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11/03/2022 Saúde íntima

Muitas pacientes minhas quando descobrem a endometriose querem saber se ainda podem engravidar. Mas essa situação é bem mais complexa que um simples “pode ou não pode”. Por isso, nesse artigo eu quero te explicar melhor como funciona a fertilidade em mulheres com endometriose. Vamos lá?

O que é a endometriose

A doença cronica conhecida como endometriose é uma condição em que o tecido que reveste a cavidade uterina, cresce para fora do útero. Esse tecido, chamado de endometrial, sempre se desenvolve no início do ciclo menstrual e serve para “acomodar” um possível embrião.

Quando uma mulher apresenta um quadro de endometriose, ela não consegue expelir o tecido ao fim do período reprodutivo. E esse problema acarreta em fortes dores e outros diversos problemas hormonais.

Inclusive, aqui no meu site tem uma página inteirinha dedicada a endometriose, você pode conferir clicando aqui.

Quem tem endometriose não consegue engravidar?

Na verdade, depende! Isso porque cerca de 40% das portadoras dessa condição de tornam inférteis. E a infertilidade acontece porque, como o tecido endometrial está fora do seu lugar correto, a anatomia do órgão reprodutor acaba sendo prejudicada. 

Então, na verdade, não é a endometriose em si que causa essa alta taxa de infertilidade, mas sim as alterações que ela causa no organismo.

Se você quiser entender mais sobre essas alterações anatômicas, tem um artigo aqui no meu site sobre, é só clicar aqui.

Espero ter te ajudado a entender um pouco mais sobre esse assunto! Vou te deixar também com um vídeo que eu já gravei sobre endometriose e fertilidade. Para você conferir é só clicar aqui . 

 


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23/02/2022 Saúde íntima

Antes de qualquer coisa: desconforto – ou dor – na hora do sexo nunca é normal. E os fatores são diversos, por isso, neste artigo, de blog vamos conversar mais sobre essas causas.

CINCO SINAIS DO ORGASMO FEMININO

Fatores psicológicos

Geralmente, sintomas como dor e desconforto logo nos levam a pensar em problemas como infecções ou algum problema fisiológico. Mas nem sempre é esse o caso. 

Muitas mulheres, sentem dor na hora do sexo por conta de não estarem confortáveis com seus parceiros. Isso porque alguns homens não levam em conta as vontades das suas parceiras. Um bom exemplo disso é a falta de preliminares antes do sexo. Talvez você não saiba o quão importante para a conexão do casal é essa etapa, mas durante esse processo que o nosso corpo se prepara para a relação sexual.

Problemas anatômicos 

Algumas mulheres podem se sentir desconfortáveis durante a relação sexual por um motivo anatômico. Um desses motivos pode ser o canal da vagina ser pequeno ou menor proporcionalmente que o pênis do parceiro.

Dicas para uma BOA SAÚDE SEXUAL PARA QUEM TEM SOP | Dra Patricia Bretz

Falta de libido

Seja por estar em uma relação longa, por estar passando pela menopausa ou por algum desequilíbrio hormonal, pode ser que o seu desconforto venha da falta de libido. E para recuperar o tesão perdido não tem receita de bolo: cada uma precisa se conhecer para saber do que gosta. É por isso que eu sempre falo que você precisa se tocar, precisa se conhecer! Isso tudo alinhado à rotinas de auto cuidado podem revolucionar a sua vida! Ah, vou deixar aqui embaixo um vídeo exatamente sobre esse assunto, espero que te ajude.

O viés hormonal da LIBIDO | Dra Patricia Bretz

 


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Como anda a sua saúde sexual? Este é um assunto bastante frequente no meu consultório. Muitas pacientes me perguntam sobre a melhora da saúde sexual, por isso, preparei um conteúdo com algumas dicas que podem te ajudar também.

Mas antes de começar, é importante saber que o nosso corpo muda ao longo da vida. E conforme envelhecemos, as transformações físicas e psicológicas também interferem na nossa vida sexual. É normal. Além disso, também é comum casais em relacionamentos longos sentirem que a chama anda meio fraca. 

No artigo a seguir, vou falar sobre isso e ensinar algumas dicas. Boa leitura!

 

Melhora da saúde sexual: o que pode estar prejudicando a sua intimidade?

Antes de pensar na solução, precisamos entender a causa do problema, não é mesmo? Por isso, se você está se questionando sobre a melhora da saúde sexual, antes de mais nada é preciso entender o que pode estar prejudicando a sua intimidade.

A libido, que é o desejo sexual que sentimos a partir de algum estímulo, funciona de formas diferentes para homens e mulheres, e também de pessoa para pessoa. Por isso, inúmeros fatores podem influenciá-la.

Um dos elementos mais importantes quando falamos em libido são os hormônios. Por isso, quando uma paciente chega no consultório com queixas sobre o desejo sexual, sempre buscamos investigar o funcionamento hormonal. 

Além de afetarem a libido de forma direta, os hormônios também se relacionam com outros fatores que interferem no desejo sexual, como a saúde física e fatores comportamentais. 

