Sangramento na relação sexual: entenda as possíveis causas

11/03/2021
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Quando você faz sexo pela primeira vez, é normal esperar algum sangramento na relação. Mas se a sua primeira experiência sexual já passou há muito tempo e você notar sangramento depois do sexo, deve ficar atenta.

 

O sangramento durante ou após o sexo ocorre por vários motivos. Um sangramento leve de vez em quando pode não ser grande coisa. 

 

Mas se você tiver outros fatores de risco, uma visita ao seu ginecologista é necessária. Ele fará os exames necessários para identificar a causa e iniciar o melhor tratamento.

 

Abaixo, separei uma lista com as possíveis causas do sangramento na relação sexual. Vamos conferir?

 

Rompimento do hímen

O rompimento do hímen ocorre geralmente durante a primeira relação íntima da mulher. Porém, há vezes em que o hímen se rompe apenas mais tarde. 

 

Ele é uma fina membrana localizada na entrada da vagina, e que tem como objetivo prevenir o surgimento de infecções durante a infância. Na primeira relação sexual, em geral, ele é rompido.

 

Esse rompimento pode causar um pequeno sangramento e desaparece em poucos minutos. Porém, se o sangramento não parar, é necessário buscar ajuda de um ginecologista.

 

Infecções sexualmente transmissíveis

As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como clamídia e gonorreia, podem ser a causa. Elas estão associadas a uma variedade de sintomas vaginais, desde dor pélvica, coceira e queimação até corrimento vaginal e micção dolorosa frequente.

 

A inflamação causada por essas ISTs pode fazer com que os vasos sanguíneos superficiais inchem e rompam mais rapidamente. Isso causará sangramento frequentemente associada à gravidade da infecção. 

 

Outras ISTs, como a sífilis e o herpes genital, podem causar lesões abertas e ulcerativas, que tendem a sangrar se forem irritadas. 

 

Embora as feridas frequentemente apareçam externamente, às vezes podem se desenvolver dentro da vagina. Além disso, podem ser totalmente indolores e despercebidas.

 

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Pólipos benignos

Crescimentos benignos no colo do útero (pólipos cervicais) ou útero (pólipos uterinos ou endometriais) são uma causa comum de sangramento durante ou após o sexo

 

Às vezes, os pólipos cervicais tendem a se desenvolver em mulheres na faixa dos 40 e 50 anos que tiveram gestações múltiplas. Eles são tipicamente vermelhos ou violetas com uma estrutura semelhante a um tubo rica em capilares que podem sangrar facilmente quando tocados.

 

Os pólipos uterinos são pequenos nódulos macios de tecido que se projetam de dentro do útero. Em princípio, os desse tipo têm tendência a sangrar entre as menstruações, após a menopausa e durante o sexo. Eles também tendem a se desenvolver em mulheres entre 36 e 55 anos.

 

Ectrópio Cervical

Ectrópio cervical é uma condição não cancerosa. Assim, as células que normalmente revestem o interior do colo do útero se projetam para fora através do orifício cervical (a abertura do colo do útero).

 

Aliás, quando isso acontece, a distensão anormal do tecido cervical pode causar a dilatação e inflamação dos vasos sanguíneos já frágeis. 

 

Como resultado, o sangramento é comum devido à relação sexual, ao uso de absorventes internos e até mesmo à inserção de um espéculo durante um exame pélvico.

 

Menopausa

As mulheres na pós-menopausa costumam sangrar durante ou após o sexo. Isso ocorre porque a diminuição dos níveis de estrogênio faz com que as paredes vaginais se tornem literalmente finas e produzam menos muco lubrificante. 

 

Isso é conhecido como vaginite atrófica, uma condição que também está associada a coceira e queimação vaginal.

 

Além disso, a vaginite atrófica também pode ser tratada com terapia de estrogênio, e lubrificantes vaginais também podem aliviar a secura e diminuir a dor.

 

Endometriose

A endometriose ocorre quando o revestimento do útero (o endométrio) se estende para fora do útero. Dessa forma, o tecido endometrial pode se prender às superfícies de outros órgãos, muitas vezes resultando em dores terríveis e, em alguns casos, infertilidade.

 

Duas das características da endometriose são a relação sexual dolorosa e o orgasmo doloroso. Isso ocorre ​​pela tensão adicional e pela pressão exercida sobre os tecidos já vulneráveis. O sangramento pós-sexo não é incomum quando isso ocorre.

 

Por exemplo, a terapia hormonal reduz os níveis de estrogênio e costuma ser eficaz na redução da dor. É possível reduzir a dor e o sangramento mudando as posições que você normalmente usa durante o sexo. 

 

Trauma

O sexo vigoroso pode causar cortes, arranhões ou rasgos na vagina. E quando isso acontece, é normal haver também sangramento.

 

É mais provável que isso aconteça se houver secura vaginal, como pode ocorrer durante a menopausa.

 

Câncer

Embora o câncer seja uma causa menos provável de sangramento pós-coito, é um dos possíveis sinais de câncer cervical, vaginal e uterino.

 

Os tumores podem variar dependendo do tipo de câncer envolvido. Mas também são alimentados por uma rede densa e aleatória de vasos sanguíneos. Ou seja, à medida que o tumor cresce, esses vasos podem ficar tensos e propensos a estourar. Às vezes, a relação sexual pode causar isso.

 

Fique atenta ao seu corpo

O sangramento durante ou após o sexo nunca deve ser considerado normal. Mesmo que ocorra como resultado de trauma acidental, é melhor examiná-lo apenas para encontrar maneiras de evitar tais lesões no futuro.

 

Além disso, se você não sabe o que está causando o sangramento vaginal durante a relação sexual, não evite consultar um ginecologista por medo de receber um diagnóstico de câncer. 

 

O câncer é, na verdade, uma das causas menos prováveis. Se o câncer for o motivo do sangramento, um diagnóstico precoce proporciona um tratamento mais ágil e uma maior chance de curar a doença antes que se torne séria.

 

Desse modo, como expliquei acima, um dos motivos para o sangramento na relação sexual pode ser a secura vaginal durante a menopausa. E sobre o tema, e como é feita a reposição hormonal, indico o vídeo que postei no meu canal no Youtube. É só dar o play abaixo!

 

Dra. Patricia Bretz é Ginecologista, obstetra, especialista em Oncologia Ginecológica, Endometriose, Cirurgia minimamente invasiva, Implantes hormonais e Reprodução humana

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