Os diferentes tipos de útero e o impacto na fertilidade

14/01/2022
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Você sabia que nem todo útero é igual? Algumas mulheres podem nascer com alterações no formato do órgão, o que não traz nenhuma complicação para a saúde ou qualidade de vida, mas pode significar dificuldades para quem está tentando engravidar ou gerar complicações para a gravidez. Neste artigo vou explicar como funciona essa relação entre tipos de útero e fertilidade. Boa leitura!

 

Tipos de útero e fertilidade: como isso funciona?

O útero pode ser considerado uma das partes mais importantes do sistema reprodutor feminino. Mas o que muita gente não sabe é que esse órgão pode apresentar alterações anatômicas em algumas mulheres, e que os tipos de útero e fertilidade são dois elementos com uma ligação bem significativa.

De forma geral, o útero costuma medir 7,5 centímetros e ter espessura de 2,5 centímetros. Além disso, possui uma cavidade interna vazia e a sua estrutura é formada por três camadas de tecido. A mais externa é chamada de serosa, a intermediária se chama miométrio e a mais interna é o endométrio, onde o embrião é fixado quando ocorre a fecundação. 

Porém, algumas mulheres podem apresentar alterações no formato do útero ou mesmo o crescimento de tecido fibroso dentro da cavidade. Sendo assim, essas alterações impactam na fecundação e, em alguns casos, podem representar uma complicação durante a gravidez. A seguir, vou explicar um pouco mais sobre quais são os tipos de útero e como eles afetam a fertilidade feminina.

 

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Quais são os diferentes tipos de útero?

Acredita-se que cerca de 0,1 a 3,2% das mulheres apresentam alterações anatômicas no útero. Ou seja, o útero destas mulheres se desenvolve em um formato diferente do considerado normal. Essa alteração não irá representar nenhum prejuízo para a sua saúde, mas pode interferir na fertilidade.

 

  • Útero bicorno: é o tipo mais comum de alteração anatômica no útero. Neste caso, o órgão se forma com uma fenda na parte superior, que o separa em duas partes, mas não chega a dividi-lo completamente. A fenda pode variar de tamanho, o que resulta em um útero levemente bicorno ou totalmente bicorno.

 

  • Útero unicorno: neste caso, o tecido que forma o órgão não se desenvolve completamente e resulta em apenas metade de um útero de tamanho normal, com apenas uma tuba uterina, apesar dos dois ovários. É um tipo raro de alteração. 

 

  • Útero duplo ou didelfo: outro tipo de formação anatômica bastante rara. O útero duplo ou didelfo apresenta duas cavidades, e cada uma delas pode levar a um colo de útero diferente e também a um canal vaginal diferente. Neste caso, é possível que a mulher tenha duas vaginas. 

 

  • Útero septado: o útero septado acontece quando a cavidade uterina apresenta uma parede formada por tecido fibroso, chamada de septo. Essa estrutura pode ir até determinada extensão do órgão ou chegar até o colo do útero. 

 

Algumas mulheres também podem apresentar alterações quanto à posição do útero, que normalmente está inclinado para a frente. Essa posição é chamada de anteversa. Quando o útero se desenvolve virado para trás, chamamos de útero retroverso ou retrovertido. 

 

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Como estas alterações afetam a fertilidade? 

Nenhuma destas alterações é capaz de impedir uma gestação. Então, mesmo tendo um útero com formato anatômico ou posição diferente do considerado normal, a mulher pode engravidar. Porém, afetam a fertilidade, o que dificulta o processo de gestação.

Por exemplo, uma mulher com útero septado pode ter alto risco de perda gestacional devido ao tecido fibroso dentro da cavidade uterina. Já mulheres com útero unicorno têm maior dificuldade de conseguir engravidar, uma vez que possuem apenas uma tuba uterina.

Pacientes que apresentam alguma das outras alterações que citei não costumam ter tantas dificuldades na fecundação, mas sim durante a gravidez. No caso do útero bicorno, por exemplo, a fenda presente na cavidade uterina pode comprometer a capacidade de distensão do órgão durante a gestação. 

O diagnóstico destas condições é feito através de exames solicitados pelo ginecologista. Se você apresenta alguma destas alterações, pode ficar tranquila. Nos casos em que a mulher possui dificuldade para engravidar, é possível realizar tratamentos cirúrgicos e de reprodução assistida.

 

Espero que este artigo tenha lhe ajudado a compreender a relação entre os tipos de útero e fertilidade. Se você quer saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo por aqui.

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Até o próximo artigo!

Dra. Patricia Bretz é Ginecologista, obstetra, especialista em Oncologia Ginecológica, Endometriose, Cirurgia minimamente invasiva, Implantes hormonais e Reprodução humana

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