No vídeo a seguir vou explicar um pouco melhor esta relação entre libidio, hormônios e comportamento. 

 

Para identificar quando a queda na libido tem relação com o equilíbrio hormonal, é preciso realizar uma avaliação, orientada pelo ginecologista. Através de exames laboratoriais, são avaliados os níveis de estrogênio e testosterona, por exemplo. Eles são hormônios sexuais muito importantes para o ciclo menstrual e, por consequência, para a libido. 

Quer saber mais sobre o papel dos hormônios na libido? Preparei um conteúdo bem completo sobre este assunto e você pode conferir clicando aqui.

 

Outro fator importante para a libido é a idade, uma vez que nossa forma de sentir e viver o prazer sexual muda ao longo da vida. Você pode ler mais sobre isso clicando aqui.

 

Mas então qual a solução para a melhora da saúde sexual?

Como sempre oriento as minhas pacientes, a idade não significa o fim da vida sexual. E muitos anos de relacionamento também não precisam ser sinônimo de falta de libido. Pelo contrário. 

Quando a saúde dos parceiros está em dia e a saúde do relacionamento também, é possível aproveitar a intimidade e a maturidade que chegam com a idade e os anos de convívio para transformar a vida sexual em algo ainda melhor.

A seguir vou falar sobre algumas dicas de uma lista elaborada pela Escola de Medicina da Universidade Harvard para a melhora da vida sexual de casais de todas as idades! 

  • Dedique-se a aprender: informação nunca é demais, não é? Tanto quando o assunto é vida sexual, como quando o assunto é autoconhecimento. Então invista em se conhecer, conhecer seu parceiro ou parceira, e busque informação de qualidade. Conte com o seu ginecologista para ajudar com as dúvidas e com os cuidados com a saúde. Afinal, ela também é fundamental para uma vida sexual saudável. 

 

  • Afeto e contato: o vínculo emocional do casal também é muito importante para a saúde sexual. Inclusive, muitos psicólogos indicam técnicas de contato sensorial como formas de melhorar a intimidade física. 

 

  • Experimente coisas novas: inovar é uma das melhores formas de manter a chama acessa. Então é hora de deixar a vergonha e os tabus de lado e conversar com o seu parceiro ou parceira sobre o repertório de posições e a melhor forma de explorar novas fantasias do casal. 

 

  • Cuidar de você também é cuidar da sua saúde sexual: o cuidado com a sua saúde é também um gesto de cuidado com o seu parceiro ou parceira, e com o seu relacionamento. Então que tal adotar hábitos mais saudáveis? A prática de exercícios físicos e uma alimentação mais leve e equilibrada também interferem na vida sexual. 

 

Vou falar mais sobre isso e ensinar mais algumas dicas no vídeo abaixo. Não deixe de conferir! 

 

Está chegando na menopausa? Clique aqui e aprenda mais algumas dicas para melhorar a libido e a saúde sexual. 

 

Espero que este artigo tenha lhe ajudado a entender mais sobre a saúde sexual e como melhorar a intimidade do casal. Se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

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Até o próximo artigo!


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28/09/2021 Saúde íntima

Nossa flora intestinal é composta por diversos microorganismos que, além de fundamentais para o funcionamento correto do intestino, também auxiliam no processo de digestão, no combate a infecções e até mesmo na prevenção de doenças. Ou seja, ter uma microbiota intestinal saudável é muito importante para ter qualidade de vida. 

Preparei este artigo para explicar um pouco sobre como funciona a flora intestinal e a importância dela para a sua saúde. Continue a leitura para saber mais sobre este tema e também descubra como cuidar da sua microbiota intestinal. 

 

O que é uma microbiota intestinal saudável?

A microbiota intestinal é formada por um verdadeiro ecossistema de microorganismos. São milhões de bactérias e fungos não patogênicos que habitam o trato gastrointestinal.

Para ter uma microbiota intestinal saudável é preciso que estes microorganismos estejam em equilíbrio. Ou seja, quando ocorre alguma alteração na quantidade ou na distribuição dos organismos que habitam o intestino, a microbiota entra em desequilíbrio. 

O resultado desta alteração é um quadro chamado disbiose intestinal, que, entre outros problemas, prejudica a capacidade do organismo de absorver nutrientes. Alguns sintomas de desequilíbrio na microbiota intestinal são:

  • Náuseas e vômitos;
  • Gases;
  • Inchaço na região abdominal
  • Prisão de ventre ou diarreia;
  • Cansaço;
  • Alterações de humor;
  • Quadros de Candidíase.

 

Por que manter a microbiota intestinal saudável?

Sistema imunológico: as bactérias que formam a flora intestinal têm papel importante na nossa imunidade. Além disso, estudos apontam que uma microbiota intestinal saudável pode, inclusive, auxiliar na recuperação do sistema imunológico de pacientes que foram submetidos ou estão passando por tratamentos mais agressivos. 

