acolhida e informada a menina estiver, maiores as chances de se prevenir uma gravidez precoce ou complicações de saúde.

 

Você sabe como funciona o seu ciclo menstrual? Clique aqui e descubra como ele influencia na sua saúde.

 

Espero que este conteúdo tenha lhe ajudado a compreender a importância da primeira consulta com o ginecologista. Esse momento não deve ser visto com receio, mas como um marco na vida da menina e uma forma de empoderá-la e de garantir um futuro mais saudável. 

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Até o próximo artigo!


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31/05/2021 Saúde íntima

Você também chega na consulta cheia de perguntas ao ginecologista? A ginecologia tem como foco a saúde da mulher, mas é uma especialidade bem ampla. 

Além de responsável pelo diagnóstico e tratamento de doenças, o ginecologista também acompanha os cuidados com a saúde feminina desde a puberdade, até a menopausa. E ele ainda tem um papel muito importante no preparo para uma possível gravidez, durante a gestação, e no pós parto. 

Desta forma, é bastante comum as mulheres chegarem no consultório com uma lista de perguntas ao ginecologista. As dúvidas que mais recebo costumam ser sobre fertilidade, cólicas, e doenças, como a endometriose. Talvez você também se questione sobre estes temas, então listei as cinco perguntas mais frequentes entre as minhas pacientes e as respondi no texto abaixo. Espero que ele te ajude a compreender melhor o seu corpo e o cuidado com a sua saúde!

 

Na dúvida sobre como escolher o seu ginecologista? Clicando aqui eu te conto quais fatores você deve considerar ao escolher o seu médico. 

 

Pergunta nº 1:

“Doutora, eu vou poder engravidar?”

Acredito que esta seja uma das mais frequentes perguntas ao ginecologista. Para sabermos se uma mulher poderá engravidar, a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que mulheres abaixo de 35 anos tentem por um ano. E aquelas com mais de 35 anos devem tentar durante seis meses. 

Antes ou durante este período não deve ser realizado nenhum rastreamento, pois neles podem aparecer pequenas alterações que acabam gerando ansiedade na paciente, o que prejudica a fertilidade. 

Passado esse período, caso a paciente não consiga engravidar, o primeiro passo é avaliar possíveis alterações orgânicas. Neste caso checamos se existe alguma disfunção na tireoide e nos hormônios sexuais, que podem impactar no funcionamento dos ovários ou na ovulação. 

Também são avaliadas questões anatômicas da fecundidade, como miomas e endometriose. A partir desta conversa detalhada, e de um exame físico bem minucioso, fazemos exames complementares. 

São eles o ultrassom transvaginal, o espermograma (no caso dos homens), exames laboratoriais focados na parte hormonal, e um exame chamado histerossalpingografia. Este exame serve para identificar se existe alguma obstrução do útero que possa estar impedindo o óvulo de encontrar o espermatozoide.

 

Pergunta nº 2: 

“É normal ter cólica?”

A cólica normal é a cólica da ovulação, que ocorre cerca de duas semanas depois do período menstrual. Mas se você tem muita cólica durante a relação sexual, a sua menstruação é muito dolorosa, tem sangramento aumentado, desconforto para evacuar, ou está com dificuldade para engravidar, essa cólica pode ser um sinal de doença.

Nestes casos, é preciso fazer uma investigação. Eventualmente podem ser feitos exames como um ultrassom com protocolo para endometriose, ou uma ressonância magnética. Nem toda cólica é doença, mas se a cólica está fora do período da ovulação, precisa ser investigada.

 

Você sabe como ocorre o ciclo menstrual? Clique aqui e entenda como o seu funcionamento é importante para a sua saúde.

 

Pergunta nº 3: 

“O hormônio engorda?”

Quando a mulher entra na menopausa, ela tem um déficit progressivo nos hormônios. Essa mudança leva a menos ganho de massa muscular e mais acúmulo de gordura, principalmente na região abdominal. Nestes casos, a reposição hormonal, com hormônio bioidêntico, na dose adequada, combinada com um estilo de vida regrado, evitaria o acúmulo de gordura. 

O hormônio que pode culminar em um acúmulo de gordura é a pílula anticoncepcional oral. Isso ocorre porque ela diminui a testosterona livre e faz com que a paciente tenha menos ganho de massa muscular. 

