O Que Fazer Quando Não Há Mais Libido?

14/01/2020 0
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Entretanto, existem casos diferentes, como o do Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo (TDSH). Conhecer o TDSH é fundamental para saber como lidar com ele.
A ausência ou redução do desejo sexual espontâneo (fantasias e pensamentos vinculados ao sexo), a incapacidade de responder à estimulação sexual e/ou manter o interesse durante a relação sexual caracterizam o TDSH. 39% das mulheres queixam-se da ausência de libido e, entre elas, cerca de 9% apresentam características que indicam a presença de TDSH, o que, em alguns casos, chega a ocasionar um estresse prejudicial à saúde.
Para identificá-lo é necessário buscar auxílio profissional. Uma boa conversa sobre diversos aspectos da vida sexual da paciente, conduzida por sua ginecologista, pode indicar a necessidade de aplicação de questionários específicos para a identificação do transtorno, como o QSF (Quociente Sexual Feminino ou Female Sexual Function Index – FSFI). As respostas dadas pela mulher irão apontar a melhor abordagem para seu caso.

Muitas pacientes compartilham uma dúvida: existem exames laboratoriais que possam auxiliar nesse diagnóstico? Não há um exame específico para diagnosticar o TDSH, mas é recomendável que alguns exames sejam feitos, para que outras hipóteses – que também levam à falta da libido – sejam descartadas. Constatando-se a ausência de hipotireoidismo, hiperprolactinemia e de outras endocrinopatias, cardiopatias e neuropatias, é mais fácil fechar um diagnóstico preciso e dar início a um tratamento.
Após o diagnóstico, é recomendado que a paciente siga, ao mesmo tempo, por dois caminhos: a terapia e o acompanhamento médico.
No primeiro, através da psicoterapia é importante que a mulher se conscientize melhor sobre seu corpo, seu desejo e seus hábitos que podem ter desencadeado o transtorno, com o intuito de se libertar de mitos e tabus prejudiciais a sua plenitude sexual.
Aliado a esse tratamento, existem alguns medicamentos que poderão auxiliar, como a flibanserina, a testosterona e a bupropiona. A melhor opção será indicada pela médica, que poderá, também, optar por uma reposição hormonal.
É importante lembrar que a participação da outra parte do casal – na maioria das vezes, em uma terapia de casal -, potencializará esse tratamento. Quanto maior for a parceria em uma relação, maiores são as chances de que ambos se sintam realizados, em todos os aspectos. Inclusive, no sexual.


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Dra. Patricia Bretz é Ginecologista, obstetra, especialista em Oncologia Ginecológica, Endometriose, Cirurgia minimamente invasiva, Implantes hormonais e Reprodução humana

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