Antioxidantes: também existem pesquisas comprovando que as bactérias que habitam o intestino ajudam a digerir alguns compostos que liberam antioxidantes muito importantes para a saúde do organismo. 

Vitamina D: a flora intestinal também atua na conversão de vitamina D inativa para sua forma ativa. Esta vitamina tem papel vital na saúde do organismo, sendo importante na prevenção de doenças cardiovasculares, da osteoporose e de alguns tipos de câncer, além de fortalecer a imunidade. A vitamina D também tem papel importante na fertilidade feminina. Saiba mais sobre isso clicando aqui.

Composição corporal saudável: a saúde da microbiota intestinal influencia no controle do peso, uma vez que pode ajudar a reduzir o depósito de gordura no corpo. Além disso, ainda auxilia na tolerância à glicose.

Saúde mental: quando as bactérias presentes no trato intestinal estão em equilíbrio, elas ajudam no controle dos níveis de cortisol e de outros hormônios, o que beneficia o cuidado com a saúde mental.

Saúde vaginal: assim como o intestino, a vagina também tem uma microbiota. Estas duas floras bacterianas têm funções importantes no organismo e estão diretamente ligadas. Desta forma, o desequilíbrio da microbiota intestinal pode afetar o equilíbrio da flora vaginal, facilitando o desenvolvimento de doenças como a candidíase. 

 

Como manter a saúde da microbiota intestinal?

Para manter o equilíbrio e funcionamento ideal deste ecossistema que habita o seu corpo, a palavra-chave é bem simples: alimentação. Uma alimentação pobre em nutrientes e com excesso de açúcar e alimentos processados pode comprometer o equilíbrio da microbiota intestinal.

Você sabia que o excesso de açúcar pode causar impactos negativos na saúde íntima da mulher? Saiba mais clicando aqui. 

Da mesma forma, uma alimentação rica e balanceada é essencial para manter a saúde do intestino. A ingestão de fibras, por exemplo, ajuda não apenas no funcionamento do órgão e no equilíbrio da microbiota intestinal, mas também evita inflamações e ajuda a prevenir até mesmo alergias e distúrbios autoimunes.

O que comer para ter uma microbiota intestinal saudável:

  • Chia
  • Aveia e farelo de aveia
  • Feijão
  • Ervilha
  • Lentilha
  • Grão-de-bico
  • Legumes
  • Maçã
  • Banana
  • Aspargo
  • Alho
  • Alho-poró
  • Cebola
  • Alimentos probióticos, como kombucha, leites fermentados, iogurte, kefir, chucrute, gengibre, pepino e outros vegetais em conserva

 

Espero que este artigo tenha lhe ajudado a compreender a importância de manter a microbiota intestinal saudável. Se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

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Até o próximo artigo!

 


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30/08/2021 Saúde íntima

A maternidade faz parte dos planos de muitas mulheres, e essa escolha exige uma série de preparativos. No caso daquelas que desejam gestar, esses preparativos incluem um acompanhamento ginecológico. Normalmente é nesta etapa do processo, entre tentativas e exames clínicos, que estas mulheres podem esbarrar na infertilidade. 

A dificuldade para engravidar está associada a diversos fatores. Infelizmente, esse assunto ainda é cercado de tabus e existe uma grande quantidade de informações falsas circulando, o que não ajuda nem um pouco as mulheres que estão passando por essa situação. 

A infertilidade feminina é um assunto delicado, e deve ser tratado com seriedade e carinho. Acolher as futuras mamães é fundamental para que elas se sintam seguras neste momento tão importante de suas vidas, e o acesso à informação de qualidade é o primeiro passo para resolver este problema.

Por isso, preparei este artigo para explicar melhor alguns dos principais mitos e verdades sobre a fertilidade feminina. Boa leitura!

 

Os tratamentos sempre funcionam?

Mito. Existem muitos fatores que podem dificultar a gravidez e nem sempre é possível diagnosticar todos eles. Os tratamentos podem ajudar, porém os resultados variam conforme a condição específica de cada mulher. Por isso, algumas vezes é preciso várias tentativas até a gravidez se concretizar. 

 

Mulheres com SOP sempre terão infertilidade?

Mito. A SOP está relacionada com problemas hormonais que afetam a evolução, mas isso não significa que mulheres com ovários policísticos são inférteis. Existem uma série de tratamentos para mulheres com SOP que desejam engravidar. Além disso, bons hábitos de saúde também ajudam, como alimentação saudável e atividade física.  

 

Endometriose causa infertilidade?

Mito. Existem diversos tratamentos, entre hormonais e procedimentos cirúrgicos, que possibilitam que mulheres com endometriose tenham uma gravidez segura, mesmo com a doença. 

 

Abortos espontâneos com frequência podem ser sinal de um problema no útero? 

Verdade. Abortos espontâneos e frequentes precisam ser investigados, pois podem ocorrer em função de alguma malformação do útero; de uma alteração inflamatória, como a endometriose; ou ainda em razão de algum problema imunológico. Para um diagnóstico eficiente, é fundamental uma avaliação médica e exames clínicos. 