 

Pergunta nº 4: 

“Tenho ovário policístico ou endometriose. É verdade que não vou conseguir engravidar?”

Outra perguntas ao ginecologista que aparece muito nas consultas. Essas duas situações são mitos. Muitas pacientes que têm ovário policístico e endometriose podem engravidar. Na verdade, é comum observarmos estas duas doenças coexistirem. O que acontece no caso destas pacientes é que, quando a doença está desequilibrada, há uma incidência maior de infertilidade. 

Por exemplo: de cada 10 mulheres que não conseguem engravidar, cinco têm endometriose. Mas, na medida em que a doença tiver um diagnóstico precoce e sejam tomadas as medidas oportunas, é possível que a paciente consiga engravidar sem grandes intervenções.

 

Pergunta nº 5: 

“A pílula anticoncepcional trata a endometriose?”

A endometriose é uma doença autoimune e inflamatória. Além disso, ela é progressiva enquanto a mulher está no período fértil, e dependente de um hormônio chamado estrogênio. Desta forma, quando pensamos em um tratamento específico para a endometriose, utilizamos medicamentos com ação antiestrogênica, coisa que a pílula não é capaz de fazer.

A pílula bloqueia temporariamente o funcionamento dos ovários, mas ela não inibe o estrogênio do corpo da mulher. Tanto que um dos lugares que se produz muito estrogênio é na gordura. Ou seja, o tratamento efetivo para a endometriose são medidas antiestrogênicas. 

Alguns exemplos destas medidas são:

  • Alimentação saudável, livre de agrotóxicos e com redução de hormônio;
  • Redução do uso de plásticos, principalmente de garrafas pet e recipientes plásticos aquecidos no microondas; 
  • Um estilo de vida mais regrado, com atividade física, pela sua ação anti-inflamatória; 
  • E a modulação de estresse. 

 

Quer saber mais sobre os implantes hormonais? Clicando aqui você acessa um conteúdo onde te explico como eles funcionam e quais os seus benefícios.

Espero ter te ajudado com as suas dúvidas! Você pode conferir mais conteúdos aqui do blog e me acompanhar também no Facebook, no Instagram e no Youtube

Até o próximo artigo!


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24/05/2021 Saúde íntima

Consultar um ginecologista regularmente é fundamental para a saúde das mulheres. Esse cuidado deve iniciar com a puberdade, lá pelos 12 anos, e seguir ao longo da vida. Porém, por serem cuidados mais íntimos, muitas mulheres têm dúvidas sobre como escolher um ginecologista. É o seu caso também? Para te ajudar, vou listar a seguir alguns pontos para prestar atenção na hora de escolher o seu médico. 

 

Primeiro passo para escolher um ginecologista: o que esse médico faz?

O médico ginecologista tem como foco a saúde da mulher. Desta forma, esse profissional é responsável por realizar exames preventivos, tratar doenças do aparelho reprodutor feminino, e também das mamas. Por exemplo, é ele quem identifica e trata condições como endometriose, cistos, miomas, candidíase e infecções sexualmente transmissíveis. 

Além disso, o ginecologista também orienta métodos contraceptivos, auxilia no planejamento familiar e tem papel importante ao direcionar o tratamento dos sintomas da menopausa. 

Reposição hormonal feminina: clique aqui e saiba como ela pode ajudar na qualidade de vida durante a menopausa.

Muitos ginecologistas atuam como obstetras. Ou seja, também têm como especialidade acompanhar o planejamento da gravidez, a gestação, o parto e o período pós parto.  O ideal é que as mulheres comecem a realizar acompanhamento ginecológico a partir do início da puberdade, ou então quando apresentarem sintomas ginecológicos. Alguns exemplos destes sintomas são corrimento vagina ou alterações mamárias. Após a puberdade, o indicado é consultar o ginecologista pelo menos uma vez por ano, para realizar exames preventivos.

 

Você sabe como funciona o ciclo menstrual? Clique aqui e descubra como essa informação é importante para a sua saúde.

 

Como escolher o ginecologista: 

É fundamental que você confie e se sinta segura com o profissional que cuida da sua saúde. Por isso, escolher o ginecologista é um processo bem importante, e deve ser feito com atenção e carinho. Aproveite as dicas a seguir para fazer a sua escolha: 

 

  • O foco são as suas necessidades

A primeira informação a se considerar é o motivo que te faz escolher um ginecologista. O indicado é que o acompanhamento inicie ainda na adolescência. Por isso, é comum que a mãe leve a filha ao médico de sua confiança. 

Mas isso não precisa ser uma regra. Caso a adolescente não se adapte, é importante continuar procurando até encontrar um profissional com quem ela se sinta à vontade. 

Nesta fase da vida, o ginecologista tem papel importante na orientação sobre o início da vida sexual. Por isso, ele vai falar sobre exames como o Papanicolau, importante para o diagnóstico do câncer de útero, e também ensinar sobre doenças sexualmente transmissíveis. Desta forma, também irá responder todas as dúvidas da paciente sobre saúde da mulher. 

Se você está planejando uma gravidez, ou suspeita estar grávida, é importante buscar um profissional que também seja obstetra. 

 

  • Busque recomendações

Procurar por indicações é uma das formas mais tranquilas e fáceis de escolher um ginecologista. Converse com as suas amigas e familiares para pedir recomendações. Muitas vezes, consultar com um ginecologista indicado por uma amiga pode te trazer mais confiança. 

Mas claro, isso também não precisa ser uma regra. Lembre-se que não é porque o profissional é ótimo para a pessoa que o indicou, que também será para você. Por isso, considere mais de uma indicação. 

Você também pode procurar na internet por ginecologistas com boas avaliações, ou que ofereçam tratamentos diferenciados. O principal é buscar por um profissional ético, empático e comprometido com a sua saúde. 

 

  • De olho no consultório

Outro aspecto importante na escolha é a clínica ou consultório. As instalações precisam ser acessíveis e confortáveis, para que você se sinta bem e acolhida. Mas, ainda mais importante é a higiene do local. Esteja atenta, por exemplo, se o protetor da cama foi trocado antes de você ser atendida. 

 

  • Disponibilidade

Questione o profissional se ele tem disponibilidade para atendimentos em casos de urgência. Principalmente se você estiver grávida ou tratando alguma doença. Pode parecer algo pequeno, mas faz toda a diferença no seu tratamento.

Depois destas dicas, lembre-se também que você pode trocar de ginecologista sempre que considerar necessário. Esta é uma relação que vai lhe acompanhar ao longo de toda a sua vida e, por esse motivo, precisa ser construída com base na confiança e no seu bem-estar. 

Para saber mais: clique aqui e descubra qual o papel dos hormônios sexuais na sua saúde.

 

Espero ter te ajudado com as suas dúvidas sobre este tema. Confira os demais conteúdos aqui do blog e me acompanhe também no Facebook, no Instagram e no Youtube

Até o próximo artigo!

 


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A vitamina D é muito importante para as mulheres grávidas e para aquelas que estão tentando engravidar. Isso porque a vitamina D tem papel fundamental na fertilidade, e também na formação e na saúde do bebê. Vou te explicar mais sobre isso no artigo a seguir.  

 

A vitamina D afeta a fertilidade das mulheres e também a gravidez

Podemos dizer que vitamina D e fertilidade estão totalmente relacionadas. Este nutriente é fundamental para o funcionamento correto do sistema imunológico, tanto para os homens, quanto para as mulheres. 

Porém, no caso delas, os órgãos do sistema reprodutor têm receptores especiais que absorvem a vitamina D. A relação entre a  deficiência da vitamina e a infertilidade, nas mulheres, ocorre em função desta característica.

No caso das mulheres que já estão gestando, a vitamina D reduz as chances de aborto no primeiro semestre da gravidez. Ela também atua na formação óssea do bebê, que inicia a partir da 12ª semana de gestação. 

Desta forma, mulheres na fase pré gestação, e também durante a gravidez, costumam se beneficiar muito com a suplementação de vitamina D, que deve sempre ser orientada por um médico, caso exista a necessidade. 

Quando a mulher está com os níveis de vitamina D baixos, ela também está mais suscetível ao surgimento de doenças e problemas de saúde. Alguns deles, inclusive, também afetam a sua fertilidade. Alguns exemplos são:

  • Miomas
  • Endometriose
  • Síndrome dos ovários policísticos
  • Óvulos com pouca qualidade
  • No caso de tratamento de fertilização in vitro, dificuldade de implantar os embriões

 

Além da vitamina D, as atividades físicas também são fundamentais para a saúde da mãe e do bebê. Saiba como clicando aqui. 