 

Útero retrovertido dificulta a gravidez?

Mito. Essa condição também é conhecida como útero invertido e é algo normal, que não impacta na fertilidade natural da mulher ou nos tratamentos para reprodução. 

 

Mulheres que só tem um ovário podem engravidar?

Verdade. Problemas em um dos ovários ou em uma das trompas, ou mesmo a retirada de um deles, pode prejudicar a fertilidade, mas não impedem a possibilidade de uma gravidez espontânea. 

 

A vitamina D é um fator muito importante na fertilidade feminina. Clique aqui para saber como essa relação funciona. 

 

Líbido alta é sinônimo de fertilidade?

Mito. Muita gente pensa que alimentos afrodisíacos podem ajudar a resolver a infertilidade feminina. Eles impactam no desejo sexual, mas isso não significa que aumentam as chances de uma gravidez. 

 

A idade pode significar infertilidade?

Verdade. A mulher perde óvulos de forma contínua ao longo da vida e, com o passar dos anos, os óvulos também envelhecem e perdem eficiência. Ou seja, quanto mais jovem e saudável a mulher for, mais fácil será para conseguir uma gravidez. 

 

A infertilidade é sempre uma questão da mulher?

Mito. Homens e mulheres podem ter problemas de fertilidade. Inclusive, as taxas de infertilidade entre ambos são bastante semelhantes, cerca de 40%. 

 

Quem malha tem mais dificuldade para engravidar?

Verdade. Alguns exercícios, principalmente os que exigem muito esforço físico, assim como uma dieta pobre em gordura e uma carga excessiva de estresse podem provocar a amenorréia, que é ausência da menstruação. Esses fatores também podem interferir na produção de estrogênio, que quando reduzido, dificulta a gravidez. 

 

Você sabia que a alimentação tem impacto direto na saúde íntima da mulher. Clique aqui e acesse um artigo onde explico quais são os efeitos negativos do excesso de açúcar na saúde feminina. 

 

Tomar pílula por um longo período causa infertilidade? 

Mito. Independente do tempo que a mulher passou usando a pílula, ao interromper o uso, ela já está apta a engravidar. Mas atenção: a pílula não causa infertilidade, mas pode mascarar sintomas de problemas já existentes e que podem prejudicar as tentativas de gravidez, como a endometriose ou uma baixa reserva ovariana.  

 

Espero que este artigo tenha lhe ajudado a compreender melhor alguns dos fatores podem ou não dificultar a fertilidade feminina. Se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

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Até o próximo artigo!


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27/07/2021 Saúde íntima

Você sabe qual a relação do açúcar com a saúde íntima feminina? O consumo em excesso de açúcar pode ocasionar uma série de prejuízos à saúde. E quando olhamos para as mulheres, esse consumo reflete até mesmo na saúde íntima, ao propiciar o surgimento ou o agravamento de doenças já existentes, como a SOP e a endometriose. 

Confira o artigo que preparei a seguir e saiba mais sobre como o consumo em excesso de açúcar pode ter efeitos negativos no organismo das mulheres. 

 

Como o açúcar impacta na fertilidade e em doenças como a SOP 

Ao ser consumido em excesso, o açúcar se torna um grande vilão para a saúde de homens e mulheres. No caso delas, este ingrediente comum em tantos alimentos pode influenciar o organismo de diversas formas, o que impacta até mesmo na saúde íntima. 

Entre os efeitos nocivos do excesso de açúcar na saúde íntima feminina, estão alterações hormonais e mudanças no pH vaginal, que podem propiciar o surgimento ou a complicação de doenças como a SOP e a candidíase. Além disso, o açúcar em excesso pode contribuir até mesmo para a infertilidade da mulher.

Para reduzir o impacto do açúcar na saúde do aparelho reprodutor feminino, é fundamental estar atenta à dieta, e evitar ou reduzir a ingestão de alimentos ricos em açúcar, como processados e refinados. Também é importante adotar uma alimentação mais natural, balanceada, e rica  em vitaminas e sais minerais. 

A seguir vou listar alguns exemplos de doenças para as quais uma alimentação com excesso de açúcar pode ser um complicador. 

 

  • Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)

A SOP é uma doença que afeta muitas mulheres, mas apesar de comum, pouco se sabe sobre a sua origem. A resposta mais aceita pelos especialistas é que as causas da SOP são uma combinação de fatores genéticos e ambientais, entre eles, a alimentação. 

A SOP é um distúrbio endócrino. Ou seja, ela afeta as glândulas responsáveis pela produção de hormônios que regulam diversas funções corporais, como estresse, sono e reprodução. 

A SOP está associada à resistência à insulina, um hormônio que atua na metabolização da glicose no organismo. Sendo assim, o consumo em excesso de açúcar pode levar os ovários a produzir uma quantidade ainda maior de testosterona e, desta forma, agravar os sintomas.

Saiba mais sobre a SOP, suas causas, sintomas e tratamento no vídeo abaixo.