 

Pretende engravidar em breve? A preparação para a chegada de mais um integrante na família envolve uma série de cuidados. São detalhes fundamentais, que vão garantir a saúde da mulher, enquanto gestante, e também do bebê. Neste vídeo eu te conto tudo sobre isso.

 

O que é a vitamina D?

A vitamina D é um nutriente fundamental para a saúde de todos, não só das gestantes e futuras mamães. Esta vitamina é produzida de forma natural pelo corpo, com uma ajuda da exposição da pele à luz solar. Além disso, também pode ser obtida por meio da alimentação. Alguns exemplos de alimentos ricos em vitamina D são peixes, gema do ovo e leite. 

Além de atuar na fertilidade, a vitamina D também tem papel importante na saúde dos ossos. Ela ainda trabalha na regulação do crescimento, na saúde dos sistemas imunológico e cardiovascular, na formação dos músculos, e no bom funcionamento do metabolismo. 

A suplementação de vitamina D ocorre quando um médico, através de exames, identifica a deficiência do nutriente no organismo. Assim, ele orienta a quantidade e o período em que deve ocorrer a reposição.

 

Sabia que a vitamina D também pode ser uma aliada no combate ao COVID-19? Descubra como neste artigo. 

 

Vitamina D: importante antes e durante a gestação

Uma pesquisa do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos reuniu mulheres de 18 a 40 anos, que estavam tentando engravidar, mas que também já haviam passado por abortos espontâneos anteriormente. 

Foram coletadas amostras de sangue dessas mulheres em dois momentos: antes da concepção, e durante a oitava semana da gravidez. Esse estudo comprovou que a vitamina D é fundamental no período em que a mulher se prepara para engravidar.

 

Um nutriente fundamental para a saúde de todos:

Achou que a relação entre falta de vitamina D e infertilidade é um fator apenas do corpo feminino? Não mesmo. Existem estudos que apontam a relação entre o nutriente e a fertilidade também nos homens. No caso deles, os baixos níveis da vitamina podem afetar a qualidade do sêmen. 

Ainda no caso das gestantes, a falta de vitamina D pode também facilitar o surgimento de diabetes gestacional e hipertensão. Estas condições prejudicam o bebê e podem, inclusive, causar um parto prematuro.

Níveis baixos de vitamina D podem ser responsáveis por aumentar o risco de contrair infecções, dores musculares e nos ossos, queda de cabelo, dificuldade de cicatrização de lesões, e até depressão. 

Muitas vezes, apesar da alimentação correta e da exposição da pele à luz solar, a suplementação da vitamina D é necessária. Mas isso pode ser bastante benéfico, para a saúde de todos, principalmente de uma futura mamãe e do seu bebê.  Então, se você é gestante, ou uma gravidez está nos seus planos próximos, consulte o seu médico e converse com ele sobre a vitamina D.

 

Espero ter te ajudado com as suas dúvidas sobre este tema. Confira os demais conteúdos aqui do blog e me acompanhe também no Facebook, no Instagram e no Youtube.  Até o próximo artigo!


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Durante a menopausa diversas coisas mudam no corpo da mulher e entre essas mudanças temos a saúde íntima na menopausa. Isso porque a queda de hormônios como o estrogênio e a progesterona afeta diretamente funções fundamentais do nosso corpo, como a saúde íntima. No artigo de hoje quero te ajudar a entender como a sua saúde íntima é afetada durante a menopausa, vamos juntas?

1. A sua lubrificação muda

A lubrificação vaginal é uma função fundamental para uma boa vida sexual, e nós já sabemos como isso é importante em todas as fases da vida da mulher, não é? Mas além disso, a lubrificação também tem função de manter a vagina saudável independente de existir excitação sexual ou não, já que a região vaginal é naturalmente úmida. Para eu te explicar melhor, vamos dar uma olhada na nossa amiguinha?

fonte: catraca livre

A nossa vagina possui dois conjuntos de glândulas que viabilizam nossa lubrificação: as glândulas de Skeene, as quais se localizam na entrada do útero e têm funções de manter a região úmida no dia a dia. Já as glândulas de Bartholin, as quais ficam bem no início do nosso canal vaginal, possuem funções maiores de lubrificação durante a excitação sexual. Durante a menopausa a saúde íntima sofre “cortes” na produção hormonal, diminuindo a atuação dessas glândulas, gerando a tão temida secura vaginal.