 

  • Candidíase

A candidíase é outra doença bem conhecida entre as mulheres. Ela causa uma infecção devido a proliferação em excesso de um tipo de fungo. Esse fungo habita a flora vaginal normalmente, porém, se alimenta de glicose para se espalhar pelo organismo. Desta forma, quanto mais açúcar a mulher tiver no sangue, mais chances de desenvolver um quadro de candidíase.

Fique atenta aos sintomas: a candidíase costuma causar coceira, corrimento branco e pastoso, inchaço e vermelhidão na vulva.  O tratamento pode ser feito através de antibióticos, mas precisa ser orientado por um médico ginecologista.

 

Não sabe o que considerar ao escolher um ginecologista? Clique aqui e confira o conteúdo que preparei com dicas para lhe ajudar.

 

  • Endometriose

A endometriose é outra doença bastante conhecida entre as mulheres. Ela se caracteriza pelo crescimento do tecido que reveste as paredes uterinas, chamado de endométrio, fora do útero. Entre os sintomas estão menstruação irregular, dificuldade para engravidar e dores agudas. A endometriose tem tratamento, realizado por meio de medicação e orientado por um ginecologista, mas não tem cura. A alimentação, porém, é um fator muito importante no trato dos sintomas.

Assim como a SOP, não se sabe ao certo as causas da endometriose, mas o consumo de açúcar pode estar relacionado, tanto ao surgimento, como ao agravamento dos sintomas. 

Isso porque o excesso de açúcar contribui para uma sobrecarga tóxica no organismo, o que resulta em uma inflamação crônica. Essa inflamação propicia o surgimento e o agravamento de doenças inflamatórias, como a endometriose. 

 

  • Fertilidade

Segundo estudos, a produção de testosterona e estrogênio pode ser influenciada de forma negativa pelo consumo de açúcar. Estes hormônios são protagonistas no processo de fertilidade feminina. Ou seja, o consumo de açúcar em excesso pode ser associado à dificuldade de engravidar.

Saiba mais sobre o papel da testosterona e do estrogênio na fertilidade feminina clicando aqui.

Além disso, o açúcar aumenta os níveis de insulina no corpo. Quando a quantidade de insulina está maior do que o normal, os ovários são afetados, o que impacta de forma negativa na ovulação. E sem uma ovulação saudável, não é possível uma gravidez. 

 

Espero que este artigo tenha ajudado a compreender a relação entre o consumo em excesso de açúcar e doenças que infelizmente ainda atingem muitas mulheres, como a endometriose e a SOP. 

Se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

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Até o próximo artigo!


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São muitos os fatores que influenciam na libido, entre eles, as condições emocionais e a saúde física. Mas podemos destacar os hormônios como protagonistas quando falamos em desejo sexual. No artigo a seguir vou explicar um pouco sobre esta ligação entre hormônios e libido, e como ela funciona.

Mas o que é libido?

Antes de entendermos a relação entre hormônios e libido, precisamos compreender o que é e como funciona a libido. Podemos definir a libido como o desejo sexual que surge a partir de algum estímulo, seja visual, olfativo ou auditivo, por exemplo.

A libido funciona de formas diferentes para homens e mulheres. Além disso, ela não está vinculada apenas à questão hormonal. O desejo sexual sofre grande interferência da saúde física, de forma que algumas doenças e o uso de determinados medicamentos podem impactar na forma como a pessoa se relaciona com a libido. 

Além disso, questões emocionais e psicológicas também são determinantes. Outros exemplos de fatores que podem comprometer o desejo sexual são:

  • Consumo excessivo de álcool;
  • Sedentarismo;
  • Tabagismo;
  • Estresse;
  • Alimentação inadequada;
  • Pílula anticoncepcional.

 

Clique aqui para descobrir como a pílula anticoncepcional interfere na libido.

 

Hormônios e libido

Quando uma paciente chega no consultório com queixas sobre o desejo sexual, sempre buscamos investigar o funcionamento hormonal. Isso porque os hormônios são um dos fatores mais importantes quando falamos em libido e, inclusive, se relacionam com outros elementos que citei anteriormente. 

Por exemplo, pessoas que convivem com a depressão sofrem com os impactos dessa doença na parte hormonal, pois ela interfere nos níveis de ocitocina e serotonina, importantes neurotransmissores responsáveis por promover sensação de bem-estar e felicidade.

No caso das mulheres que fazem uso de pílula anticoncepcional, a questão está na produção dos hormônios sexuais. A pílula interfere na ovulação e nos níveis de hormônios importantes para a libido, como a testosterona.  

 

Saiba quais são os hormônios sexuais e qual o seu papel clicando aqui.

 

Para identificar quando a causa da queda na libido está relacionada aos níveis hormonais é necessário realizar uma avaliação completa, orientada pelo seu ginecologista. 

Entre os hormônios avaliados estão a testosterona e o estrogênio. Ambos são hormônios sexuais muito importantes para o ciclo menstrual e, por consequência, na libido. 