2. As coisas mudaram, mas nem tanto assim

Nós mulheres temos uma cultura muito forte em nos preocuparmos com a saúde da nossa vagina: diferente dos homens nós frequentamos médicos ginecologistas desde muito jovens. Esses cuidados básicos que aprendemos desde antes do início da vida sexual seguem valendo. A sua saúde íntima na menopausa depende dos cuidados básicos como manter o uso de camisinha em relações sexuais (porque camisinha não previne somente gravidez, não esqueçam meninas).

Além disso, mantenha sua região íntima higienizada. Aqui não é necessário fazer uso de produtos para “perfumar” a área como muitas vezes somos levadas a acreditar. Eu sempre diso que o ideal é você sempre optar por um sabonete neutro e ficar atenta aos sinais que sua vagina dá, como corrimentos, mudanças de textura ou sangramentos.

3. Facidez é normal

Nós somos acostumadas, desde jovens, a pensar que os corpos representados na mídia são os ideais, e isso se aplica a nossa vagina também. Por isso os padrões de juventude e de vaginas padronizadas podem nos levar a pensar que existe algo de errado com nossa saúde íntima na menopausa, já que nessa fase ocorre o fenômeno da flacidez.

A vagina é revestida pela nossa pele, e a pele está sujeita a perda de colágeno. Essa proteína tem sua produção diminuída durante a menopausa, o que deixa nossa pele mais fácida e enrrugada. E isso é normal!

Nenhuma vagina se mantem lisinha para sempre, não fique presa apenas à estética: está tudo bem, o envelhecimento vaginal faz parte da nossa vida, desprenda-se dos padrões.

A fase da menopausa ou climatério não precisa ser tratada com um tabu ou ignorada. É importante que nós normalizemos o momento de vida em que você se encontra é fundamental para se sentir mais feliz e tranquila.

Se você quiser saber mais sobre a menopausa, separei um vídeo lá no meu canal para conversarmos mais, vamos lá?

 


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11/03/2021 Saúde íntima

 

 

Quando você faz sexo pela primeira vez, é normal esperar algum sangramento na relação. Mas se a sua primeira experiência sexual já passou há muito tempo e você notar sangramento depois do sexo, deve ficar atenta.

 

O sangramento durante ou após o sexo ocorre por vários motivos. Um sangramento leve de vez em quando pode não ser grande coisa. 

 

Mas se você tiver outros fatores de risco, uma visita ao seu ginecologista é necessária. Ele fará os exames necessários para identificar a causa e iniciar o melhor tratamento.

 

Abaixo, separei uma lista com as possíveis causas do sangramento na relação sexual. Vamos conferir?

 

Rompimento do hímen

O rompimento do hímen ocorre geralmente durante a primeira relação íntima da mulher. Porém, há vezes em que o hímen se rompe apenas mais tarde. 

 

Ele é uma fina membrana localizada na entrada da vagina, e que tem como objetivo prevenir o surgimento de infecções durante a infância. Na primeira relação sexual, em geral, ele é rompido.

 

Esse rompimento pode causar um pequeno sangramento e desaparece em poucos minutos. Porém, se o sangramento não parar, é necessário buscar ajuda de um ginecologista.

 

Infecções sexualmente transmissíveis

As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como clamídia e gonorreia, podem ser a causa. Elas estão associadas a uma variedade de sintomas vaginais, desde dor pélvica, coceira e queimação até corrimento vaginal e micção dolorosa frequente.

 

A inflamação causada por essas ISTs pode fazer com que os vasos sanguíneos superficiais inchem e rompam mais rapidamente. Isso causará sangramento frequentemente associada à gravidade da infecção. 

 

Outras ISTs, como a sífilis e o herpes genital, podem causar lesões abertas e ulcerativas, que tendem a sangrar se forem irritadas. 

 

Embora as feridas frequentemente apareçam externamente, às vezes podem se desenvolver dentro da vagina. Além disso, podem ser totalmente indolores e despercebidas.

 

Leia também::: Qual é a importância da microbiota vaginal?

 

Pólipos benignos

Crescimentos benignos no colo do útero (pólipos cervicais) ou útero (pólipos uterinos ou endometriais) são uma causa comum de sangramento durante ou após o sexo

 

Às vezes, os pólipos cervicais tendem a se desenvolver em mulheres na faixa dos 40 e 50 anos que tiveram gestações múltiplas. Eles são tipicamente vermelhos ou violetas com uma estrutura semelhante a um tubo rica em capilares que podem sangrar facilmente quando tocados.

 

Os pólipos uterinos são pequenos nódulos macios de tecido que se projetam de dentro do útero. Em princípio, os desse tipo têm tendência a sangrar entre as menstruações, após a menopausa e durante o sexo. Eles também tendem a se desenvolver em mulheres entre 36 e 55 anos.

 

Ectrópio Cervical

Ectrópio cervical é uma condição não cancerosa. Assim, as células que normalmente revestem o interior do colo do útero se projetam para fora através do orifício cervical (a abertura do colo do útero).

 

Aliás, quando isso acontece, a distensão anormal do tecido cervical pode causar a dilatação e inflamação dos vasos sanguíneos já frágeis. 

 

Como resultado, o sangramento é comum devido à relação sexual, ao uso de absorventes internos e até mesmo à inserção de um espéculo durante um exame pélvico.

 

Menopausa

As mulheres na pós-menopausa costumam sangrar durante ou após o sexo. Isso ocorre porque a diminuição dos níveis de estrogênio faz com que as paredes vaginais se tornem literalmente finas e produzam menos muco lubrificante. 

 

Isso é conhecido como vaginite atrófica, uma condição que também está associada a coceira e queimação vaginal.

 

Além disso, a vaginite atrófica também pode ser tratada com terapia de estrogênio, e lubrificantes vaginais também podem aliviar a secura e diminuir a dor.

 

Endometriose

A endometriose ocorre quando o revestimento do útero (o endométrio) se estende para fora do útero. Dessa forma, o tecido endometrial pode se prender às superfícies de outros órgãos, muitas vezes resultando em dores terríveis e, em alguns casos, infertilidade.

 

Duas das características da endometriose são a relação sexual dolorosa e o orgasmo doloroso. Isso ocorre ​​pela tensão adicional e pela pressão exercida sobre os tecidos já vulneráveis. O sangramento pós-sexo não é incomum quando isso ocorre.

 

Por exemplo, a terapia hormonal reduz os níveis de estrogênio e costuma ser eficaz na redução da dor. É possível reduzir a dor e o sangramento mudando as posições que você normalmente usa durante o sexo. 

 

Trauma

O sexo vigoroso pode causar cortes, arranhões ou rasgos na vagina. E quando isso acontece, é normal haver também sangramento.

 

É mais provável que isso aconteça se houver secura vaginal, como pode ocorrer durante a menopausa.

 

Câncer

Embora o câncer seja uma causa menos provável de sangramento pós-coito, é um dos possíveis sinais de câncer cervical, vaginal e uterino.

 

Os tumores podem variar dependendo do tipo de câncer envolvido. Mas também são alimentados por uma rede densa e aleatória de vasos sanguíneos. Ou seja, à medida que o tumor cresce, esses vasos podem ficar tensos e propensos a estourar. Às vezes, a relação sexual pode causar isso.

 

Fique atenta ao seu corpo

O sangramento durante ou após o sexo nunca deve ser considerado normal. Mesmo que ocorra como resultado de trauma acidental, é melhor examiná-lo apenas para encontrar maneiras de evitar tais lesões no futuro.

 

Além disso, se você não sabe o que está causando o sangramento vaginal durante a relação sexual, não evite consultar um ginecologista por medo de receber um diagnóstico de câncer. 

 

O câncer é, na verdade, uma das causas menos prováveis. Se o câncer for o motivo do sangramento, um diagnóstico precoce proporciona um tratamento mais ágil e uma maior chance de curar a doença antes que se torne séria.

 

Desse modo, como expliquei acima, um dos motivos para o sangramento na relação sexual pode ser a secura vaginal durante a menopausa. E sobre o tema, e como é feita a reposição hormonal, indico o vídeo que postei no meu canal no Youtube. É só dar o play abaixo!

 


Dra. Patricia Bretz é Ginecologista, obstetra, especialista em Oncologia Ginecológica, Endometriose, Cirurgia minimamente invasiva, Implantes hormonais e Reprodução humana

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