A testosterona, por exemplo, interfere no desejo, e nos pensamentos e fantasias sexuais. Já o estrogênio influencia na circulação sanguínea na região íntima e na lubrificação vaginal. Além destes, outros hormônios que podem impactar na libido são:

  • Prolactina
  • Dopamina
  • Ocitocina
  • Serotonina
  • Melatonina
  • Hormônios tireoidianos

 

A idade também é um fator importante quando pensamos em libido. Com o passar dos anos, nossa forma de sentir e viver o prazer sexual muda. Você pode ler mais sobre isso clicando aqui.

No caso das mulheres, com a chegada da menopausa, os níveis hormonais sofrem grandes alterações, principalmente no caso dos hormônios sexuais. Mas claro que isso não precisa determinar o fim da libidio. Descubra clicando aqui quais hábitos melhoram a libido durante a menopausa. 

 

Espero que este artigo tenha ajudado a compreender a relação entre os hormônios e libido. Se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

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Até o próximo artigo!


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Conforme envelhecemos, muita coisa muda. Nosso corpo, nossas necessidades, nossa rotina e nossa forma de enxergar o mundo. Desta forma, o prazer sexual também sofre uma transformação ao longo da vida. 

Se você tem observado mudanças na intimidade com o seu parceiro ou parceira, e tem se questionado sobre isso, este artigo é para você. Vou falar um pouco sobre essas mudanças e como a maturidade não é sinônimo de perda de desejo ou de abrir mão do prazer sexual. 

 

Prazer sexual: homens e mulheres evoluem de formas distintas

O prazer sexual muda ao longo da vida, e essas mudanças vão ocorrendo de forma gradativa, com o passar dos anos, e de formas diferentes para homens e mulheres.

Por exemplo, os homens alcançam o auge da condição física e passam por um pico hormonal aos 20 anos. Esse pico hormonal é causado principalmente pela testosterona, hormônio que é responsável pelas características masculinas e também pelo desejo sexual. 

Porém, a insegurança com a pouca idade ou falta de experiência pode muitas vezes impactar no prazer sexual de forma negativa. Entre os 30 e os 40 anos, os níveis de testosterona começam a diminuir lentamente. 

Apesar disso, o desejo sexual continua em alta, mas pode ser influenciado por situações típicas desta idade, como estresse com o trabalho, ou preocupações com a família e com a vida financeira. 

Já as mulheres passam pelo período mais fértil da vida aos 20 anos. O auge do desejo sexual ocorre entre os 20 e os 30, mas este também é um momento de muitas cobranças na vida da mulher, seja em relação à profissão, ou em relação à maternidade. Conflitos que também impactam no prazer sexual.

Ainda, no caso das mulheres que optam pela maternidade, a gravidez e o parto têm grande impacto na vida sexual. Isso porque, durante e após a gestação, o corpo muda e os níveis hormonais também sofrem alterações, o que interfere na libido. 

 

Você sabe quais são os hormônios sexuais? Clique aqui e descubra quem são eles e de que forma impactam na sua saúde e na sua vida.

 

O prazer sexual na maturidade

Infelizmente, muita gente ainda pensa que prazer sexual é coisa de jovem. E que os mais velhos perdem o desejo ou a capacidade de viver essa parte dos relacionamentos. 

Essa ideia é uma grande mentira. É possível ter desejo e sentir prazer sexual na maturidade, o que muda ao longo do tempo é a resposta sexual, tanto para homens, quanto para mulheres.

No caso das mulheres, a menopausa é um personagem bastante importante no prazer sexual durante a maturidade. Isso porque ela é a responsável pela maior parte das mudanças físicas e psicológicas que as mulheres vivem a partir dos 45 anos. 

Durante a menopausa, os níveis hormonais passam por alterações bastante significativas. Por exemplo: nesta fase da vida, o corpo começa a produzir uma quantidade menor de estrogênio e de testosterona, o que impacta na libido feminina. 

Além disso, a queda no estrogênio altera os tecidos vaginais e vulvares. Isso faz com que o fluxo sanguíneo na região seja prejudicado. A capacidade de lubrificação natural da vagina e a contratilidade do músculo também diminuem. Por sua vez, a menor quantidade de testosterona no corpo feminino afeta a energia e a capacidade de chegar ao orgasmo.  

 

É possível viver a menopausa com leveza e sem abrir mão dos prazeres da vida. Clique aqui e descubra como melhorar a libido feminina nesta fase da vida.

 

Sexualidade saudável a vida toda

Apesar das mudanças, envelhecer não significa abrir mão do prazer sexual. Todas as questões que surgem ao longo da vida e que impactam na resposta sexual podem ser tratadas com o auxílio de um profissional de saúde. 

Uma alimentação equilibrada e a prática de exercícios físicos, por exemplo, podem ajudar na prevenção de doenças que interferem na vida sexual, como diabetes, doenças cardíacas e colesterol elevado. 

Além disso, as atividades físicas, combinadas com suporte de um profissional de Psicologia, ajudam a manter a saúde mental em dia. Ao cuidar da sua saúde física e mental, você vive com mais qualidade em todos os aspectos da sua vida, inclusive na sexualidade. 

No caso das mulheres que estão passando pela menopausa, o suporte de um ginecologista é fundamental. Juntos, médico e paciente podem pensar nas melhores alternativas para viver essa fase com leveza e qualidade de vida.

 

Espero que este conteúdo tenha ajudado a responder às suas dúvidas. Mas se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

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Até o próximo artigo!


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07/06/2021 Saúde íntima

Alguns acreditam que o melhor momento para a primeira consulta no ginecologista seja após a primeira menstruação. Outros acham que o correto é esperar o início da vida sexual. Mas será que existe uma idade ou momento certo para iniciar o acompanhamento ginecológico? Vou responder a esta pergunta no texto abaixo.

 

Qual a função do ginecologista?

O ginecologista é o médico especialista no cuidado com a saúde da mulher. Desta forma, ele é responsável por identificar e tratar doenças do sistema reprodutor, e das mamas. Por exemplo, é o ginecologista que faz o diagnóstico e orienta o tratamento da endometriose, da síndrome dos ovários policísticos, e de miomas e cistos.

Mas, além disso, o ginecologista também tem como função orientar métodos contraceptivos, auxiliar no planejamento familiar, e orientar o melhor tratamento para os sintomas da menopausa. 

Desta forma, podemos dizer que o papel do ginecologista vai além de consultas e exames. Ele é a principal fonte de informação sobre a saúde e o corpo feminino, e também o responsável por oferecer suporte fundamental no início da vida sexual das meninas. 

 

Por que a primeira consulta é tão importante? 

Infelizmente a primeira consulta no ginecologista ainda é motivo de tabu. Algumas pessoas pensam que este gesto de carinho e cuidado pode acelerar algum momento da vida da menina, como o início da vida sexual. 

Como sempre explico as minhas pacientes, durante a primeira consulta é realizada uma avaliação completa, para compreender a saúde da paciente de forma geral. Esse momento é muito importante para evitar futuras complicações. E, também, é uma forma de empoderar as meninas ao permitir que elas tenham conhecimento sobre o seu corpo e sobre como cuidar dele. 

Também é fundamental que este momento signifique um tempo de qualidade entre médico e paciente, pois muitos sintomas ginecológicos podem estar associados a alguma causa emocional. 

Para identificar estes casos, é preciso que nós, ginecologistas, possamos conhecer bem a pessoa que está sentada à nossa frente e, para isso, a paciente precisa se sentir confortável e a vontade com o seu médico. E isso vale para todas as idades, não apenas na primeira consulta!

 

Clique aqui e descubra quais fatores considerar ao escolher um ginecologista. 

 

Quando devo levar minha filha na primeira consulta no ginecologista?

A primeira consulta no ginecologista é um momento de avaliação da saúde da paciente, e também de orientação. Desta forma, o ideal é que não se espere o início da vida sexual para procurar o ginecologista. Também não se deve esperar o aparecimento de algum sintoma, incômodo, dor ou problema de saúde para procurar o acompanhamento médico.

A minha orientação é que os pais agendem uma consulta no ginecologista a partir da primeira menstruação, ou com o início da puberdade. Desta forma, o médico poderá orientar a menina sobre todas as mudanças que essa importante fase da vida traz para o corpo. Além de ensiná-la sobre cuidados com a saúde, prevenção de doenças, e também sobre como identificar e se proteger de possíveis abusos.

Quanto mais acolhida e informada a menina estiver, maiores as chances de se prevenir uma gravidez precoce ou complicações de saúde.

 

Você sabe como funciona o seu ciclo menstrual? Clique aqui e descubra como ele influencia na sua saúde.

 

Espero que este conteúdo tenha lhe ajudado a compreender a importância da primeira consulta com o ginecologista. Esse momento não deve ser visto com receio, mas como um marco na vida da menina e uma forma de empoderá-la e de garantir um futuro mais saudável. 

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Até o próximo artigo!


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31/05/2021 Saúde íntima

Você também chega na consulta cheia de perguntas ao ginecologista? A ginecologia tem como foco a saúde da mulher, mas é uma especialidade bem ampla. 

Além de responsável pelo diagnóstico e tratamento de doenças, o ginecologista também acompanha os cuidados com a saúde feminina desde a puberdade, até a menopausa. E ele ainda tem um papel muito importante no preparo para uma possível gravidez, durante a gestação, e no pós parto. 

Desta forma, é bastante comum as mulheres chegarem no consultório com uma lista de perguntas ao ginecologista. As dúvidas que mais recebo costumam ser sobre fertilidade, cólicas, e doenças, como a endometriose. Talvez você também se questione sobre estes temas, então listei as cinco perguntas mais frequentes entre as minhas pacientes e as respondi no texto abaixo. Espero que ele te ajude a compreender melhor o seu corpo e o cuidado com a sua saúde!

 

Na dúvida sobre como escolher o seu ginecologista? Clicando aqui eu te conto quais fatores você deve considerar ao escolher o seu médico. 

 

Pergunta nº 1:

“Doutora, eu vou poder engravidar?”

Acredito que esta seja uma das mais frequentes perguntas ao ginecologista. Para sabermos se uma mulher poderá engravidar, a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que mulheres abaixo de 35 anos tentem por um ano. E aquelas com mais de 35 anos devem tentar durante seis meses. 

Antes ou durante este período não deve ser realizado nenhum rastreamento, pois neles podem aparecer pequenas alterações que acabam gerando ansiedade na paciente, o que prejudica a fertilidade. 

Passado esse período, caso a paciente não consiga engravidar, o primeiro passo é avaliar possíveis alterações orgânicas. Neste caso checamos se existe alguma disfunção na tireoide e nos hormônios sexuais, que podem impactar no funcionamento dos ovários ou na ovulação. 

Também são avaliadas questões anatômicas da fecundidade, como miomas e endometriose. A partir desta conversa detalhada, e de um exame físico bem minucioso, fazemos exames complementares. 

São eles o ultrassom transvaginal, o espermograma (no caso dos homens), exames laboratoriais focados na parte hormonal, e um exame chamado histerossalpingografia. Este exame serve para identificar se existe alguma obstrução do útero que possa estar impedindo o óvulo de encontrar o espermatozoide.

 

Pergunta nº 2: 

“É normal ter cólica?”

A cólica normal é a cólica da ovulação, que ocorre cerca de duas semanas depois do período menstrual. Mas se você tem muita cólica durante a relação sexual, a sua menstruação é muito dolorosa, tem sangramento aumentado, desconforto para evacuar, ou está com dificuldade para engravidar, essa cólica pode ser um sinal de doença.

Nestes casos, é preciso fazer uma investigação. Eventualmente podem ser feitos exames como um ultrassom com protocolo para endometriose, ou uma ressonância magnética. Nem toda cólica é doença, mas se a cólica está fora do período da ovulação, precisa ser investigada.

 

Você sabe como ocorre o ciclo menstrual? Clique aqui e entenda como o seu funcionamento é importante para a sua saúde.

 

Pergunta nº 3: 

“O hormônio engorda?”

Quando a mulher entra na menopausa, ela tem um déficit progressivo nos hormônios. Essa mudança leva a menos ganho de massa muscular e mais acúmulo de gordura, principalmente na região abdominal. Nestes casos, a reposição hormonal, com hormônio bioidêntico, na dose adequada, combinada com um estilo de vida regrado, evitaria o acúmulo de gordura. 

O hormônio que pode culminar em um acúmulo de gordura é a pílula anticoncepcional oral. Isso ocorre porque ela diminui a testosterona livre e faz com que a paciente tenha menos ganho de massa muscular. 

 

Pergunta nº 4: 

“Tenho ovário policístico ou endometriose. É verdade que não vou conseguir engravidar?”

Outra perguntas ao ginecologista que aparece muito nas consultas. Essas duas situações são mitos. Muitas pacientes que têm ovário policístico e endometriose podem engravidar. Na verdade, é comum observarmos estas duas doenças coexistirem. O que acontece no caso destas pacientes é que, quando a doença está desequilibrada, há uma incidência maior de infertilidade. 

Por exemplo: de cada 10 mulheres que não conseguem engravidar, cinco têm endometriose. Mas, na medida em que a doença tiver um diagnóstico precoce e sejam tomadas as medidas oportunas, é possível que a paciente consiga engravidar sem grandes intervenções.

 

Pergunta nº 5: 

“A pílula anticoncepcional trata a endometriose?”

A endometriose é uma doença autoimune e inflamatória. Além disso, ela é progressiva enquanto a mulher está no período fértil, e dependente de um hormônio chamado estrogênio. Desta forma, quando pensamos em um tratamento específico para a endometriose, utilizamos medicamentos com ação antiestrogênica, coisa que a pílula não é capaz de fazer.

A pílula bloqueia temporariamente o funcionamento dos ovários, mas ela não inibe o estrogênio do corpo da mulher. Tanto que um dos lugares que se produz muito estrogênio é na gordura. Ou seja, o tratamento efetivo para a endometriose são medidas antiestrogênicas. 

Alguns exemplos destas medidas são:

  • Alimentação saudável, livre de agrotóxicos e com redução de hormônio;
  • Redução do uso de plásticos, principalmente de garrafas pet e recipientes plásticos aquecidos no microondas; 
  • Um estilo de vida mais regrado, com atividade física, pela sua ação anti-inflamatória; 
  • E a modulação de estresse. 

 

Quer saber mais sobre os implantes hormonais? Clicando aqui você acessa um conteúdo onde te explico como eles funcionam e quais os seus benefícios.

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Até o próximo artigo!


Dra. Patricia Bretz é Ginecologista, obstetra, especialista em Oncologia Ginecológica, Endometriose, Cirurgia minimamente invasiva, Implantes hormonais e Reprodução humana

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